Rede de 15 mil quilômetros de fibras ópticas ficará como legado da Copa

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Durante balanço de ações de organização da Copa do Mundo da FIFA 2014, divulgado na segunda-feira (14), o ministro das Comunicações, Paulo Bernardo, destacou que rede de 15 mil quilômetros de fibras ópticas foi instalada pela Telebras e interligou os 12 estádios que receberam jogos do Mundial, além de outros locais oficiais do torneio. Essa infraestrutura suportou um volume de dados circulados de 166 terabytes e fica de legado.

O evento somou, no total, 517 horas de transmissão sem interrupções. Foram 64 jogos, além de treinos e entrevistas de técnicos e jogadores. Paulo Bernardo também lembrou que foram instaladas mais de 15 mil antenas de telefonia móvel. Destas, mais de 3.200 foram colocadas dentro dos estádios, permitindo tráfego de dados de 25 terabytes nas arenas.

De acordo com o Sindicato Nacional das Empresas de Telefonia (SindiTelebrasil), a final da Copa do Mundo de 2014, entre Alemanha e Argentina, no domingo (13.07), no Maracanã, bateu o recorde de envio de fotos pelos torcedores. As redes de telecomunicações instaladas pelas prestadoras registraram um volume de tráfego de dados equivalente a 2,6 milhões de fotos, com tamanho médio de 0,55 MB.

As interações nas redes sociais superaram os três bilhões, transformando a Copa do Mundo no Brasil no maior evento de redes sociais do planeta, de acordo com o ministro das Comunicações. Paulo Bernardo também citou que foram vendidos 16,1 mil chips de celular para estrangeiros durante a Copa e outros 341 mil visitantes usaram o serviço de roaming. Além disso, houve aumento de 60% nas vendas de aparelhos de TV, total de 8 milhões de televisores comercializados no mês de junho.

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Copa do mundo de futebol de robôs também será no Brasil

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Uma semana depois de encerrada a Copa do Mundo de Futebol no Brasil terá início em João Pessoa, na Paraíba, outro torneio internacional de futebol, só que dessa vez de robôs.

Entre 19 e 25 de julho, participantes de mais de 45 países trarão ao país robôs dotados de inteligência artificial para disputar a RoboCup, um dos principais eventos de tecnologia do mundo. Nas partidas de futebol, participarão robôs autônomos que deverão obedecer as regras de um jogo convencional, com dois tempos, marcação de gols e até cobrança de lateral. Haverá um juiz humano, que poderá ser auxiliado por um juiz robô.

A RoboCup é organizada anualmente desde 1997 por professores voluntários do mundo todo e começou em Nagoya, no Japão.

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Na categoria @Home (em casa, em tradução livre), participam os robôs que desempenham atividades domésticas. Há ainda uma modalidade industrial, para tarefas logísticas. A programação contará com oficinas de robótica voltadas a professores da rede pública de ensino, demonstrando como robôs podem ser usados em sala de aula para despertar os alunos para a ciência.

No último dia do evento, haverá um simpósio, no qual serão apresentados trabalhos acadêmicos. O cientista australiano Rodney Brooks, professor emérito do Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT) e fundador da empresa iRobot, proferirá uma palestra.

A RoboCup 2014 ocorrerá no centro de convenções Poeta Ronaldo Cunha Lima, na Rodovia PB-008, km 4. Mais informações podem ser obtidas no site www.robocup2014.org.

Com ingressos de R$ 30, Copa no Brasil tem entradas mais baratas da história

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Teve gente dizendo por aí que apenas ricos poderiam ir aos estádios para assistir à Copa do Mundo devido ao custo do ingresso, muito caro ao bolso da população brasileira. Mas o Mundial no Brasil tem as entradas mais baratas dos últimos tempos.

A categoria 4 conta com 400 mil ingressos vendidos exclusivamente para os cidadãos do país. É nela também em que estão os valores mais acessíveis, podendo chegar a R$ 30 a meia-entrada para estudantes, idosos e beneficiários do Bolsa Família. Em comparação, os bilhetes mais baratos vendidos durante a Copa na Alemanha (2006) custavam o equivalente a R$ 101,00, enquanto na Coreia e Japão (2002) não saía por menos de R$ 154,00.

