Como acabam as epidemias

Epidemias e pandemias gripe espanhola

Contam os mais velhos de Palacios de la Sierra, um povoado da província espanhola de Burgos, que durante a gripe de 1918 um pastor de cabras conhecido como Sansané levou seus cinco filhos para um monte onde deveriam permanecer escondidos de um mal que estava dizimando a cidadezinha. Aquele homem rural, numa Espanha tão diferente da atual, aplicou por conta própria uma política extrema de confinamento que, um século depois, continua sendo a principal ferramenta contra a grande pandemia. Como agora, aquelas crianças sobreviveram escondendo-se de qualquer um que se aproximasse, provavelmente se perguntando quando aquilo tudo terminaria e eles voltariam às suas vidas normais.

Na época, como em grande parte das epidemias da história da humanidade, o distanciamento social foi um modo de reduzir os contágios. Quando um determinado número de pessoas já superou a doença e está imune a ela, o contágio fica mais difícil, e a enfermidade míngua. Historicamente, esse é o final das epidemias. “Às vezes acontece isso”, explica José Prieto, catedrático de microbiologia da Universidade Complutense de Madri, “mas em outros casos o que acontece é que o vírus, conforme vai se adaptando e mudando, perde virulência”. Esconder-se, como intuía Sansané, é uma forma de ganhar tempo.

Muitos anos depois, em 2009, num mundo muito mais avançado, uma nova cepa da gripe H1N1, similar à de 1918, voltou a pôr o mundo em alerta. A Organização Mundial da Saúde declarou em junho daquele ano que um novo vírus de origem suína tinha provocado uma pandemia global pela primeira vez em quatro décadas. Para responder à ameaça, a OMS ativou seus acordos com empresas farmacêuticas para a produção de vacinas, precavendo-se para uma doença que deixasse milhões de mortos. A vacina chegou quando a gripe já estava recuando, e milhões de doses ficaram sem usar. A expectativa de um vírus que foi anunciado como uma epidemia devastadora fez que as advertências fossem encaradas como um exagero e que proliferassem as críticas pelos vínculos de alguns assessores da OMS com fabricantes de antivirais. Depois de deixar mais de 250.000 mortos, principalmente na África e Sudeste Asiático, a gripe A, como foi batizada, perdeu intensidade, mas, como muitos outros vírus que um dia passaram de animais a humanos, continua a nos infectar como um vírus sazonal.

Miriam Alía, responsável por vacinação e reação a epidemias na ONG Médicos sem Fronteiras, tem experiência no combate a surtos em países com circunstâncias difíceis, mas também nestes, uma intervenção ordenada pode ter sucesso. Um primeiro pilar é a coordenação entre todos os atores. O segundo, contar com todos os dados possíveis. “Ter capacidade de diagnóstico, de fazer testes”, observa Alía, em conformidade com o que recomendava a OMS para combater o coronavírus, mas que na Espanha durante muito tempo se considerou desnecessário. Na falta desses testes, em países como o Iêmen, onde o MSF atua há dois anos contra uma epidemia de difteria, foi preciso supri-los por um diagnóstico a partir dos sintomas.

O terceiro pilar é o tratamento, que nem sempre existe. No caso da gripe A de 2009, foi polêmica a compra de antivirais como o Tamiflu e Relenza por milhões de euros, para tratamentos com uma eficácia questionada, entre outros, por um artigo publicado na revista British Medical Journal. Agora, o Remdesivir, um fármaco criado inicialmente para combater o ebola, já se está sendo testado em pacientes de vários países para a Covid-19, e há outros que começarão a ser submetidos a testes nos próximos meses.

O quarto pilar é a prevenção. “Às vezes há uma vacina, como acontece com o cólera e a difteria, mas também pode-se preveni-las através das políticas de água e saneamento, como o cólera e a dengue”, prossegue Alia. No caso do coronavírus, estima-se que será preciso pelo menos um ano ou um ano e meio para que se obtenha uma vacina. Como se trata de uma nova doença, ainda não se pode descartar que perca impulso com no verão do Hemisfério Norte ou quando infectar uma maior parcela da população, mas é muito provável que a vacina seja muito útil mais adiante, ao menos para a população de risco. Porque o vírus, muito provavelmente, ficará entre nós.

