Partigiani avisam que seguirão lutando contra o nazifascismo


Partigiani celebram na Praça de São Marcos, em Veneza, em abril de 1945

Em 6 de setembro de 1944, o serviço de inteligência britânico recebe a informação que, a despeito dos contratempos, a Resistência Italiana – Resistenza partigiana – continuaria a combater os ocupantes e a ampliar suas atividades.

A Resistência Italiana era um movimento armado de oposição ao fascismo e à ocupação da Itália pela Alemanha nazista, bem como à República Social Italiana – fundada por Benito Mussolini, em território controlado pelas tropas alemãs – durante a Segunda Guerra Mundial. A Resistência Italiana enquadrava-se historicamente no fenômeno europeu mais amplo de resistência à ocupação nazista.

O movimento armado, baseado numa estratégia de guerrilhas, surge quando a Itália é invadida pela Alemanha, após o estabelecimento do Armistício de Cassabile de 8 de setembro de 1943, entre a Itália, com Mussolini já deposto, e os Aliados. Muitos, entretanto, consideram que a Resistência Italiana já existia desde 1922, quando tem início a ascensão do fascismo. Seus membros eram conhecidos como “partigiani”.

Após a rendição das tropas alemãs, o movimento se dissolveu, em abril de 1945. Calcula-se que tenham participado da luta armada da Resistência mais de 300 mil pessoas, das quais cerca de 35 mil eram mulheres, de tendências políticas diversas e até antagônicas: comunistas, socialistas, católicos, monarquistas, anarquistas. Os partidos que participavam da Resistência, reunidos no Comitê de Libertação Nacional,  constituiriam mais tarde os primeiros governos do pós guerra.

Início da Resistência

Desde a rendição da Itália no verão de 1943, as tropas alemãs ocuparam amplas franjas da peninsula a fim de evitar que os Aliados usassem a Itália como base de operações contra os baluartes germânicos, como os Bálcãs. A ocupação aliada da Itália poderia pôr em suas mãos as bases aéreas italianas, ameaçando o poder aéreo alemão.

Bandeira do Arditi del Popolo, organização antifascista de Civitavecchia

À medida que os Aliados combatiam os alemães, empurrando-os mais e mais ao norte, tinham eficaz ajuda dos partigiani. A Resistência Italiana lutava agora contra o fascismo nazista e contra a monarquia italiana. A libertação da Itália para os partigiani significava uma república democrática e não o retorno a um país governado, o mais das vezes ineptamente, por um rei.

Os partigiani mostraram-se extremamente eficientes na ajuda aos Aliados. No verão de 1944, os lutadores da resistência já haviam imobilizado 8 das 26 divisões alemãs no norte da Itália. A reaçao da Wehrmacht as atividades da resistência foi brutal. Num único episódio, os soldados alemães mataram 382 homens, mulheres e crianças como vingança a um ataque dos partisans que matou 35 soldados germânicos.

A varredura alemã da atividade guerrilheira provocou muito dano, mas foi incapaz de interrompê-la. Em 6 de setembro o embaixador japonês na Itália relatou a Tóquio que a atividade partigiana, especialmente em torno de Turim e na fronteira franco-italiana, havia crescido a despeito das baixas infligidas. A informação foi interceptada pela inteligência britânica e decodificada, assegurando que os britânicos não estavam sozinhos no combate ao exercito alemão.

No fim da guerra, os partigiani controlavam Veneza, Milão e Genova, porém, a um custo considerável. No final, a resistência havia perdido 50 mil homens, porém ganhou a sua república.

Outros fatos marcantes da data

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