Soli Deo Gloria: somente a Deus a glória

Soli Deo Gloria - somente a Deus a glória

A raiz do termo hebraico para glória transmite a ideia de “peso” ou “solidez”. Indica “importância” ou “valor”, exatamente o oposto de “vaidade” ou “insignificância”. Quando a glória de Deus se manifesta, não é apenas uma luz brilhante ou uma nuvem cintilante, mas uma expressão visível de sua realidade absoluta.

A glória de Deus é a manifestação de sua pessoa, poder e majestade. Pode se revelar na natureza, como em uma tempestade ou nas pragas enviadas sobre os egípcios. Pode ser uma manifestação singular, como a revelação no monte Sinai. Na dedicação do santuário e do templo de Salomão, a glória de Deus encheu esses dois lugares, indicando, com isso, que ele os aprovava e que sua presença passaria a habitar neles.

Deus oferece vislumbres limitados ou encobertos de sua glória, pois ninguém pode ver Deus e continuar vivo. “Dar glória” a Deus significa falar ou agir de uma forma que reconhece quem Deus é.

Cristo é a glória e a imagem de Deus, e ele foi glorificado em sua morte e ressurreição. Quando, por fim, Cristo voltar, manifestará ainda mais a glória de Deus em seu reino restaurado.

***

Devocional Cinco Solas. Sola Scriptura, sola fide, sola gratia, solus Christus, soli Deo gloria, isto é, somente as Escrituras, somente a fé, somente a graça, somente Cristo e somente a Deus a glória, os cinco princípios fundamentais da Reforma Protestante, com base nos materiais da Bíblia de Estudo adaptado de Bíblia de Estudo NVT (Mundo Cristão, 2018).

Solus Christus: somente Cristo

Solus Christus: - somente Cristo

O termo grego christos equivale ao hebraico mashiach (“ungido”), e essas duas palavras são traduzidas, respectivamente, por “Cristo” e “Messias”.

Os judeus do tempo de Jesus esperavam que o Messias fosse um guerreiro político que conduziria Israel à vitória sobre seus opressores e restabeleceria a nação como reino independente. Outros esperavam um Messias que atuasse como sacerdote e precursor do reino de Deus.

Assim, a ênfase de Jesus no sofrimento e no serviço como o caminho para a vitória era conflitante com o modelo popular judaico de um Messias como rei conquistador. No entanto, foi esse o meio que Deus usou para estabelecer seu reino.

O reino de Deus tem uma dimensão futura, ainda não concretizada, que aguarda a volta de Cristo. O julgamento final do mal, o definitivo estabelecimento da justiça e a erradicação das doenças, da pobreza e até mesmo da morte se cumprirão quando Jesus voltar em glória, reunir seus eleitos, julgar o mundo e ressuscitar os mortos.

Embora o tempo da volta de Cristo seja desconhecido, os cristãos devem permanecer alertas e aguardar sua vinda, na expectativa da revelação de sua glória.

***

Devocional Cinco Solas. Sola Scriptura, sola fide, sola gratia, solus Christus, soli Deo gloria, isto é, somente as Escrituras, somente a fé, somente a graça, somente Cristo e somente a Deus a glória, os cinco princípios fundamentais da Reforma Protestante, com base nos materiais da Bíblia de Estudo adaptado de Bíblia de Estudo NVT (Mundo Cristão, 2018).

Sola gratia: somente a graça

Sola gratia - somente a graça

“Graça” é um termo bíblico essencial, usado para indicar a bondade e o favor de Deus. Os cristãos vivem e morrem na dependência da graça. A salvação é uma dádiva de Deus, impossível de ser merecida.

As coisas mais importantes da vida — perdão, relacionamento correto com Deus, aceitação como filho na família de Deus, vida eterna, entendimento espiritual, poder transformador do Espírito Santo, promessa da bênção de Deus no tempo presente e para sempre — são todas dádivas do Pai para aqueles que ele escolheu e tomou para si por sua graça.

Os cristãos devem sempre reconhecer que pertencem a Deus. Eles louvam a Deus com alegria por sua graça gloriosa, pois sabem que devem tudo ao Pai e ao Filho. Sua vida inteira reflete gratidão pela graça divina.

Alegria e ação de graças são as atitudes apropriadas diante da graça de Deus. Tudo nesta vida e em nossa existência eterna depende da graça. Sem a graça, estaríamos “sem Deus e sem esperança” (Ef 2.12).

A graça de Deus é o cerne da mensagem e da experiência cristã, do começo ao fim.

***

Devocional Cinco Solas. Sola Scriptura, sola fide, sola gratia, solus Christus, soli Deo gloria, isto é, somente as Escrituras, somente a fé, somente a graça, somente Cristo e somente a Deus a glória, os cinco princípios fundamentais da Reforma Protestante, com base nos materiais da Bíblia de Estudo adaptado de Bíblia de Estudo NVT (Mundo Cristão, 2018).

Sola fide: somente a fé

Sola fide - somente a fé

Hebreus 11 é uma das mais extensas análises da fé no Novo Testamento e uma das passagens mais queridas das Escrituras. No entanto, não faltam hoje conceitos equivocados sobre a fé.