Por último, Alía destaca um aspecto fundamental que aprendeu em sua luta contra doenças como o ebola. “É a comunidade que para a epidemia, no caso do ebola indo aos centros de tratamento quando tiveram contato com alguma pessoa doente ou respeitando a quarentena de 21 dias. No caso da Covid-19, ficando em casa e lavando as mãos”, conclui.

A experiência mostra que as epidemias ou inclusive as pandemias, por mais temíveis que pareçam, sempre acabam. “Haverá duas ondas de Covid, talvez três, mas em um ano a partir de agora, mesmo sem vacina, 40% a 50% da população mundial já terá sido infectada, o que dará lugar a que o vírus freie sua propagação”, dizia na quarta-feira neste jornal o virologista espanhol Adolfo García Sastre. Outro assunto diferente são as sequelas que pode deixar na sociedade. José Prieto recorda as pragas que os europeus levaram à América e deixaram aquelas civilizações à beira do colapso, prontas para o ataque dos recém-chegados. E recorda a cicatriz psicológica do medo e seus efeitos sobre a confiança nos estranhos. “Pela caridade entram as pestes, dizia-se”.

“Ficarão alguns hábitos, em relação à higiene, ao comportamento em aglomerações e algumas medidas políticas e sanitárias”, observa Prieto, mas “quando tudo passar, também chegará o esquecimento, é inevitável”. Neste sentido, o catedrático recorda uma história sobre as epidemias de cólera do final do século XIX na Europa “Quando chegava uma destas epidemias a um país vizinho, os deputados corriam a propor a criação de uma Direção de Saúde. Destinavam-se verbas, mas não tinham passado três meses e esta já estava amortizada. [Na Espanha] o Ministério da Saúde só voltou na Transição [para a democracia após a morte do ditador Franco, em 1975]”, quase um século depois.

Informações sobre o coronavírus:

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Eles estão confinados durante anos na prisão longe de seus entes queridos!

Julian Assange - Austrália - Fundador do Wikileaks

Repórteres Sem Fronteiras LogoEnquanto contenção para conter o coronavírus epidemia dura apenas por alguns dias, você começa talvez sofrem de isolamento… mas imagine anos gastos definhando na prisão longe de seus entes queridos em condições deploráveis e isso indefinidamente? É trágico que centenas vivos de pessoas que tomaram o risco que informar e chegar à verdade sobre os casos sensíveis. Este é o caso de Julian Assange, Raif Badawi, Huang Qi e muitos outros.

Não se esqueça deles. Ajude-nos a continuar nossa mobilização no chão, nos tribunais, com as famílias, até à sua libertação. Apoiar as nossas ações doando hoje.
Julian Assange – Austrália – Fundador do Wikileaks

Após 7 anos enclausurado na embaixada equatoriana em Londres, onde se refugiara, Assange definhando desde o início de Abril em Belmarsh prisão de alta segurança em Londres à espera de sua decisão de 18 de Maio O tribunal britânico recentemente se recusou a soltá-lo em liberdade condicional, apesar de sua saúde muito debilitada e alto risco de coronavírus na prisão. Para levaram a importantes revelações sobre as guerras dos EUA, Assange enfrenta 18 acusações nos Estados Unidos e pode pegar até 175 anos de prisão. chamadas RSF sobre o Reino Unido não extraditá-lo para os Estados Unidos para retirar as acusações contra ele e libertá-lo com urgência.

Raif Badawi – Arábia Saudita – Fundador da Liberal Arábia de rede

Em 17 de junho, ele vai fazer 8 anos que o jovem jornalista Raif Badawi é separado de sua esposa e 3 filhos. Ele está preso em Jeddah, Arábia Saudita por ter criado e levou um site de discussão on-line. O blogueiro foi condenado maio 2014 por “insultar o islã” a 10 anos de prisão, 1000 cílios, um milhão de Rial saudita além de uma proibição de deixar o país por 10 anos após a sua libertação. chamadas RSF para a Arábia Saudita para realizar a libertação imediata e incondicional de Raif Badawi e outros 29 jornalistas, colunistas, blogueiros, detido no país.

Huang Qi – China – Fundador de 64 Tianwang

Vítima de tortura e negação de cuidados para 3 anos de detenção, Huang Qi, duplo vencedor do prêmio RSF, foi condenado a 12 anos de prisão em julho 2019 por denunciar violações dos direitos humanos em seu site. Este prêmio é extremamente preocupante e é equivalente a uma sentença de morte à luz do estado catastrófico da saúde do jornalista de 56 anos de idade. Ele está seriamente doente renal, coração e fígado, como resultado de 8 anos de campos de trabalho atendidos em décadas anteriores. RSF chamou o presidente chinês, Xi Jinping para perdoar o jornalista Huang Qi investigação antes que seja tarde demais.

