O mistério das árvores que formam símbolos da Suástica

O mistério das árvores que formam símbolos da Suástica

O símbolo da Suástica foi encontrado, de forma estranha, como uma formação de um conjunto de árvores no estado de Brandemburg, na Alemanha. Nos últimos 60 anos, os lariços – cresceram ou – foram cultivados – despercebidos, em meio às florestas, delineando cruzes suásticas. O símbolo é antigo e remonta às tradições budistas. Posteriormente, o Partido Nazista promoveu algumas modificações e o adaptaram como representação visual.

As suásticas somente são visíveis do alto, por aviões particulares. E do ponto de vista aéreo os desenhos são claramente vistos, uma vez que os lariços, no outono, destacam-se dos pinheiros que os circundam. Embora existam a seis décadas, ao menos, esses bosques tornaram-se conhecidos somente em 1992, quando o estagiário de uma empresa de paisagismo, fazendo o registro fotográfico aéreo para instruir a construção de linhas de irrigação – Ökoland Dederow – avistou as suásticas.

Desde então muitas outros desenhos gigantes foram encontrados, traçados em bosques ou – ainda- em estruturas arquitetônicas de algumas edificações, mesmo fora da Alemanha. Sobre as suásticas nos bosques, um mistério reside na questão sobre quem ou que grupo ou grupos de pessoas são os responsáveis pelo plantio. Os lariços não foram escolhidos ao acaso. Ao contrário dos pinheiros que os rodeiam, sempre verdes, aquelas outras árvores mudam de cor no outono: tornam-se amarelas e, mais tarde, marrons.

Na ocasião da descoberta (1992), o engenheiro florestal local, Klaus Göricke, foi examinar as árvores e descobriu que elas estavam ali há muito tempo. Medindo os anéis etários dos troncos, Göricke concluiu que os arbolglifos tinham sido plantados no final dos anos de 1930. Os desenhos ficaram por muito tempo desconhecidos do grande público, pois além de só aparecerem no outono, os aviões de passageiros não possibilitam visualizá-los e os aviões privados eram proibidos durante a existência da Alemanha Oriental, território onde estão localizadas as formações.

Depois da descoberta, não tardaram a surgir rumores sobre a origem das cruzes. Um fazendeiro local afirmou que havia plantado as árvores quando era criança, a mando de um (suposto) engenheiro florestal que pagou alguns centavos por cada muda assentada. Outra versão sustenta que um líder nazista local determinou o plantio em homenagem a um dos aniversários de Hitler. Uma terceira informação, com ares de lenda, diz que prisioneiros de guerra alemães, desafiando a vigilância de seus carcereiros soviéticos, embrenharam-se na floresta e plantaram as fileiras de mudas como uma forma de afirmar a persistência do nazismo.

Fontes:

Em 1936, August Landmesser recusou-se a fazer a saudação a Hitler em pleno auge do nazismo

August Landmesser recusou-se a fazer a saudação nazi

O homem que recusou a saudação nazi

Chama-se August Landmesser e em 1936, em pleno auge do nazismo, recusou-se a fazer a saudação a Hitler. Por detrás de uma fotografia, uma história de amor divulgada 76 anos depois.

Em 1936 uma multidão juntava-se em Hamburgo para assistir ao lançamento de um navio de treino nazi. Enquanto centenas de pessoas levantavam o braço direito para aclamar Hitler, um homem destacou-se por manter os braços cruzados, franzir os olhos, e se recusar a fazer a saudação.

Mas só em 1991 este homem foi identificado por uma das suas filhas como sendo August Landmesser, um trabalhador do estaleiro de Hamburgo, revela o Washington Post. A foto publicada num jornal alemão, foi posteriormente divulgada num blog criado para facilitar as operações de socorro no Japão, depois do terramoto e tsunami de março de 2011. A imagem, recuperada também numa página do Facebook, rapidamente deu a volta ao mundo e já conta com quase 30 mil partilhas.

Ao que parece, Landmesser tinha uma razão muito pessoal para não fazer a saudação. De acordo com um site sobre o campo de Auschwitz, pensa-se que o homem terá feito parte do partido nazi entre 1931 e 1935, no entanto foi expulso por ter casado com uma judia, Irma Eckler. Depois de ter duas filhas com Irma, foi preso por “desonrar a raça”. Acredita-se que Irma terá sido detida pela Gestapo e levada para uma prisão em Hamburgo. As filhas, Ingrid e Irene, foram separadas: uma ficou a viver com a avó materna e a outra foi levada para um orfanato até ser adotada por uma família.