Para alguns, fé consiste em qualquer forma de espiritualidade. Para outros, significa crer firmemente que algo bom lhes acontecerá, como um passaporte para saúde e riqueza. Ainda outros consideram a fé um salto no escuro, contrário a fatos conhecidos.

Nenhum desses conceitos, porém, corresponde à fé bíblica.

A fé verdadeira implica ação confiante em resposta ao que Deus revelou. Como mostram os exemplos relacionados em Hebreus 11, a fé entra em cena em diversas circunstâncias da vida. Os resultados também são variados. Em alguns casos, a fé é recompensada de imediato; em outros, o retorno vem mais tarde. Mas as pessoas de fé anteveem a recompensa, pois confiam no caráter de Deus.

O que significa viver pela fé? Significa pôr em prática, em nossas circunstâncias diversas, a convicção de que Deus existe e “recompensa aqueles que o buscam” (Hb 11.6). Quem vive pela fé dá passos confiantes com base no que Deus revelou acerca de seu caráter e procura fazer a vontade divina em todas as coisas.

***

Devocional Cinco Solas. Sola Scriptura, sola fide, sola gratia, solus Christus, soli Deo gloria, isto é, somente as Escrituras, somente a fé, somente a graça, somente Cristo e somente a Deus a glória, os cinco princípios fundamentais da Reforma Protestante, com base nos materiais da Bíblia de Estudo adaptado de Bíblia de Estudo NVT (Mundo Cristão, 2018).

Sola Scriptura: somente as Escrituras

Sola Scriptura - somente as Escrituras

As Escrituras são inspiradas por Deus, isto é, sopradas por ele. Embora esse fato não anule o envolvimento ativo dos autores humanos, a verdade é que Deus é plenamente responsável por sua palavra.

As Escrituras são verdadeiras, confiáveis, dotadas de autoridade, permanentes e poderosas porque vêm do próprio Deus. Sua mensagem é coerente e consistente em seu testemunho acerca de Jesus Cristo. Ela tem, portanto, o poder de promover a salvação e despertar a fé.

As Escrituras não devem ser distorcidas, como faziam os falsos mestres da época do Novo Testamento. O apóstolo Paulo adverte contra pessoas que ensinavam “coisas contrárias à verdade”, desperdiçando “tempo com discussões intermináveis sobre mitos e genealogias, que só levam a especulações sem sentido em vez de promover o propósito de Deus, que é realizado pela fé” (1Tm 1.4-5).

Em vez disso, as Escrituras devem ser ensinadas adequadamente, pois contêm “verdades confirmadas por muitas testemunhas confiáveis” (2Tm 2.2).

Como consequência dessa inspiração, as Escrituras são úteis “para nos ensinar o que é verdadeiro e para nos fazer perceber o que não está em ordem” conosco (2Tm 3.16). Logo, tanto o Antigo como o Novo Testamento são nosso guia e mestre na vida.

***

Devocional Cinco SolasSola Scriptura, sola fide, sola gratia, solus Christus, soli Deo gloria, isto é, somente as Escrituras, somente a fé, somente a graça, somente Cristo e somente a Deus a glória, os cinco princípios fundamentais da Reforma Protestante, com base nos materiais da Bíblia de Estudo adaptado de Bíblia de Estudo NVT (Mundo Cristão, 2018).

Há 10 anos, ordem de serviço para construção da Ponte de Ilhota era assinado

Assinatura da ordem de serviço da construção da Ponte de Ilhota

A espera de tantos anos havia terminado. O sonho de 12 mil ilhotenses, total aproximado da população na época, começou a se concretizar naquela maravilhosa manhã nublada de domingo, dia 22 de novembro. Nesta data marcante para a história da cidade, aconteceu a assinatura da ordem de serviço para construção da tão sonhada Ponte de Ilhota. A Prefeitura de Ilhota na época, convocou o povo a comemorar a realização do sonho. O povo foi e acompanhado de inúmeros políticos, lideranças locais e regionais, além de muita veículos de imprensa, testemunharam assinatura do então Governador Luiz Henrique da Silveira, Prefeito Ademar Felisky, representantes do Governo Lula e da empreiteira JM Terraplenagem e Construções, vencedora da licitação, a autorização para o início das obras.

Vou aqui compartilhar o convite do evento, publicado na época!

Convite assinatura da ordem de serviço da Ponde de Ilhota

Lembro emocionado de como foi aquela dia. Houve até um almoço festivo. Muito churrasco e cerveja, o dia todo de festa. Uma equipe foi montada para organizar o fluxo de trânsito e de pessoas no dia. No local havia um estacionamento que ficou cheio, venda de bebidas e lanches. Os Bombeiros Voluntários faturaram muito no dia com a comercialização de bebidas. A prefeitura, em conjunto com empresários e entidades locais, forneceu mais de 700 quilos de carne assada à população.

O público foi expressivo. A expectativa aproximada foi de que mais duas mil pessoas que compareçam no evento.