Repórteres Sem Fronteiras

O que pode acontecer após o pico da epidemia de coronavírus passar

pico da epidemia de coronavírus

Enquanto aguardam o pico da epidemia de coronavírus na Europa, ou seja, o número máximo de casos, os especialistas se perguntam o que acontecerá a seguir.

Depois que o “tsunami” passar, como descrito pela equipe médica na Itália, a questão é se o número de casos começará a cair ou, pelo contrário, haverá “réplicas secundárias” recorrentes.

A diretora geral da agência francesa de Saúde Pública, Geneviève Chêne, admite que “é muito cedo para ter certeza da dinâmica da epidemia”.

Tendo em conta a experiência da China e da Coreia do Sul, os primeiros países afetados, “vemos que há uma dinâmica de um período entre dois e três meses com uma reversão do pico, após medidas muito rigorosas, entre o primeiro e o segundo mês”, explicou em declarações à rádio France Info.

Nesse caso, a queda no número de casos na França começaria em maio.

Na China, a onda parece ter passado. Por vários dias, e até esse final de semana, o país não registrou nenhum caso de infecção local por Covid-19.

Mas o especialista em saúde pública e epidemiologista Antoine Flahault diz que pode ser um período de calma antes de uma nova onda de infecções.

“Será que a China experimentou apenas uma onda anunciadora (…) enquanto a grande onda ainda está por vir?”, questionou na revista médica The Lancet.

Para entender o complexo funcionamento das epidemias, é preciso voltar à gripe de 1918, que, em três ondas sucessivas, deixou quase 50 milhões de mortos e depois desapareceu.

Por que a “grande gripe” desapareceu? É uma pergunta que intriga os matemáticos, incluindo os escoceses William Ogilvy Kermack e Anderson Gray McKendrick, que criaram modelos para entender sua evolução.

Em sua análise, descobriram que uma epidemia desaparece não por causa da “falta de combatentes” – uma situação em que um agente infeccioso desaparece junto com os pacientes que mata – mas por causa da aquisição de “imunidade de grupo”, explica Flahault, diretor do Instituto de Saúde Global da Universidade de Genebra (Suíça).

“A imunidade de grupo é a proporção de pessoas imunizadas contra o vírus (por infecção ou vacina quando existe) necessárias para bloquear qualquer risco de ressurgimento da epidemia”, explica ele à AFP.

Essa proporção depende da facilidade com que o vírus é transmitido de uma pessoa infectada para uma pessoa saudável.

Esquematicamente, quanto mais contagiosa a doença, maior será a proporção de pessoas imunizadas para que a epidemia pare.

Flahault calcula que, no caso do coronavírus, “é necessário entre 50 e 66% de pessoas infectadas e imunizadas para eliminar a pandemia”.

Mas o nível de contagiosidade (chamado ‘R’) varia ao longo do tempo em função das medidas sanitárias que se aplicam (quarentena, medidas de barreira, confinamento) e também das condições climáticas.

Se ‘R’ for inferior a um, é possível dizer que um doente contamina menos de uma pessoa, “então a epidemia é contida”, explica Flahault.

Ressurgimento

Mas “não necessariamente desaparece, principalmente se a proporção de imunizados não atingir entre 50% e 66%. Pode fazer uma pausa. É o que está acontecendo agora na China e na Coreia”, diz ele.

“Os freios sanitários ou meteorológicos são transitórios” e, quando desaparecem, a epidemia recomeça até atingir a imunidade de grupo, ressalta o especialista francês.

O chefe do serviço de doenças infecciosas do hospital de Paris Pitié-Salpêtrière, François Bricaire, também acredita que é possível um ressurgimento da epidemia.

“O reaparecimento da Covid-19 é uma possibilidade, com um ressurgimento sazonal”, explica ele à AFP.

De acordo com a especialista australiana em doenças infecciosas Sharon Lewin, o novo coronavírus pode retornar após a onda atual.

“Não sabemos se ele voltará”, reconhece, lembrando que a SARS (Síndrome Respiratória Aguda Grave), também causada por um coronavírus, matou 774 pessoas em 2002 e 2003 e desapareceu graças a medidas estritas de “distanciamento social”.

