Surge um novo Partido. Conheça o UP – Unidade Popular


De acordo com a a leitura do documento estatutário feito por Sergio Govea, ele percebeu que o plano que o documento oficial é bem menos radical do que o documento do Programa Partidário, que poderá ser acessado por esse link.

Segundo Sergio Govea, o Estatuto do UP segue aproximadamente a mesma linha organizacional e operacional adotada pelo PT e não a linha do padrão organizacional ou operacional soviético, adotada por Partidos revolucionários tradicionais na extrema esquerda brasileira. A ressalva quanto ao modelo organizacional do PT é a de não admitir tendências ou correntes internas. Em princípio, o Diretório Nacional não pode ser classificado como um politburo clássico.

O programa partidário é um documento com força “interna corporis” (Lei 9096/1995), porém o Estado não o reconhece “ex lege”. É mencionado no Estatuto, o que traz liame automático entre as duas redações. Os artigos QUINTO todo e os parágrafos TERCEIRO e QUINTO do artigo SEXTO do Estatuto são óbices fortíssimos a qualquer intenção de se “relativizar o programa”.

Na opinião de Sergio Govea, mesmo não optando por uma estrutura de politburo, será PRATICAMENTE IMPOSSÍVEL relativizarem-se aspectos que conclamem ações do referido Partido por fora da extrema esquerda revolucionária de fato. Evidentemente que não se trata de ser “pessimista” quanto a qualquer tentativa de tornar o Partido Unidade Popular um Partido de massas.

Oficialmente, o Partido não reconhecerá nada que não esteja no programa, permitindo a prática de denuncismo, em caso de transgressão, mínima que seja. Apesar de constarem delegados para eleições de Congresso, o Estatuto revela que o Partido Unidade Popular seja um Partido de QUADROS. A exclusão sumária de pessoas está prevista como sendo algo que dependa de muito pouca fundamentação.

Em função de cláusulas de barreira, em função de sectária rigidez programática e em função da tendência de se transformar inoperante por não buscar aprimoramentos claros dentro do voto legislativo, na opinião de Sergio Govea, o Partido Unidade Popular se transformará num PSTU. Fará muito barulho no início, para em seguida se deparar com a realidade.

É previsível que o processo organizacional ou operacional da Unidade Popular passe por crescente interferência sindical. Refira-se a casos semelhantes, nos quais o sindicalismo “anestesiou” o ímpeto que deu causa à estrutura como PCdoB, PSTU, PSOL, Auditoria Cidadã, FNDC e principalmente o PT.

Os sindicalistas são politicamente muitíssimo competitivos. Jogam PESADO por postos de poder em estruturas políticas. Por serem considerados confiáveis de forma acrítica, findam por aparelhar automaticamente estruturas espontâneas, tornando-as estruturas repletas de interesses paralelos. O excessivo pragmatismo impresso pela presença de experientes sindicalistas finda por envenenar a motivação inicial, mediante práticas de “realpolitik”.

Outro aspecto que Sergio Govea considera importante é o surgimento de estruturas capazes de parar o ciclo que faz aumentar infinitamente a indignação. A sociedade chegará a um ponto em que a maioria partirá para a revolta ou para a sublimação. Na impossibilidade fática de êxito da revolta ou da sublimação, a busca pela solução tenderá ao aspecto intermediário. Apelos por cidadania suplantarão apelos por polarização.

O autor deste texto crê que a sua crença se baseia no notório incômodo geral trazido por prevalência constante de intolerância e/ou de sectarismo. Tanto a chamada esquerda, quanto a chamada direita, estão repletas de intolerância e de sectarismo. Isso atende a interesses alheios à cidadania. Justamente a intolerância e o sectarismo cortam as pontes de diálogo, pela via da exclusão imediata de quem se afaste um milímetro do que eu chamo de senso comum.

Pessoas se sentem profundamente incomodadas ao verem as suas “verdades absolutas” contraditadas. É quando tendem a cortar acesso de forma automática. Isso ocorre que as verdades absolutas na política são regidas por Lei e a Lei é como o sol
que brilha para todas as vertentes ideológicas de modo idêntico. Quem não busca operar em política com base na Lei, perceberá em algum momento que a bolha fez “pluft”.

O analise de Sergio Govea é ver que a paixão é algo mais afeto ao envolvimento sentimental entre humanos do que à política. Nesse âmbito, ele entendo ser difícil que um Congresso partidário da Partido Unidade Popular modifique formalmente o que já se encontra insculpido no Estatuto. A sensação de “traição burguesa” impedirá tais mudanças formais.

Porém, em contrapartida, assédios diversos, tais como o assédio sindical, tratará de produzir mudanças “ad hoc”. Exatamente como ocorreu com o PT ao longos dos últimos 34 anos.

O Estatuto do PT é excelente, mas a prática petista tornou-se nefasta em função de
interferências “ad hoc” . A principal delas reside na presença cooptativa do Fundo Partidário, a partir de 1995.

O Fundo Partidário tira os Partidos socialistas da rota de contato com os filiados e com
as bases. Tudo vira dinheiro! Pessoas não leem Leis e/ou Estatutos e são levadas pelos fatos. É sempre bom lembrar disso.

Acesse esse link e confira o Estatuto do Partido Unidade Popular.

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