Na época, a internet estava se popularizando na cidade com um rede ADSL modesta que se consolidava numa verdadeira evolução na região central do Município, mas a vida virtual estava se gatinhando. Somente no ano seguinte que instalei minha rede em casa e a Oi dominava o mercado. A salvação de muita gente em buscar informação na internet (e a minha também) era acessando por uma Lan House. A plataforma mais popular na época era o Orkut, MSN e os Fotologs. Facebook iniciava com uma interface meio feia e que ninguém entedia. Twitter, nem pensar, que além de ser de difícil compreensão, era em inglês. O WhatsApp tinha uns cinco ou seis IDs perdidos com o aplicativo instalados nos recém smartphone que chegavam ao mercado, que no começo, era pago, custando US$ 0,99. O povo usava mesmo era o bom e velho SMS. Eu já estava conectados em todas essas plataformas sociais e meu celular era um BlackBerry. Comentei sobre isso para que pudéssemos falar da mobilização. Sem ter toda conectividade de hoje, a articulação em chamar o povo deu certo. Houve carro de som, convites impressos, envio de e-mails, notícias em jornais da região entre outros. Foi por esses os motivo que não temos muitas informações e ao pesquisarmos sobre o assunto, obtemos quase nada em resultados favoráveis. Não era como hoje, publicação de fotos e vídeos sendo postados e compartilhados instantaneamente. Se eu encontrar algumas mídia, seja em qual for a plataforma, vamos compartilhar neste blog. Para fim de registro na postagem, as fotos eram capturadas por maquinas fotográficas compactas, muito populares esse tempo e que logo caíram e desuso.

A cerimônia iniciou oficialmente às onze e meia da manhã e foi realizado no canteiro de obras, terreno onde está construída a ponte, na margem direita do rio, próximo a borracharia do Coca, no quilômetro 12 da Rodovia Jorge Lacerda. No palanque montado numa carroceria de uma das carretas da frota da Transportadora Dalçoquio onde o próprio dono, seu Augusto Dalçoquio veio dirigindo. Participaram do evento o governador do estado, Luiz Henrique da Silveira; o secretário de desenvolvimento regional, Paulo França; senadores; deputados federais e estaduais; secretários municipais; vereadores e diversas lideranças locais e regionais, além dos ex-prefeitos seu Ricardo Kila e seu irmão o Zé Kila. Quem levou o mérito foi o ex-Deputado Federal João Matos, que articulou todo o meio de campo com o processo do Projeto da Ponte de Ilhota.

Uma das pessoas que estavam no palaque e que na minha opinião, não deveria nunca mais pisar na cidade, era o então Presidente da Acib. Na época, esse fulano disse que Ilhota não precisava da ponte, fazia críticas pesadas quanto ao Projeto da obra. No dia a assinatura da ordem de serviço, ele se retratou, pediu desculpas. Quando Luiz Henrique foi falar, chamou todos os Vereadores para o palanque. Me lembro que a oposição ao atual governo, encabeçado pelo PDT que ficaram na presidência durante as duas legislaturas, fazia graves acusações alegando que a promessa da Ponde era uma farsa. Assim como eles, muitos ilhotenses eram contra ao sonho e diziam que a Ponte de Ilhota era apenas mais uma promessa de campanha para enganar o povo. Essa gente do contra são hoje o pessoal que estão no PP, DEM, PSD e alguns do PSDB. Estavam enganados. Mesmo assim, com todas as evidências conspirando favoravelmente, não acreditavam no sonho. Caíram do cavalo e não foram ao evento. Foram barrados no baile. Quanto aos Vereadores no palaque, foram vaiados. Eu fui um dos que puxou o coro.

Lembro do discurso do LHS que disse que havia uma cabeça de burro enterrado na cidade e que esse artefato maligno, não deixa a cidade crescer e que a partir daquele dia, teríamos uma nova Ilhota. Segundo Luiz Henrique, a caveira do burro foi desenterrado. Disso eu já sabia, que estamos a sombra de uma grande maldição, de uma praga infernal, pois nada progride nessa cidade, agora que era uma cabeça de burro, disso não sabia. Temos que nos unir para quebrar essa obra do mau.

É importante lembrar que o Governador Luiz Henrique propôs que batizassem o nome da Ponte de Ilhota em Ponte da Saudade, em homenagem aqueles que morreram na tragédia de novembro de 2008, já que a ponte ligaria a margem direita com a esquerda, região onde fica o Complexo do Baú, local de todo epicentro e onde residiam os mortos da tragédia. Mas o Prefeito Daniel não aceitou a proposta do ex-governador e batizou a Ponde de Ilhota com o nome Ponte Cláudio Jeremias Cadorin, em homenagem ao padre que atuou na paróquia local nas décadas de 1980 e 1990. Natural de Nova Trento, Padre Jeremias faleceu, aos 63 anos, em 1994. O ato foi sancionado na Lei Municipal 1756/2013. Portanto, a ponte não leva o pronome de tratamento padre como muitos dizem por aí. É um erro. O Padre era Cláudio Jeremias Cadorin, mas a ponte não!