Tudo isso pode mudar se, como a indústria farmacêutica promete, uma vacina for alcançada dentro de 12 ou 18 meses.

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A delegação esportiva militar dos EUA espalhou o COVID-19 em Wuhan?

A delegação esportiva militar dos EUA espalhou o COVID-19 em Wuhan

Um jornal estatal chinês pergunta aos EUA para revelar informações sobre a saúde de atletas militares americanos que vieram para Wuhan em outubro de 2019.

Cidadãos, assim como especialistas chineses, exigem que Washington torne públicas as informações dos atletas militares americanos que participaram dos Jogos Mundiais Militares em outubro passado, ocorridos em Wuhan, epicentro do surto do novo coronavírus, conhecido COVID-19 e pôs fim à conjectura sobre a origem do patógeno, publicou o jornal estatal chinês Global Times na quarta-feira.

O relatório foi divulgado depois que um jornalista americano, George Webb, afirmou que um atleta militar americano, Maatje Benassi, piloto diplomático armado e ciclista que estava em Wuhan na época para a competição de ciclismo nos Jogos Militares Mundiais, poderia ter foi COVID-19 paciente zero em Wuhan.

A esse respeito, em uma publicação no site oficial do Departamento de Defesa dos Estados Unidos em 25 de outubro, foi mencionado que Maatje Benassi participou de uma corrida de bicicleta de 80 quilômetros em Wuhan, pouco antes do surto.

Além disso, os cidadãos chineses estão pedindo ao país norte-americano que analise Benassi para o COVID-19 e divulgue as informações sobre a delegação americana, porque ainda não foram fornecidas evidências muito fortes.

Em seguida, Webb citou o laboratório norte-americano Fort Detrick, que até recentemente era o foco principal do programa de armas biológicas do Comando Médico do Exército dos EUA. No estado de Maryland, material infeccioso fatal como o vírus Ebola e varíola estava sendo estudado nessas instalações, mas foi abruptamente fechado em agosto de 2019.

A esse respeito, o professor da Universidade de Relações Exteriores da China em Pequim, Li Haidong, disse ao Global Times na terça-feira que o governo dos EUA Você deve responder à controvérsia e publicar informações relevantes sobre o atleta militar americano e seu estado de saúde para esclarecer dúvidas do público e para nos ajudar com estudos científicos sobre a origem do vírus.

Identificar a origem ajudará a desenvolver uma terapia eficaz para a doença. Os Estados Unidos devem fornecer informações aos membros da delegação para apoiar pesquisas relacionadas
afirmou Li.

O governo dos EUA Ele não ficou muito atrás e afirmou que o novo coronavírus é “fabricado na China, enquanto cientistas globais, incluindo americanos, não encontraram evidências sólidas para provar a origem da pandemia. Além disso, muitos acreditam que o COVID-19 é uma arma biológica dos Estados Unidos. ou Israel para prejudicar a China, entre outros.

Zhao Lijian, um dos porta-vozes do Ministério das Relações Exteriores da China, afirmou recentemente em sua conta na rede social Twitter que os EUA foi quem iniciou a discussão sobre a origem do COVID-19 e usou o “vírus chinês” pela primeira vez para estigmatizar a China, atraindo críticas duras de Pequim.

Por sua parte, em uma conferência de imprensa realizada na quarta-feira, o principal consultor médico da China, Zhong Nanshan,  rejeitou a afirmação generalizada de que o novo coronavírus se originou em Wuhan  e criticou tais alegações como irresponsáveis.

A nova pandemia de pneumonia por coronavírus ocorreu na China, em Wuhan … mas isso não significa que se originou em Wuhan
disse Zhong.

O COVID-19, uma doença mortal causada pelo novo coronavírus, infectou 471.802 pessoas em todo o mundo e matou 21.297.

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China pede divulgação de atividade biológica secreta dos EUA

China pede divulgação de atividade biológica secreta dos EUA

Um jornal estatal chinês pede ao governo dos EUA esclarecer as atividades de seu laboratório biológico, encerrado pouco antes do surto de COVID-19.

Há uma grande incerteza sobre as atividades do Laboratório Microbiano do Exército dos EUA. (Fort Detrick) sobre a disseminação do coronavírus, apelidado de COVID-19, que levou as pessoas a buscar esclarecimentos sobre suas atividades
escreveu no sábado o jornal oficial do Partido Comunista da China (PCC), People’s Daily.