Nunca tivemos um preço como esse em todas as Copas do Mundo”, disse o diretor de Marketing da FIFA, Thierry Weil. Ele acrescentou que a prática de descontos só foi realizada duas vezes nos mundiais de futebol da FIFA. “É a segunda vez que temos ingressos com desconto. A primeira foi na Copa do Brasil em 1950 e a segunda é agora. Temos que dizer que o governo brasileiro é ótimo negociador”, acrescentou.

E não é só por isso que a Copa no Brasil é considerada a Copa da inclusão social. Pela primeira na história do torneio, um governo distribuiu 100 mil ingressos gratuitos à população. Metade deles foi destinada aos trabalhadores que participaram das obras nas arenas, a outra parte foi entregue a alunos de escolas públicas e aos povos indígenas.

Para completar, essa é também a Copa da sustentabilidade: 840 catadores de materiais recicláveis receberam capacitação para realizar a coleta seletiva nos estádios, aeroportos e área com grande concentração de pessoas. Além disso, o BNDES financiou R$ 5 milhões para projetos de gestão do lixo nas 12 cidades-sede.

Quatro coisas que todos deveriam saber sobre a Copa 2014

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Apesar das controvérsias sobre a realização da Copa do Mundo no Brasil, um fato que é certamente positivo – e pouquíssimo divulgado – é que quatro dos estádios construídos para o evento esportivo somam 5,4 MW de produção de energia elétrica proveniente de células fotovoltaicas.

1. Estádio Mineirão, Belo Horizonte (1,4 MW)

O Estádio Mineirão, localizado na cidade de Belo Horizonte, é o primeiro estádio de futebol do Brasil equipado com painéis fotovoltaicos em sua cobertura, com capacidade de 1,4 MW, operando desde maio de 2013. O Mineirão foi inaugurado em 1965 e submetido a enormes modificações para se adequar às normas da FIFA, tendo atualmente capacidade para 62. 170 torcedores. O novo sistema solar, que custou de 12,5 milhões de euros, direciona a energia produzida para a rede elétrica local, ao invés de abastecer diretamente o estádio, gerando o suficiente para suprir a necessidade de aproximadamente 900 residências por ano.

2. Estádio Nacional Mané Garrincha – Brasília (2,5 MW)

O novo estádio Mané Garrincha, com capacidade para 70.000 torcedores, conta com um sistema de captação de energia solar de 2,5 MW instalado no perímetro de sua cobertura. Outros aspectos importantes quanto à eficiência das instalações desportivas incluem um sistema de captação de água pluvial para sua reutilização e um sistema de iluminação com LEDs. O estádio, que substituiu o antigo Estádio Mané Garrincha de Brasília, foi inaugurado em maio de 2013 e receberá uma série de jogos da Copa deste ano e diversos eventos das Olimpíadas do Rio em 2016.

3. Arena Pernambuco – Recife (1,4 MW)

Como todos os estádios construídos para o mundial, a Arena Pernambuco atende algumas normas de sustentabilidade ambiental como a captação de energia solar e água da chuva, ventilação natural e gestão de resíduos sólidos. Após servir aos jogos da Copa, será um equipamento multiuso destinado também a outros esportes, shows, feiras e convenções.

4. Maracanã – Rio de Janeiro (500 kW)

O projeto de remodelação, que respeita sua concepção original, incluiu a demolição completa do anel inferior para a construção de uma nova arquibancada com melhor visibilidade, a melhoria das monumentais rampas e a substituição de todos os assentos, além da instalação de uma nova cobertura que captará a água da chuva para reutilização. A fachada tombada pelo IPHAN permaneceu intacta.

Apesar dos avanços do Brasil em energia solar, há competidores da Copa do Mundo que não têm tanta sorte nesse aspecto. Uma ONG britânica informou que 11 dos países competidores produzem apenas o equivalente ou menos que o estádio de Brasília, destacando os desafios da pobreza energética.

Texto originalmente publicado no site upsocl.com com o título “Aqui hay 4 cosas del Mundial de Brasil que pocos saben y que todo el mundo deberias saber y tiene poco que ver com futebol” e chupado do blog Pragmatismo Político.

Livro promove discussão sobre o legado da Copa e das Olimpíadas no Brasil

Ao conquistar o direito de sediar a Copa do Mundo 2014 e os Jogos Olímpicos e Paraolímpicos Rio 2016, o Brasil aceitou o desafio de realizar dois megaeventos esportivos globais, que ao mesmo tempo despertam paixões e desconfianças. Há argumentos que defendem os eventos como uma janela singular e histórica de oportunidades, mas, longe do consenso, também surgem críticas que consideram tais projetos excludentes, potencializadores da desigualdade social nas cidades-sede e do endividamento público.