A empresa vencedora da licitação, que iniciou a construção da ponte, ligando as duas margens do rio Itajaí-Açú foi a JM Terraplanagem e Construções, de Brasília. No contrato constavam que a contratada fará os acessos e a ponte no valor de R$ 32.535.928,11. Além disso, a construtora teve que executar a terraplanagem do terreno, pavimentação asfáltica, drenagem, obras de arte, sinalização e obras complementares e a ponte de 480 metros ligará a Rodovia Jorge Lacerda com à BR-470. Entre ponte e acessos, temos uma rodovia de 2,4 km de extensão. Infelizmente, a JM não concluiu a obra. Houve um meio tempo nesse processo todo e eles desistiram por questões financeiros e um escândalo que abalou as empreiteiras do setor na época, mas esse assunto não quero detalhar.

Após um curto período de paralisação na obra, a próxima habilitada a assumir o serviço foi o Consórcio Tec/Setep e eles entregaram a obra no dia 2 de setembro de 2016. Eu também estava na festa, mas nesse dia de sol forte, não tinha carne.

Esse sonho só foi possível ser realizado, talvez, porque o Governo Federal, através do PAC – Programa de Aceleração do Crescimento, já na gestão da Presidenta Dilma Rousseff, passou a assumir 80% da obra. O Governo do Estado não consegui arcar com o seu compromisso. Raimundo Colombo chegou a argumentar em alguns casos que foi um tiro no escuro que Luiz Henrique deu sobre a Ponte de Ilhota. Se não fosse na gestão do PT, talvez ainda estaríamos utilizando a balsa. Prefeito Ademar reconhece o empenho do Presidente Lula na obra e sem dúvida, Ademar tem sua contribuição na obra. Seu empenho é reconhecido e pena que ele não inaugurou. O cronograma era para que fosse concluída no finalzinho da sua gestão.

Antes da ponte, havia uma balsa que fazia o serviço da travessia do rio. Ela operava da das 5h da manhã e ia até as 23h. Dois turnos, em serviços de revezamento, operavam a dita cuja. Era um sofrimento danado, transtorno imaginável, um atraso de vida e um empecilho no desenvolvimento econômico da cidade. O serviço era gratuito e mantido pela Prefeitura.

Hoje não temos mais a balsa. Ela foi vendida. Foi boa enquanto durou. Enquanto as promessas dos linguarudos em passar pelado pela Ponte se ela fosse inaugurada, isso nunca acabou acontecendo.

O sonho que muitos lutam há décadas e que foi nossa bandeira nesses cinco anos de governo começa a ser realizado. A ponte em nossa cidade permitirá o desenvolvimento local e regional de forma integrada e ordenada
Ademar Felisky

É importante deixar claro que a Prefeitura de Ilhota teve participação direta na construção da Ponte de Ilhota. Lendo o Edital do Projeto Técnico, encontramos um documento em que o prefeito da época se comprometeu em assumir com as obrigações legais, quanto as desapropriações dos terrenos e passar os poderes dos imóveis para União. Esse, talvez seria a etapa mais complicada do projeto, pois se tratava da negociação direta e compra dos terrenos por onde passaria a Rodovia de acesso e a edificação da construção da ponte. Mas não foi. Uma parte desses imóveis já eram do poder público e isso aliviou um pouco.

Não sei como foi realizado a negociação nem como a Prefeitura fez para desapropriar pagando o valor, mas foi feito. Já de onde saiu o recurso financeiro para esse fim, também não sei de onde veio, até porque, orçamento da Prefeitura na época era pouco, girava entorno de 12 milhões e não sobrava muita coisa para investimentos. Talvez se algum Vereador estiver lendo esse artigo, poderia propor uma investigação e a criação de uma CPI, para apurar o verdadeiro destino final de onde saíram as divisas que culminou nas despropriações desses imóveis. Tem quem diga que houve maracutaia, mas eu não sei, não posso afirmar. Se a coisa fosse feito na transparência, já eliminariam todas essas suspeitas, mas a Lei da Informação e o Portal da Transparência, que obriga os órgãos públicos a publicar tudo, veio só depois.

A minha maior suspeita foi a tal concessão de isenção fiscal à empresa Pandini Empreendimentos Imobiliários Ltda, que de acordo com a Lei Municipal 1661/2011, a empresa fica isenta, num prazo de 25 anos, a pagar tributos para municipalidade. A Lei ainda diz que os interesses com as isenções abrangem os imóveis de propriedade da Empresa Pandini Empreendimentos Imobiliários Ltda ou empreendimentos de quem este indicar, todos sediados no Município de Ilhota. Um absurdo! Sabemos que a Lei Municipal 1490/2008 autoriza o Município a receber imóveis da empresa Pandini Veículos Ltda, estranho, não? Mais tarde, o Prefeito Dida encaminha um Projeto de Lei para Câmara de Vereadores que aprova a proposta do Prefeito em que municipaliza a rodovia de acesso da ponte. Não me lembro como foi votado e a quantidade votos a favor do Prefeito, mas o companheiro Vereador Rogério foi contra. Isso foi um outro absurdo, tudo para beneficiar a especulação imobiliária e justamente para aquele que cedeu ou vendeu o terreno para Prefeitura para ser construído a Ponte de Ilhota. No universo da política, não há coincidências. Apontamos aqui, graves indícios de irregularidades.