Segundo a publicação, existe alguma inquietação quanto às investigações realizadas pelo laboratório mencionado no novo coronavírus e acredita-se que o vazamento do surto tenha ocorrido nessas unidades.

Da mesma forma, ele ressalta que em 10 de março foi lançada uma petição no site da Casa Branca, pedindo ao governo dos Estados Unidos que revelasse o verdadeiro motivo do fechamento de Fort Detrick e esclarecesse se o laboratório em questão era a unidade de investigação do novo coronavírus.

O Laboratório Fort Detrick, localizado em Frederick, Maryland, até recentemente era o foco principal do programa de armas biológicas do Comando Médico do Exército dos EUA. Material infeccioso mortal, como o vírus Ebola e a doença da varíola, estava sendo estudado na instalação, mas foi abruptamente fechado em agosto de 2019.

Nesse sentido, a mídia dos EUA indicou que seu fechamento respondeu a preocupações de segurança depois que os Centros de Controle e Prevenção de Doenças (CDC) descobriram que a organização não havia estabelecido sistemas capazes de descontaminar as águas residuais. para trabalhadores de laboratório.

Na época, o  New York Times informou  que o CDC não pôde fornecer mais detalhes sobre a suspensão das atividades de Fort Detrick por razões de segurança nacional, além de afirmar que numerosos portais da Web em inglês, que ecoavam as notícias foram removidas.

Zhao Lijian, um dos  porta – vozes do Ministério das Relações Exteriores da China, afirmou  recentemente em sua conta na rede social Twitter que o novo coronavírus poderia ter sido espalhado pelo Exército dos EUA.  na cidade de Wuhan, o epicentro do surto.

Concatenando as alegações de Zhao, Geng Shuang, também porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da China, disse que a comunidade internacional, incluindo os EUA, tem opiniões diferentes sobre a fonte do COVID-19, observando que é um problema científico que requer opiniões científicas e profissionais.

Por outro lado, em uma conferência de imprensa na quarta-feira, o principal consultor médico da China, Zhong Nanshan, rejeitou a afirmação generalizada de que o novo coronavírus se originou em Wuhan e criticou tais alegações como irresponsáveis.

A nova pandemia de pneumonia por coronavírus ocorreu na China, em Wuhan… mas isso não significa que se originou em Wuhan
disse Zhong.

Vários especialistas e observadores levantam a possibilidade de que os EUA criou o temido COVID-19. Nesse sentido, Philip Giraldi, ex-funcionário da Agência Central de Inteligência da América do Norte (CIA), acredita que o novo coronavírus é o resultado de  uma colaboração entre os Estados Unidos. e Israel para criar uma arma biológica de guerra para prejudicar a China e o Irã.

Cientistas descobrem como o corpo combate o coronavírus

Cientistas descobrem como o corpo combate o coronavírus

Cientistas australianos disseram ter identificado pela primeira vez como o sistema imunológico combate a infecção pelo novo coronavírus, causador da doença covid-19.

A pesquisa, publicada na revista médica Nature Medicine, mostra que as pessoas estão se recuperando da infecção pelo novo coronavírus da mesma maneira como elas se recuperam de uma gripe. Segundo os especialistas, determinar quais células do sistema imunológico atuam no combate ao vírus poderá ajudar no desenvolvimento de uma vacina.

Globalmente, as autoridades já confirmaram mais de 170 mil casos de infecção pelo coronavírus e mais de 7 mil mortes. Cerca de 80 mil infectados já se recuperaram. “Esta descoberta é importante porque é a primeira vez que estamos realmente entendendo como nosso sistema imunológico combate o novo coronavírus”, disse Katherine Kedzierska, co-autora do estudo.

Outros especialistas afirmaram que a pesquisa do Instituto Peter Doherty para Infecção e Imunidade, de Melbourne, é “um grande avanço”.

O que foi descoberto?

Muitas pessoas já se recuperaram da covid-19, o que demonstra que o sistema imunológico consegue combater efetivamente o vírus, já que não existe hoje um tratamento que ofereça a cura da doença.

Os pesquisadores australianos identificaram quatro tipos de células do sistema imunológico que combatem o novo coronavírus. Elas foram observadas com o acompanhamento de uma paciente que teve sintomas entre leves e moderados e não tinha nenhum problema prévio de saúde.