Landmesser foi libertado em 1941 mas rapidamente foi chamado a servir na guerra. Pouco tempo depois foi dado como desaparecido e todos julgaram que tinha morrido em combate. Em 1996, uma das filhas, Irene, resolveu escrever uma história com o objetivo de contar ao mundo como o regime destruiu a sua família. 16 anos mais tarde, a narração espalhou-se pela Internet e foi revelado mais um tesouro histórico.

Nazistas são condenados no Tribunal de Nuremberg

Vista do banco dos réus no Tribunal de Nuremberg

O Tribunal Militar Internacional de Nuremberg declara em 30 de setembro de 1946 que 18 líderes nazistas são culpados de crimes de guerra e dos quais 11 condenados à pena capital por ”crime contra a humanidade”.

Ao se aproximar a data do início dos julgamentos – 20 de novembro de 1945 – a cidade começou a se encher de visitantes. Equipes de cerca de mil procuradores, advogados e juristas passaram a ouvir testemunhas e organizar dezenas de milhares de documentos. Advogados alemães, alguns dos quais nazistas, chegam para entrevistar seus clientes.

No dia da abertura, os 22 acusados tomam assento no banco dos réus. Às 10h00, o presidente do tribunal, o britânico Geoffrey Lawrence, proclama: “Atenção. Todos de pé!” Juízes dos 4 países – União Soviética, Estados Unidos, Grã Bretanha e França – tomam seus lugares.

O julgamento começa com a extensa leitura das acusações: Primeira Acusação: “conspiração para desencadear guerra agressiva”, anexação da Áustria e invasão de diversos países europeus; Segunda Acusação: “desencadeando uma guerra agressiva; Terceira Acusação:”crimes de guerra” como extermínio ou maus tratos de prisioneiros e utilização de armas proibidas; Quarta Acusação: “crimes contra a humanidade” crimes cometidos contra os judeus, minorias étnicas, contra os deficientes físicos e mentais, contra os civis em países ocupados.

O processo foi dividido em duas fases principais. A primeira centrou-se em estabelecer a criminalidade dos vários componentes do regime nazista, enquanto a segunda buscou estabelecer a culpabilidade individual dos acusados. Examinou-se na primeira fase a utilização pelos nazistas do trabalho escravo e os campos de concentração. Foram trazidas provas do verdadeiro horror do regime nazista. Por exemplo, em 13 de dezembro de 1945, o promotor Thomas Todd mostrou imagens de pele humana tatuada curtida de vítima de campo de concentração, preservada para Isle Koch, a mulher do comandante de Buchenwald, que gostava de usá-la em seus abajures.

Em 18 de dezembro, começou-se a exibir provas da culpabilidade de cada um dos membros da liderança do Partido Nazista, do Gabinete governamental, da SS, da Gestapo, do alto comando militar.

Em janeiro de 1946, vítimas dos campos de concentração contaram suas experiências. Marie Vaillant-Couturier, francesa de 33 anos, deu um pavoroso depoimento do que vira em Auschwitz em 1942.  Relatou que certa noite foi acordada por horríveis gritos. No dia seguinte soube que, como tinha se esgotado o gás Zyklon B, os nazistas começaram a lançar as crianças dentro do forno crematório vivas.

Num outro momento, o advogado de Goering perguntou se o Partido Nazista chegara ao poder por meios legais. Numa longa resposta, contou a ascensão dos nazistas. “Uma vez lá instalados, estávamos determinados a mantê-lo sob quaisquer circunstâncias.” Adiante o procurador Robert Jackson, após descrever a terrível Kristallnacht, Noite dos Cristais Partidos, em que foram destruídas centenas de lojas e sinagogas, perguntou se confirmava suas palavras ditas na ocasião a um destacamento de segurança –” Exijo que a judiaria alemã contribua com um bilhão de marcos por seus crimes abomináveis”. Goering consentiu e acrescentou: “Eu não gostaria de ser judeu na Alemanha”.