Por fim, refrescando um pouco da memória e relendo alguns dos meus registros da época, publicados por aí, trango uma curta linha do tempo dessa etapa da Ponte de Ilhota. Em 10/08/2008, o edital da licitação da obra é publicado no Diário Oficial do Estado e no dia seguinte, 11/08/2008, no Diário oficial da União. Em 15/07/2009, apenas 7 das 83 empresas que retiraram o edital para participar da licitação compareceram a visita técnica. A reunião para apresentação do projeto aconteceu no Salão Paroquial da Igreja Matriz São Pio X e também no local onde a obra será realizada. No dia 25/08/2009, o projeto apresentado pela empresa JM Terraplanagens e Construções, de Brasília, venceu a licitação para construção da ponte por apresentar o menor valor, cerca de R$ 31,5 milhões. Por fim, no dia 27/10/2009, o Departamento Estadual de Infra-estrutura – Deinfra, negou pedido de recurso das empresas Consórcio Geosolo/Verdi e Consórcio Azza/Engedal, que concorriam à licitação no ano passado.

A seguir, vou compartilhar algumas fotos que catei por aí na época e algumas feitas por minha pessoa.

Espero ter contribuído com o processo histórico e político desse importante acontecimento em nossa cidade.

Comunidades agroecológicas do bem viver

Comunidades agroecológicas do bem viver

Trago boas notícias meu povo! Tem gente boa nesse mundo querendo fazer algo diferente. Vamos nessa? Se liga então…

Estão abertas as inscrições para formação da 2ª Comunidade Agroecológica do Bem Viver, na Terra Indígena Morro dos Cavalos, município de Palhoça, Santa Catarina. É meio longe de Ilhota, mas onde esse post chegar, faz-se a chamada da participação da massa nesse movimento.

Você já se imaginou se alimentando de comida livre de veneno, socialmente justa e fruto de um processo que regenere e colabore para a transformação do mundo!? Então, essa é a hora. Ao invés do simples consumo, as pessoas são participantes ativas nessa comunidade, buscando suas cestas semanalmente, participando de encontros mensais com a família agricultora e contribuindo financeiramente para garantir a produção dos alimentos que sempre sonhou em acessar, mas que a indústria alimentícia, voltada para o lucro, inviabiliza o acesso.

Topas? Vamos nessa! Para formação dessa segunda Comunidade Agroecológica, pedimos a sua contribuição!

Venha fazer parte e seja coagricultora/coagricultor e compartilhe! Saiba mais e garanta já a sua inscrição acessando este link (fique tranquilo, não é vírus). Confira também o sonho envolvido neste projeto com a liderança indígena e gestora ambiental, Kerexu.

Redes sociais

Aproveitamos para compartilhar os links das redes sociais dessa turma. Acesse e acompanhe, agora!

Serviços

  • Quer conhecer mais de perto? Participe do Ponto de Encontro e Entrega das Cestas que realizamos todos os sábados, das 10h às 13h, no Instituto Arco íris, localizado na Travessa Ratcliff, 56, no Centro de Florianópolis.
  • Estão também à disposição também pelo WhatsApp: 48 99948-8778.

Venha conhecer essa gente e construir a Sociedade do Bem Viver: livre de exploração, opressão e da destruição do planeta!

Com informação repassadas pelo e-mail da Cíntia (que não sei quenhé, mas que de alguma forma, tem meu contato. Maravilha!)

Com alegria,
#DialisonCleberVitti

A China é uma potência imperial à imagem do Ocidente?

Bandeira da China e dos Estados Unidos

Ao contrário do Ocidente, a China moderna raramente usa força bruta para acessar recursos ou expandir mercados – exceto, principalmente, no Mar do Sul da China. Este artigo é a primeira parte de uma série sobre a China como potência global.

Devido à geografia e à geopolítica, meu país, as Filipinas, encontra-se no meio de um conflito crescente entre os Estados Unidos e a China.

Como as linhas de trincheira que se estendiam do Mar do Norte através da França até a Suíça durante a Primeira Guerra Mundial, as linhas de frente desse conflito se estendem por terra e mar por mais de 4.200 quilômetros – da Coréia e Japão a Taiwan e Mar da China Oriental, e para as Filipinas e o mar da China Meridional.

Como a maioria das pessoas no sudeste da Ásia, os filipinos conhecem muito sobre um ator nesse conflito: os Estados Unidos, uma superpotência imperial cujas tropas hospedam em bases nominalmente filipinas. Embora eles estejam muito mais próximos geograficamente do outro ator, a China, eles sabem muito menos sobre isso.

O que é a China? E o que está acontecendo?

O que está claro, porém, é que os filipinos não gostam da República Popular da China. Eles o conhecem principalmente como um país poderoso, com um governo comunista que reivindica 90% de um corpo de água tradicionalmente chamado Mar da China Meridional – e, ultimamente, Mar das Filipinas Ocidental – e diz “foda-se” às ​​reivindicações das Filipinas e outros quatro países vizinhos.

Em particular, os filipinos sentem – justificadamente – que a China é um valentão que apreendeu duas formações marítimas que nos pertencem, Mischief Reef e Scarborough Shoal, que estão muito mais próximas das Filipinas do que da China, e que o fizeram em violação do direito internacional.