A mulher de 47 anos de Wuhan, na China, foi internada em um hospital na Austrália e se recuperou em 14 dias. Kedzierska disse à BBC que a equipe dela havia examinado “a totalidade da resposta imunológica” da paciente. Três dias antes da mulher começar a melhorar, células específicas foram identificadas em sua corrente sanguínea.

Em pacientes com influenza (gripe comum), as mesmas células também aparecem no mesmo estágio da recuperação, segundo Kedzierska. “Nós ficamos muito animados com nossos resultados — e com o fato de que nós podemos realmente registrar o aparecimento das células imunológicas no paciente infectado antes da melhora clínica”, disse ela à BBC.

Mais de uma dezena de pesquisadores trabalharam em tempo integral por quatro semanas para realizar as análises, segundo ela.

Como isso vai ajudar?

Segundo Bruce Thompson, professor decano de ciências médicas da Universidade de Tecnologia Swinburne, em Melbourne, o entendimento sobre quando as células imunológicas começam a atuar pode “prever o ciclo do vírus”.

“Quando você sabe quando as várias respostas do corpo acontecem, você pode prever onde está no processo de recuperação”, disse Thompson à BBC News.

O ministro da Saúde da Austrália, Greg Hunt, disse que a descoberta poderia também ajudar a acelerar a produção de uma vacina e de potenciais tratamentos para pacientes infectados.

Kedzierska diz que o próximo passo para os cientistas é determinar por que a resposta imunológica é mais fraca nos casos mais graves. “É realmente essencial entender o que falta ou o que é diferente nos pacientes que morreram ou que tiveram doenças mais graves — para podermos entender como protegê-los”, disse.

Em janeiro, o instituto se tornou o primeiro no mundo a recriar o vírus fora da China. Desde então, o centro recebeu fundos adicionais do governo australiano e doações de empresas e do bilionário chinês Jack Ma.

Novo relatório especula que o novo coronavírus se originou nos EUA

Novo relatório especula que o novo coronavírus se originou nos EUA

O novo coronavírus Covid-19 pode ter se originado nos EUA, sugeriu um relatório da estação de televisão japonesa Asahi Corporation no sábado.

O relatório suspeita que alguns dos 14.000 americanos que morreram de influenza na última década podem ter contraído o coronavírus de uma maneira desconhecida, alimentando temores e especulações de que o novo Covid-19 possa ter surgido nos Estados Unidos. A estação de televisão sugere que o governo dos Estados Unidos pode não ter entendido ou tido conhecimento de sua disseminação no país.

Segundo vários usuários da rede social chinesa Weibo, foram os delegados norte-americanos que participaram dos Jogos Militares Mundiais que ocorreram em Wuhan em outubro, que introduziram o vírus na China.

Talvez tenha ocorrido uma mutação no vírus, que o tornou mais mortal e contagioso, e causou um surto generalizado,
afirmou
 o órgão.

Em 14 de fevereiro, os Centros dos EUA para Controle e Prevenção de Doenças (CDC) disseram que começariam a rastrear pessoas com doenças semelhantes à influenza para o novo coronavírus em laboratórios de saúde pública em Los Angeles, São Francisco, Seattle, Chicago e Nova York.

Shen Yi, professor de relações internacionais da Universidade Fudan, com sede em Xangai, observou que os virologistas globais estão trabalhando para rastrear a origem dos coronavírus, incluindo agências de inteligência. Até agora, as autoridades americanas confirmaram 35 casos do novo coronavírus no país.

A mídia informou que o CDC dos EUA. EUA Eles estão trabalhando com o setor de saúde para aumentar a preparação antes que o vírus “se estabeleça nos Estados Unidos”.

A China anunciou neste sábado que o número de mortes por coronavírus no país aumentou para 2.345 , devido a outras 109 novas mortes registradas na sexta-feira.

Organização Mundial da Saúde (OMS) alertou na sexta-feira que o tempo para erradicar o COVID-19 “estava apertando” e expressou preocupação com casos sem “ligação epidemiológica clara” fora da China.

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Medidas adotadas pelo governo venezuelano na defesa dos trabalhadores ao surto do coronavírus

Trabalhadores Venezuela

A Frente Nacional de Luta da Classe Trabalhadora (FNLCT) e a Central Unitária de Trabalhadores da Venezuela (CUTV), antes do surto do coronavírus e as medidas adotadas pelo governo venezuelano.

