Facebook se une à Microsoft na luta contra a pornografia infantil


Rede social fecha parceria e passa a usar ferramenta, já utilizada no Bing, que detecta imagens ilegais no site.

A tecnologia que a Microsoft usa no Bing para buscar imagens de pornografia infantil, chamada de Photo DNA, vai passar a fazer parte das ferramentas do Facebook. Segundo o jornal Telegraph, o novo projeto é uma parceria entre a rede social, a Microsoft e o Centro Nacional para Crianças Desaparecidas e Exploradas (NCMEC) de Virginia, nos Estados Unidos.

De acordo com o jornal, a organização coletou 10 mil imagens de abuso infantil de órgãos legais para servir de base para o Photo DNA, que já possui milhões de outras fotos no banco de dados. Computadores dividem as imagens em pequenos pedaços e as enviam para serviços como o Facebook, que poderão compará-los com imagens enviadas por usuários.

Bill Harmon, advogado na unidade de negócios da Microsoft, diz que o PhotoDNA detecta fotos de pornografia infantil com zero falsos positivos. “Alguma imagens tornam-se ‘populares’ e são utilizadas mais de uma vez, o que as torna um bom alvo para o sistema”, disse em um post publicado no blog oficial da Microsoft.

O Facebook foi duramente criticado na Grã-Bretanha no ano passado pela CEOP, agência da polícia responsável pelo rastreamento de pedófilos online, depois do assassinato de uma garota de 17 anos, que foi atraída para um encontro com um homem de 33 anos, que  se passava por adolescente na rede social. Agora, o Facebook lançou várias iniciativas de segurança e o Photo DNA é uma delas.

Já a Microsoft implantou o sistema no Bing e no serviços de armazenamento online SkyDrive e diz ter detectado mais de 1500 e 1000 imagens ilegais nos dois sites, respectivamente. “Mesmo que o NCMEC seja uma organização baseada nos Estados Unidos, encontramos imagens resultantes de abusos que ocorreram em muitos países, incluindo o próprio Estados Unidos, Reino Unido e Brasil”, disse Harmon. “Esperamos que a adoção do PhotoDNA pelo Facebook sirva como um trampolim para que outras empresas online queiram aderir ao projeto e, na verdade, sabemos que outras companhias estão pensando nessa possibilidade”, completou.

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