Mas, embora os filipinos não tenham muito carinho pela República Popular da China – e grande parte do resto do mundo também não -, há perguntas para as quais eles devem encontrar respostas confiáveis ​​para que possam chegar à estratégia apropriada para lidar com a questão. isto.

O grande motivo para filipinos, vietnamitas, malaios e indonésios é: Por que a China está se comportando dessa maneira grosseira e com grande poder no Mar do Sul da China? Isso levanta uma questão relacionada: a China é uma potência imperial como os Estados Unidos e outras potências ocidentais que a precederam como potências no cenário mundial?

Seguem outras perguntas relacionadas, como: Que tipo de economia a China possui? Será que realmente está se preparando para ser o próximo hegemon global? É realmente tão poderoso quanto está rachado? Qual é o histórico da China em sua relação com outros países do Sul global?

Neste e em outros artigos, procurarei esclarecer algumas dessas questões – e fornecer um guia com o qual os vizinhos da China podem formular uma estratégia para lidar com esse vizinho grande, ameaçador e ainda de muitas maneiras ainda misterioso.

China e dos Estados Unidos

Caminho da China para o capitalismo

Talvez a pergunta mais urgente seja: que tipo de sociedade é a China atualmente, pois a forma como a sociedade é organizada é um fator-chave de suas relações com o mundo externo. Se considerarmos as relações sociais de produção – a maneira como as pessoas organizam sua vida econômica – como centrais na formação de uma sociedade, a China é uma sociedade capitalista.

A China embarcou no capitalismo liderado pelo Estado depois que seus líderes sentiram que a construção do socialismo (ou o que os economistas marxistas chamavam de “acumulação socialista”) era muito cara em termos de vidas e falhou em proporcionar um rápido crescimento econômico que banisse a pobreza. Dizia-se que milhões de pessoas morreram na fome e deslocamentos após o Grande Salto Adiante de Mao Zedong na década de 1950.

Mas, embora as políticas econômicas de Mao fracassassem, o forte estado criado por sua revolução forneceu uma estrutura política poderosa para uma medida significativa de desenvolvimento independente na economia capitalista global a partir da década de 1980. Esse era um ativo que faltava nos países em desenvolvimento que não haviam passado por uma transformação revolucionária.

As relações de mercado foram introduzidas pela primeira vez no campo, levando à prosperidade camponesa na década de 1980. Então, nos anos 90, a vanguarda da economia tornou-se industrialização orientada para a exportação, centrada nas cidades.

A chave para essa estratégia foi o casamento de mão-de-obra barata fornecida por trabalhadores migrantes do campo e investimentos estrangeiros, sendo este último proveniente da capital chinesa e de Taiwan no exterior e depois de grandes empresas transnacionais dos EUA atraídas pelo que foi visto como o chamado ” Preço da China ”que outras economias em desenvolvimento, como Brasil, México e vizinhos do sudeste asiático da China não conseguiram igualar.

Como a China capitalizou de maneira diferente

Em contraste com as eras da Europa e dos Estados Unidos nas primeiras transformações capitalistas, a “acumulação primitiva de capital” da China nos últimos 40 anos tem sido relativamente pacífica.

Isso não significa que não houve violência estatal ou coerção direta, é claro. Houve a realocação de milhares de famílias camponesas para abrir caminho para a enorme barragem das Três Gargantas no rio Yangtze, bem como aquisições legalmente sancionadas de propriedades camponesas por autoridades locais com pouco dinheiro para o desenvolvimento urbano, uma prática que continua até hoje.

Ainda assim, a abordagem geral na primeira década da reforma foi promover a prosperidade camponesa. E enquanto o campo ficou atrás do desenvolvimento urbano desde os anos 90, os camponeses hoje se beneficiam de reformas como educação obrigatória gratuita nos primeiros nove anos, provisão de seguro básico de saúde e garantia mínima de renda. Não houve nenhuma violência massiva empregada de maneira geral contra camponeses e trabalhadores durante o período de transformação capitalista na Europa.

Houve, é claro, o massacre da Praça da Paz Celestial de 1989. Mas, embora a dinâmica da acumulação de capital tenha contribuído para o descontentamento popular, foi em grande parte a demanda por maior democracia política que desencadeou os protestos que encontraram uma resposta estatal violenta e indesculpável que provocou a morte de milhares.

Expansão global: o registro ocidental e a China

O contraste com a Europa e os Estados Unidos é ainda mais claro quando se trata da expansão da China globalmente a partir dos anos 90. Não houve violência de colonização ou intervenção militar que os estados europeus e o estado americano tenham visitado em outras sociedades durante seus períodos de expansão global.

A saída da China ao mundo em busca de matérias-primas e mercados ocorreu na era da globalização impulsionada pelas empresas, quando os EUA e a Europa estavam derrubando barreiras comerciais por meio da Organização Mundial do Comércio, à qual a China aderiu em 2001. Na medida em que coerção, formal ou informal, foi usado para liberalizar o comércio global por meio da OMC; foram os Estados Unidos e a União Européia que o implantaram. A China simplesmente se recostou, por assim dizer, a aproveitar os benefícios da liberalização do comércio, enquanto outros países, incluindo, paradoxalmente, o principal defensor do livre comércio, os Estados Unidos – estavam presos aos seus custos à medida que mercadorias chinesas baratas entravam e deslocavam suas indústrias e comunidades.