A polêmica abre espaço para um amplo debate sobre o que significa para o Brasil sediar os megaeventos esportivos mais simbólicos do mundo na atual conjuntura política, econômica e social. É nesse sentido que a Boitempo Editorial publica a coletânea Brasil em jogo: o que fica da Copa e das Olimpíadas?, editada no calor da hora, com contribuições de Andrew Jennings, Luis Fernandes, Raquel Rolnik, Ermínia Maricato, Carlos Vainer, Jorge Luiz Souto Maior, José Sergio Leite Lopes, Nelma Gusmão de Oliveira, entre outros. O livro de intervenção será lançado na primeira semana de junho e traz perspectivas variadas sobre o papel contraditório do esporte na sociedade brasileira entre a construção da identidade nacional, os impactos urbanísticos e as transformações dos megaeventos esportivos ao longo da história.

A Boitempo realizou debates de lançamento do livro Brasil em jogo em São Paulo e Rio de Janeiro, na primeira semana de junho, uma semana antes da Copa do Mundo, em locais e datas a serem divulgados em breve. Confira os vídeos desses encontros.

“A Fifa tem a estrutura de uma máfia!”

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Conheça um pouco da história de Andrew Jennings, um dos autores do livro Brasil em jogo O que fica da Copa e das Olimpíadas? que ainda quero ter, e vou comprá-lo.

Premiado jornalista investigativo escocês, mundialmente conhecido pelo seu trabalho sobre o Comitê Olímpico Internacional e a Fifa, que ele chama da “máfia dos esportes” globais. É autor de Jogo sujo, o mundo secreto da Fifa (Panda Books, 2011), entre outros. Até hoje é o único repórter do mundo banido das coletivas de imprensa da Fifa.

Nascido em 1946, na Escócia. Mudou-se para Londres, na Inglaterra, ainda criança. Nos anos 1960, começou a carreira trabalhando para o jornal The Sunday Times. Passou por outras publicações britânicas até chegar à rádio BBC Four e, depois, à BBC TV, onde se destacou como repórter investigativo. Preparou reportagem sobre corrupção na New Scotland Yard, quartel-general da Polícia Metropolitana de Londres, que a emissora recusou-se a exibir. Demitiu-se, escreveu um livro sobre o tema – Scotland Yard’s Cocaine Connection (Jonathan Cape, 1990), com Paul Lashmar e Vyv Simon – , refez a matéria com Paul Greengrass (diretor de O ultimato Bourne) e a exibiu pelo programa World in Action, da TV Granada, do Reino Unido, em 1986.

Passou a atuar como colaborador do programa, para o qual realizou várias reportagens e documentários. Sua investigação sobre o envolvimento britânico no caso Irã-Contras ganhou a Medalha de Ouro 1989 do New York TV Festival. Em 1992, revelou o passado fascista do então presidente do Comitê Olímpico Internacional (COI), Juan Antonio Samaranch, e a corrupção dentro da organização. A denúncia lhe valeu uma sentença de prisão por cinco dias, algo que ele considera o maior prêmio que já ganhou na carreira.

Liderou, em 1993, a equipe que tornou-se a primeira da televisão ocidental a gravar imagens da Chechênia, para uma matéria sobre a atividade mafiosa no Cáucaso, transmitida pela Carlton TV. No mesmo ano, apresentou o programa Bus Stop na BBC Four. Na televisão, voltou a destacar-se ainda pelo trabalho investigativo sobre Hamilton Bland, técnico de esportes aquáticos do Comitê Olímpico Britânico, em 1997, e sobre a privatização ferroviária no Reino Unido, em 1998, para o World in Action.

Depois de 20 anos, voltou para a BBC TV, onde participa do programa de documentários Panorama. Começou investigando várias alegações de corrupção dentro da Federação Internacional de Futebol Association (Fifa), atribuidos a Jack Warner, presidente da Confederação de Futebol da América do Norte, Central e Caribe (Concacaf), que incluiam milhões de dólares em suborno para garantir os direitos de comercialização para a ISL, empresa suíça de marketing esportivo. No mesmo programa, mostrou ainda como funciona a prática da compra de votos para garantir a posição de Sepp Blatter, presidente da Fifa.