Os EUA produziram o coronavírus em seus laboratórios secretos

Os EUA produziram o coronavírus em seus laboratórios secretos

Da Rússia, vários políticos e especialistas alertam que o novo coronavírus, chamado COVID-19, é uma arma biológica criada pelos Estados Unidos.

Um desses políticos é o líder do Partido Democrático Liberal Russo (LDPR), Vladimir Zhirinovski, que afirmou que os EUA possui vários laboratórios secretos perto da China e da Rússia, incluindo Geórgia, Cazaquistão e Ucrânia, um dos produtos da gripe suína H1N1, informou a mídia local em um relatório sobre o surto de coronavírus na sexta-feira.

Zhirinovski também apontou que os americanos durante 20 anos tentaram criar uma arma biológica contra os russos, no entanto, eles não tiveram sucesso e fizeram isso contra os chineses, pois, do ponto de vista econômico, o gigante asiático é invencível.

A China tem armas atômicas e você não pode entrar em guerra com este país, ele indicou, e depois acrescenta que Pequim também não pode fracassar com algo como a revolução laranja – que consistia em uma série de protestos e eventos políticos que ocorreram em Ucrânia, do final de novembro de 2004 a janeiro de 2005.

Portanto, Zhirinovski argumentou, os americanos escolheram a terceira opção, que é a criação e a disseminação do coronavírus.

Por sua vez, Igor Nikulin, o biólogo russo e ex-membro da Comissão de Armas Químicas e Biológicas das Nações Unidas, disse que o coronavírus é a arma biológica de Washington para ser usada contra seus inimigos, ou seja, China e Irã.

Nikulin disse que o COVID-19 é o quarto surto de vírus na China nos últimos 20 anos, e isso não é acidental, mas um plano planejado.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) informou na quarta-feira que, após o aumento nos casos de transmissão do COVID-19, o surto passou a ser chamado de “pandemia”.

O novo coronavírus já deixou mais de 145.000 casos de contágio em mais de cem países ao redor do mundo, a grande maioria (cerca de 81.000) na China – epicentro da epidemia – onde foram registradas 3.189 mortes por essa causa. O número global de mortos ultrapassa 5.400.

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Pequim: Exército dos EUA levaria coronavírus para a China

Exército dos EUA levaria coronavírus para a China

Ministério das Relações Exteriores da China diz que o Exército dos EUA Poderia ter levado o coronavírus para a cidade chinesa de Wuhan, que foi a mais afetada pelo surto.

Quando Patiente Zero começou no Estados Unidos? Quantas pessoas estão infectadas? Como são chamados os hospitais? Poderia ser o exército dos EUA o que trouxe a epidemia para Wuhan. Seja transparente! Torne seus dados públicos! Você nos deve uma explicação!
Porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da China, Zhao Lijian em sua conta no Twitter.

O porta-voz chinês também acrescentou que o diretor dos Centros dos EUA para Controle e Prevenção de Doenças (CDC), Robert Redfield, admitiu quarta-feira durante o Comitê de Supervisão da Câmara Representantes, que alguns americanos que aparentemente morreram de influenza apresentaram resultado positivo para o novo coronavírus postumamente.

Algumas mortes por influenza foram realmente infectadas com COVID-19, admitiu Robert Redfield, do CDC dos EUA. na Câmara dos Deputados. Os Estados Unidos registraram 34 milhões de casos de gripe e 20.000 mortes. Quantos estão relacionados ao COVID-19?, explicou.

Zhao também citou Redfield, que disse que “alguns casos anteriormente diagnosticados como influenza nos Estados Unidos eram na verdade COVID-19”.

Diante desse panorama, o porta-voz catalogou “absolutamente INCORRETO e INAPROPRIADO” para chamar esse vírus de “coronavírus chinês” quando sua origem é realmente nos EUA.

Apesar do fato de o novo coronavírus ter começado na cidade chinesa de Wuhan no final de dezembro, a origem do surto de vírus permanece um enigma.

Philip Giraldi, ex-funcionário da Agência Central de Inteligência dos EUA (CIA) que na sua opinião,  seu país poderia “criar” o temido vírus, em colaboração com Israel , como uma arma biológica de guerra para prejudicar a China e o Irã. Suas declarações se somam a várias análises que não descartam o papel dos Estados Unidos. nesta epidemia  que já foi classificada como pandemia pela Organização Mundial da Saúde (OMS).

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