Por que é importante apontar esse contraste no uso da força? Porque para muitos analistas, marxistas ou ortodoxos, o uso da força para garantir colônias ou dependências formais ou informais é uma das marcas registradas essenciais do imperialismo. No mundo da China, simplesmente não é possível encontrar equivalentes da violenta disputa por colônias que as potências ocidentais perseguiram no final do século 19 na África, nem exemplos da diplomacia de canhões que tanto a Grã-Bretanha quanto os EUA recorreram na América Latina. séculos 19 e 20 e até hoje.

Houve casos de abuso de trabalho, destruição ambiental e preferência dos chineses por trabalhadores locais, que serão analisados ​​mais detalhadamente mais adiante na série, mas não há nada no registro da China que corresponda às ações secretas da Agência Central de Inteligência para derrubar Jacobo Arbenz na Guatemala, Mohammad Mossadegh no Irã e Salvador Allende no Chile na segunda metade do século XX.

Os vizinhos da China têm pouco medo de a China se mobilizar para intervir no caso de uma disputa de investimento – não apenas porque a China não tem capacidade militar para fazê-lo, mas porque a intervenção simplesmente não faz parte do repertório diplomático econômico da China.

Por exemplo, o exército da China estava do outro lado da fronteira, mas o governo Thein Sein em Mianmar nem sequer considerou a perspectiva de intervenção militar quando cancelou abruptamente a construção da represa Myitsone, financiada pela China, em 2012. De fato, quando Yangon abriu Até o mundo em 2011, Pequim reconheceu que perdeu grande parte da influência econômica que havia acumulado durante o período de isolamento de Mianmar, mas nunca houve qualquer consideração de sua parte em restaurar sua posição de destaque por força ou intimidação.

O desdobramento da força também não foi divertido quando dois países vizinhos, Paquistão e Nepal, cancelaram projetos de bilhões de barragens que os dois governos haviam realizado com empresas estatais chinesas – no primeiro caso por causa de condicionalidades questionáveis ​​e no segundo por causa da falta de licitação competitiva.

Por outro lado, países latino-americanos, como a Venezuela, sempre consideraram a possibilidade de intervenção dos EUA – não apenas pela diplomacia direta com armas de fogo, mas por ações e apoio encobertos às forças da oposição quando nacionalizam empresas americanas ou adotam políticas econômicas progressivas não sancionadas por os EUA

Isso não significa que a China nunca tenha usado a força em suas relações externas. Embora, como será mostrado mais adiante, seu envio de armas tenha sido amplamente desencadeado por questões relacionadas a fronteiras.

O uso da força pela China para garantir vantagens e recursos econômicos de seus vizinhos tem sido raro. E é exatamente por isso que seu comportamento recente no Mar da China Meridional, onde seu emprego da força parece ser motivado não apenas por considerações de segurança relacionadas às fronteiras, mas também por aquisições econômicas e de recursos, afasta-se tão surpreendentemente da norma que exige uma explicação .

Isso significa que a China está se tornando uma potência imperial à imagem do Ocidente, onde a força precedeu ou foi rápida na esteira da expansão econômica? Essa é uma pergunta que será explorada mais adiante nesta série.

***

Esta série é baseada no estudo recentemente publicado pela Focus on the Global South intitulado China: Uma potência imperial na imagem do Ocidente? por ocasião do 70 º aniversário da fundação da República Popular da China este ano. O colunista do FPIF Walden Bello é diretor fundador e atual co-presidente do Conselho de Foco no Sul Global. Ele é o autor ou co-autor de 26 livros e monografias. Como membro da Câmara dos Deputados das Filipinas de 2009 a 2015, ele escreveu a resolução renomeando o Mar da China Meridional como Mar das Filipinas Ocidental, uma recomendação adotada pelo governo nacional.

Fonte

Orientações para discussões referentes ao FUNDEB

Fundeb

A Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE) lançou o Dia Nacional de Mobilização pelo Novo Fundeb, 27 de novembro. O Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (FUNDEB) tem vigência assegurada até 31 de dezembro de 2020, e após essa data o regime de cooperação ficará extinto, podendo comprometer gravemente o financiamento da Educação em todo país.

Até o dia 27 de novembro, as entidades filiadas à CNTE nos estados e municípios irão promover debates com a categoria, explicando a importância da aprovação da Proposta de Emenda Constitucional 15/2015, que torna o FUNDEB permanente e com um aporte maior de recursos da União. A CNTE já se posicionou por diversas vezes em defesa desse novo formato do fundo.

No dia 27 de novembro o SINTE/SC irá realizar dois seminários macrorregionais nas cidades de Chapecó e Florianópolis (locais e horários a serem confirmados), onde, além da discussão sobre o FUNDEB será abordado o tema das escolas cívico-militar.