Muitos dos acusados alegaram obedecer ordens ou desconhecer os fatos. Alguns confessaram seus crimes, oferecendo desculpas pelas ações. O marechal  Wilhelm Keitel confessou-se “arrependido por não ter rejeitado ordens dadas na execução da Guerra no Leste contrárias à moral bélica.” Hans Frank, governador nazista da Polônia, respondeu “sim” se havia participado na aniquilação dos judeus e acrescentou. “Mil anos se passarão e a culpa da Alemanha não terá sido apagada”.

Conclusão

Em 30 de setembro, os 21 acusados são reunidos pela última vez para ouvir os veredictos. O presidente Sir Geoffrey Lawrence diz que devem permanecer sentados enquanto a sentença é anunciada. “O acusado, Hermann Goering, foi a força motriz das guerras agressivas, o segundo só atrás de Adolf Hitler…. Determinou que Himmler e Heydrich encontrassem uma solução final para a questão judaica. Culpado das 4 acusações.” Prosseguiu com os veredictos. Ao todo, 18 réus foram condenados por uma ou mais acusações e 3 – Schacht, Von Papen e Fritzsche – considerados não culpados.

O Tribunal Militar Internacional condenou Goering, Ribbentrop, Keitel, Rosenberg, Frank, Frick, Kaltenbrunner, Streicher, Sauckel, Jodl e Seyss-Inquart à morte na forca. Prisão perpétua para Hess, Funk e Raeder. Von Schirach e Speer receberam pena de 20 anos, Von Neurath, 15 anos e Doenitz, 10 anos.

Em 15 de outubro, véspera da data marcada para a execução, Goering deixa um bilhete dizendo que admitia ser fuzilado, mas como marechal do Reich não se permitiria ser enforcado e que preferia morrer como Aníbal. Ato contínuo, põe uma cápsula de ácido cianídrico entre os dentes e aperta as mandíbulas.

Outros fatos marcantes da data

Aprovadas as Leis de Nuremberg

Jornal do Brasil: Terça-feira, 17 de setembro de 1935. Página 10

“O que a nação alemã desejou, em vão, durante séculos, possui hoje. A Alemanha é um povo unido de irmãos livres dos preconceitos que entravavam os tempos passados. A Alemanha está saneada no interior e no exterior. As suas instituições estão em ordem. A responsabilidade dos dirigentes do Reich é, por isso mesmo, mais considerável. Não pode haver para a nossa atitude integral, senão a diretriz do nosso grande e inabalável amor pela paz…”.

Chanceler Hitler

Reprodução

O Parlamento alemão, Reichstag, formado por integrantes do Partido Nazista aprovou as Leis de Nuremberg defendidas e propostas por Hitler:

Lei concernente à bandeira

Dispõe que as cores da bandeira alemã são preta, vermelha e branca, contendo a cruz suástica.

Lei das modalidades sobre a cidadania e a nacionalidade

Estabelece uma distinção entre o “cidadão do Reich” , detentor de plenos direitos políticos e civís e “cidadão do Estado”. Para ser Reichsbürger, a pessoa precisa provar que possui sangue alemão ou assemelhado e comprovar, através da manifestação da vontade e de ações, que servirá com fidelidade ao povo e ao Reich alemão.

Lei pela proteção do sangue e pela honra alemã

Convencido de que a pureza do sangue alemão é condição prévia da conservação do povo alemão e animado na vontade inflexível de garantir para sempre o futuro da nacionalidade alemã, o Reichstang promulga a lei nas seguintes condições: São proibidos os casamentos ou qualquer relação extra-conjugal entre judeus e cidadãos de sangue alemão. Os Judeus são proibidos de terem como criados em sua casa cidadãos de sangue alemão com menos de 45 anos. Os Judeus são proibidos de içar a bandeira nacional do Reich e de envergarem as cores do Reich. São previstos trabalhos forçados, multas e até prisões para casos de infração à lei.

As leis foram assinadas pelo chanceler do Reich e os ministros do Interior e Justiça.

Paula Hitler. A irmã mais nova de Adolf Hitler

Paulo HitlerPaula Hitler era irmã mais nova de Adolf Hitler, ele era filha de seu pai Alois Hitler com a terceira mulher klara Polzl, nascida na cidade de Hafeld, Áustria, em 21 de Janeiro de 1896.