Continuou a explorar o tema em outras reportagens. Em uma delas explorou a relação entre o político e ex-atleta olímpico Sebastian Coe e o Comitê de Ética da Fifa. Em outra, de grande repercussão no Brasil, apresentou a denúncia de corrupção de alguns membros da Fifa e do Comitê Executivo que votou na escolha da sede da Copa do Mundo de Futebol 2018, envolvendo Ricardo Teixeira, presidente da Confederação Brasileira de Futebol e, então, do Comitê Organizador da Copa do Mundo de Futebol Brasil 2014, Nicolás Leoz, presidente da Confederação Sul-Americana de Futebol (Conmebol), e Hayatou Issa, presidente da Confederação Africana de Futebol (CAF). Eles teriam recebido suborno da ISL, então detentora dos direitos de transmissão de televisão do evento e que foi à falência no início de 2011. Desde março de 2003, seu nome é o único proscrito das entrevistas coletivas promovidas pela Fifa, por ordem expressa de Blatter.

Escreveu para os jornais Financial TimesThe Sunday TimesThe TimesThe GuardianThe ObserverThe Daily TelegraphPrivate Eye e New Statesman, com matérias republicadas no mundo inteiro. No rádio, atua em vários canais da BBC, incluindo os transmitidos internacionalmente. Na BBC Radio Five apresentou o programa On The Line, sobre Esportes, e o Seven Brides for One Brother, sobre poligamia no estado americano de Utha. No ano 2000, montou um programa dividido em quatro partes sobre seu livro de escândalos olímpicos.

Em outubro de 2011, esteve em Brasília (DF), onde depôs em audiência pública da Comissão de Educação, Esporte e Cultura do Senado Brasileiro sobre o envolvimento de Blatter, João Havelange, ex-presidente da Fifa, e Ricardo Teixeira em irregularidades.

Mantém, na Internet, o site www.transparencyinsport.org, onde divulga suas ideias e publicações.

Ganhou muitos prêmios na Europa e na América, além do de 1989, entre eles o Prêmio Gerlev 1998, por sua “contribuição para a liberdade de expressão democrática no esporte”;  o Prêmio Integridade em Jornalismo 1999, atribuído pela OATH, um grupo formado por atletas olímpicos, e o Prêmio da Royal Television Society 2000, por sua investigação de corrupção nos Jogos Olímpicos. É membro honorário vitalício da Associação Americana de Treinadores de Natação, cargo concedido por seu trabalho de investigação sobre os escândalos de doping e de manipulação de resultados na natação olímpica.

Participa de conferências acadêmicas em diversos países de todos os continentes, inclusive no Brasil, onde mostrou-se favorável à abertura de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) sobre a administração de Ricardo Teixeira na CBF, conforme proposta pelo ex-jogador Romário de Souza Faria, campeão mundial de 1994.

Além de Scotland Yard’s Cocaine Connection, escreveu Os Senhores dos Anéis: Poder Dinheiro e Drogas Nas Olimpíadas Modernas (Best Seller, 1992), Jogo sujo: o mundo secreto da Fifa (Panda Books, 2011) e, mais recentemente, Um jogo cada vez mais sujo: o padrão Fifa de fazer negócios e manter tudo em silêncio (Panda Books, 2014).

Confira alguns vídeos disponibilizado na rede:

A Copa por Juca Kfouri

Confira a entrevista do jornalista Juca Kfouri que foi exibida no programa Roda Viva, da TV Cultura de São Paulo, em 9/6/2014, às vésperas da abertura da Copa do Mundo no Brasil. Esse cara sabe o que fala.

A revolta dos Yellow Blocs

 A Copa do Mundo vista do camarote VIP

Como é a Copa do Mundo para os reis do camarote? O que a elite mais instruída do país está achando do mundial? O que eles comem? Vestem? Pensam? Como é a vida dentro deste aquário VIP, verde e amarelo. Mas como fede mesmo essa gente… Cazuza tinha razão, pois ele conviveu nesse meio. Embora ainda desconfio que essas pessoas são atores e fizeram esse vídeo só pra causar! Assista ao vídeo e depois vomite comigo. Leia o que foi publicado na página podre do PiG Folha de São Paulo do coro anti-Dilma na abertura da Copa do Mundo 204 que rechiaram as festas dos Yellow Blocs.