Enviamos em anexo material para que o debate sobre o FUNDEB possa ser realizado nas regionais/escolas. Este material está disponível nas páginas do SINTE/SC e da CNTE.https://www.cnte.org.br/index.php/menu/comunicacao/posts/noticias/72446-cinco-razoes-para-apoiar-o-fundeb-permanente-e-com-mais-recursos

SINTE/SC

Cinco razões para apoiar o Fundeb permanente e com mais recursos

Fundeb

A Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE) lançou o Dia Nacional de Mobilização pelo Novo Fundeb – 27 de novembro. O Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb) tem vigência assegurada até 31 de dezembro de 2020. Após essa data, o regime de cooperação ficará extinto, podendo comprometer gravemente o financiamento da educação em todo país.

Até o dia 27 de novembro, as entidades filiadas à CNTE nos estados e municípios devem promover debates com a categoria, explicando a importância da aprovação da Proposta de Emenda Constitucional 15/2015 que torna o Fundeb permanente e com um aporte maior de recursos da União (confira aqui a minuta de substitutivo). A Confederação já se posicionou por diversas vezes em defesa desse novo Fundo – saiba mais detalhes na nota sobre a minuta da PEC 15/2015; nesta entrevista do presidente da CNTE, Heleno Araújo, ao 13º Concut; e neste editorial.

No dia 30 de outubro, a CNTE encaminhou para a relatora da PEC 15/2015, deputada professora Dorinha Seabra Rezende (DEM/TO), contribuições para essa proposta de Fudeb permanente que tramita no Congresso Nacional.

Existem inúmeros motivos para defender o Fundeb permanente e com mais recursos. Destacamos a seguir as cinco principais razões pelas quais essa proposta é fundamental para a educação pública. Baixe o flyer com este conteúdo, em pdf.

1. Muitas escolas ficarão sem recursos e poderão até fechar
Principal mecanismo de financiamento da Educação Básica, o Fundeb é atualmente responsável por 50% de tudo o que se investe por aluno a cada ano em pelo menos 4.810 municípios brasileiros (86% do total de 5.570 municípios). Se o Fundeb não for renovado, quase metade das escolas do país poderão fechar as portas, deixando alunos sem aulas. O Fundeb precisa ser permanente para que os estudantes não corram o risco de perder esse direito – e com mais recursos, para incluir os que ainda estão fora das redes.

2. Corrige desigualdades socioeconômicas regionais
O Fundeb é um conjunto de 27 fundos que distribui os recursos da educação em todos os entes da Federação, diminuindo as desigualdades regionais no campo da educação. Para se ter uma ideia, apesar dos municípios obterem cerca de 18% da arrecadação tributária, e os estados 25%, esses entes são responsáveis, respectivamente, pelo atendimento de 43% e de 35% do total de matrículas escolares. O Fundeb torna essa distribuição de recursos mais justa, dando mais recursos para quem atende mais estudantes. Em 2019, receberam a complementação da União os seguintes estados: Alagoas, Amazonas, Bahia, Ceará, Maranhão, Pará, Paraíba, Pernambuco e Piauí. Com o aumento do aporte da União, dos atuais 10% para até 40% em 10 anos, a maioria dos estados será beneficiada com esses novos recursos.

3. Promove a qualidade da educação pública
O CAQ (Custo-Aluno Qualidade) é um mecanismo para determinar o quanto o Brasil precisa investir por aluno ao ano para garantir um padrão de qualidade do ensino. Foi incluído em quatro das doze estratégias da Meta 20 do novo PNE (Plano Nacional de Educação, Lei 13.005/2014). Para realizar este cálculo, o CAQ considera condições como tamanho das turmas, formação, salários e carreira compatíveis com a responsabilidade dos profissionais da educação, laboratórios, bibliotecas, quadras poliesportivas, entre outros equipamentos, para cumprir a lei. O CAQ precisa ser regulamentado e o novo Fundeb permanente e com mais recursos da União poderá garantir esses recursos para a qualidade da educação.

4. Valoriza os trabalhadores em educação
A CNTE propõe a subvinculação de no mínimo 80% dos recursos do Fundeb para remunerar todos os profissionais da educação. O aumento do aporte da União é uma forma de garantir melhores condições de trabalho, salário e carreira para as trabalhadoras e trabalhadores das escolas públicas. Essa valorização requer a imediata regulamentação do piso salarial profissional e de diretrizes nacionais para os planos de carreira da categoria, direitos previstos no art. 206 V e VIII da Constituição Federal.

5. Fundeb atende a demanda por direito à educação!
O Fundeb já provou ser um instrumento extraordinário para aumentar o número de matrículas nas escolas. Mas os recursos ainda são insuficientes. O aumento do aporte da União no Fundeb, dos atuais 10% para 40% em 10 anos, além da inclusão de novas receitas ao Fundo (sobretudo as riquezas provindas da exploração de petróleo, gás e minérios), é importante para que o país de fato possa incluir, com qualidade, os mais de 2 milhões de crianças e adolescentes que ainda estão fora da escola. Também é necessário para a inclusão dos quase 80 milhões de jovens e adultos acima de 18 anos de idade que não concluíram a educação básica e os mais de 13 milhões de adultos analfabetos no país.

SINTE/SC