Paula mudou o sobrenome após a guerra para evitar jornalistas e curiosos, desde então passou a se chamar Paula Wolf, tem todos os documentos com esse novo nome parecendo até mesmo que não existia Paula Hitler, mas ela existia sim e tinha muitas lembranças.

Lembra que Hitler era o único irmão que desafiava seu pai, não queria trabalhar na fazenda, então com castigo apanhava todos os dias. Confira um depoimento, acho eu que seria dela mesmo, contado um pouco da história de seu irmão! Ótimo esse documentário eu não sabia da existência dessa irmã de Hitler. Sempre pensei que não existia parente algum do Hitler, gostaria de saber se existiu algum outro parente que logicamente tivesse filhos e certamente de alguma forma seria descendente do tirano. Alguém ai pode comentar???

Meu pai era um homem duro, conservador e cruel. Já minha mãe era doce, suave e nos tratava muito bem e com muito carinho.

No inicio de janeiro de 1903 perdemos nosso pai de insuficiência respiratória, e depois de quatro anos, em 21 de dezembro de 1907 perdemos nossa queria mãe, essa perda tinha sido muito difícil para mim e para Adolf. Destes últimos anos vivemos juntos com minha mãe, lembro-me especialmente da alegria do meu irmão e seu extraordinário interesse para a história, geografia, arquitetura, pintura e música. Em casa todos os dias, ele estava sentado durante horas no piano Heitzmann bonita grande, minha mãe havia lhe dado. Este extraordinário interesse por música, especialmente para Wagner e Listz, permaneceu com ele por toda sua vida.

Paulo HitlerPoucos dias depois da morte de minha mãe, meu irmão se mudou para Viena. Fiquei no nosso apartamento em Linz, onde a irmã da minha mãe mantinha nossa casa. Recebi poucas cartas do meu irmão de Viena, ele recomendava alguns livros para mim e dava conselhos bem-intencionados. Eu me lembro que uma vez ele me enviou o livro “Don Quichote” (Dom Quixote), de Viena, que particularmente gosto. Adolf tinha sido um grande irmão para mim, apesar de brigarmos muito por sermos autoritários, nos gostávamos muito. Em 1908 parou de nos escrever, pois minha tia insistia muito em convencê-lo a de oficial. Ficamos até 1921 sem nos vermos, nos encontramos em Viena, mas Adolf já mora em Munique, nesse encontro que duraram alguns dias me contara suas aventuras na guerra, contou sobre seu ferimento, sobre o tratamento no hospital e etc… Foram dias muito felizes, sempre me presenteava, mas logo voltei para Munique eu fiquei em Viena trabalhando de secretaria em um pequeno escritório.

Paulo Hitler
Quando meu irmão ficou conhecido e o nome “Hitler” não era mais anônimo, eu mudei meu sobrenome para “Wolf”, nessa perdi meu emprego, então fui até Munique para falar com meu irmão, ele prometera cuidar de mim e que me daria um bom futuro.

Em 1941 eu comprei uma casa em Weiten com a ajuda de meu irmão, essa casa depois fora invadida pelos russos. Em meados de 1945 dois homens da SS foram me buscar e me levaram para Berchtesgaden, quando os americanos estavam prestes invadir a cidade fui para o Dietrich – Eckardhutte, onde passei o natal de 1945.

Eu não era membro do Partido ou de qualquer organização partidária. A política do meu irmão, as suas idéias e as condições não eram motivo para eu entrar no partido. Nunca foi o desejo de meu irmão. Mas, se tivesse sido o seu desejo, eu poderia ter entrado no partido para agradá-lo.

Paulo HitlerEu não acredito que meu irmão ordenou que o crime cometido aos inumeráveis seres humanos nos campos de concentração – eu acho que ele nem sabia desses crimes. O que pode acontecido com ele é que nos anos difíceis durante a sua juventude em Viena, causou sua atitude anti-judaica. Ele estava morrendo de fome em Viena, e ele acreditava que seu fracasso na pintura era apenas devido ao fato de que o comércio de obras de arte estava nas mãos de judeus.

Paula Hitler faleceu em 01 de junho de 1960 em Berchtesgaden, Alemanha sem marido e sem filhos, viveu toda sua vida em total isolamento.

Chupa do site ecos da segunda guerra.