 

Radicalização eleitoral durante a Copa revive padrão Fla-Flu

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Os insultos à presidente da República neutralizaram todas as emoções provocadas pelo hino nacional cantado à capela por 60 mil torcedores na abertura da Copa. Civismo sem civilidade é escárnio, fraude, embromação.

Aquele momento que se pretendia glorioso, inesquecível, resultou estúpido, degradante. Discordância se expressa no voto, não na vaia. Ao direito de manifestar-se deve corresponder o dever de respeitar o outro. Afrontar a chefe da nação equivale a afrontar o que ela representa – a própria nação.

Aqueles que entoaram – também à capela – o ultraje contra Dilma não merecem a democracia conquistada com tanto sacrifício. Não merecem a Copa cuja conta ainda não está paga. Não merecem a condição de cidadãos. Ricos, pobres ou remediados – não importa a classe social – são, antes de tudo, marginais: excluíram-se da comunidade moral e espiritual que se tenta construir há 514 anos nesta terra.

Faltou um gesto reparador: alguém deveria ter pedido desculpas à presidente Dilma Rousseff. A oposição, os presidenciáveis, os chefes dos demais poderes, a imprensa como instituição (embora jornalistas individualmente tenham reagido à altura), algum gesto ou palavra de repúdio deveria ter sido registrado.

Temporada de gala

O desagravo, em compensação, foi desastroso. Na pressa em atalhar os possíveis desdobramentos ou, pior, pretendendo aproveitar politicamente o episódio, o presidente Lula apelou para um recurso no qual tem sido exímio – o paroxismo. No caso, totalmente inapropriado. Ao acusar a imprensa de ser responsável pela criação do clima que produziu a injúria, o experimentado mitingueiro substituiu o natural sentimento de solidariedade com a vítima por uma fúria belicosa aleatória, muito menos eficaz.

A velha cantilena contra a imprensa esvaziou o clima de simpatia e colocou tudo no ringue eleitoral onde, geralmente, há pouco espaço para generosidades, galantarias e, sobretudo, bons modos.

Fazer da imprensa o bode expiatório de todos os males é uma tentação fácil, desgastada. Não traz votos e aumenta as tensões. Tensões é o que menos precisa o governo. No caso da Copa, a acusação aos meios de comunicação é flagrantemente injusta: têm sido bastante cooperativos e úteis ao governo. Mais rigorosos e exigentes, teriam evitado grandes vexames. Preferiram agir como promotores do “clima de Copa” e estão sendo regiamente pagos por meio do patrocínio das empresas públicas às suas coberturas.

Para deixar boas impressões e imagem (sobretudo no exterior), esta temporada de gala do futebol exige comportamentos à altura. Transformá-la numa briga de galos ou num Fla-Flu de várzea será um enorme desperdício.

Publicado e chupado do Observatório da Imprensa

Pastor Silas Malafai condena o xingamento a Dilma

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Durante a festa de abertura da Copa do Mundo o público presente na Arena Corinthians, em São Paulo, iniciou um coro com xingamentos e insultos a presidente Dilma Rousseff , que estava presente nas tribunas. No momento em que a cerimônia começou, o estádio estava com milhares de assentos vazios, com longas filas nos bares e restaurantes, e com queixas de torcedores que diziam ter dificuldade para encontrar suas cadeiras, a festa teve um início morno.

Pastor Silas comentou:

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Não posso em hipótese alguma concordar com nenhum tipo de excesso. Não aceito que a figura de uma presidente da república seja enxovalhada do jeito que a torcida fez. Precisamos entender que tudo tem um limite. A questão é que a Dilma está revestida do mais alta cargo da nação que é o de presidente da república.  Não é simplesmente xingar uma pessoa, e sim menosprezar o mais alta cargo que nos representa. Fazer manifestações contra os gastos bilionários da copa do mundo, realizar manifestações contra a corrupção do governo, são questões de direitos de cidadania, mas como disse ainda pouco, tudo tem um limite.  Como não podemos aceitar quebra-quebra, também não podemos aceitar que a figura da presidente da república seja ofendida no nível que foi no jogo de abertura da copa do mundo.  Mil vezes não!  Isto não é coisa de gente que quer ter direitos e participar de um estado democrático pleno.