Candidatos para as eleições de 2020 devem estar com filiação partidária deferida até 4 de abril

Eleições 2020 - O PT é Ilhota

A lista de filiados deve ser encaminhada à Justiça Eleitoral pelos partidos políticos via sistema Filia.

Os candidatos que pretendem concorrer aos cargos de prefeito e vereador nas Eleições Municipais de 2020 devem estar com a filiação deferida pelo seu partido político até o dia 4 de abril. A data limite foi estabelecida pelo TSE por meio do Calendário Eleitoral de 2020.

A lista de filiados deve ser encaminhada até 15 de abril à Justiça Eleitoral pelos partidos políticos via sistema Filia, que substituiu o antigo FiliaWeb desde 9 de setembro de 2019.

novo Filia incorporou várias melhorias tecnológicas, como a atualização automática em caso de transferência de domicílio eleitoral e o cancelamento automático de filiação em caso de óbito ou de cassação de direitos políticos.

O sistema prioriza a autonomia dos partidos políticos no cadastramento dos administradores responsáveis pelo encaminhamento de dados à Justiça Eleitoral. Todos os dados inseridos no Filia têm por base as informações fornecidas pelas legendas, ressalvada a possibilidade de o sistema recusar os dados pela ocorrência de eventual erro no registro cadastral do filiado.

No caso de qualquer inconsistência cadastral, o eleitor prejudicado pode acionar a Justiça Eleitoral, que solicitará esclarecimento ao partido político. Em caso de dupla filiação partidária, sempre prevalecerá a mais recente, cabendo à Justiça Eleitoral cancelar as demais filiações existentes.

Além dos campos de preenchimento obrigatório, o Filia contém campos para registro – a critério dos órgãos partidários – de endereço e telefone, mas tais dados não serão submetidos a processamento pelo sistema nem constarão das relações oficiais.

Para obter mais informações sobre como operacionalizar o sistema Filia, acesse este link.

Assessoria de Comunicação Social do TRE-SC

Seja bem-vindo 2020

2020 dcvitti

Não sei como será esse ano, ainda não foi planejado, mas sei que será diferente, desafiador em todos os sentidos. Ano eleitoral nunca é normal e temos que estar prontos pra tudo.

Num cenário desses, como se preparar para 2020, um ano eleitoral que definirá o fim ou a consolidação desse sistema de poder nefasto que tomou o país? Não sei como responder a esta pergunta que insiste em não sair de minha cabeça, nem ao mesmo consigo construir uma estratégia para ela, mas é certo que a mudança começa aqui, pela base, no município. Politicamente estamos prontos, mas tenho dúvidas quanto ao psicológico.

Também não é fácil se definir como “esquerda” ou “progressista” hoje em dia, principalmente em Ilhota, cidade com fortes traços do conservadorismo, de polarização política extremistas e onde blindam a corrupção do atual prefeito. Um dos motivos em ser militante desta política é óbvio: qualquer coisa que seja minimamente identificado com valores progressistas vira, aos olhos da extrema-direita, um alvo. Depois porque, diferente do outro lado do espectro político, nós parecemos mais organizados, mais difusos. Não basta apenas ser PT de carteirinha, tem que ser militante, um agente aguerrido e ser forjado da luta.

Penso que ampliar as bases de diálogo é um de nosso dever político. A preparação para uma disputa eleitoral, nos tornará alvo de tudo, mas protagonista do processo e mais, um marco para história do movimento e do Partido. Seja como for a nossa representação estaremos neste ano, unificado em nossas convicções ou congregados aos nossos princípios, estamos abertos e ampliando nossas frentes.

Em 2020 será o ano das grandes realizações e sem dúvidas alguma, de novos desafios. Ainda não planejamos nada o que farei nesse exercício, mas tenho claro dois aspectos, assim como foi traçado em outros anos. A primeira é que continuarei firme com minha jornada cristã eclesiástica, ficarei firme na Fé, sonhando em servi ao meu Senhor em sua Obra, além de estar atento ao Seu chamado. O segundo ponto é que atuaremos com maior ênfase e convicção no campo político, colaborando com o assessorando do mandato do companheiro Rogério na Câmara de Vereadores, organizando fervorosamente a base política do PT Ilhota, onde pretendo consolidar minha identidade de liderança no Partido, além de articular a militância social no município. Essas serão, certamente, as minhas lutas e ações neste ano.

Quanto as demais coisas, o planejamento da minha vida em 2020 será tudo pautado em concordância com minha esposa, pois não posso tomar nenhuma decisão sem que ela seja consultada. Seja qual for o termo do assunto, tudo deverá ser em comum acordo entre os dois. Emprego, venda da casa/terreno, escrituração do imóvel, regularização do IPTU e do MEI, pagamentos de dívidas, eleições e viajem serão os itens principais do planejamento.

Não ficarei depressivo nem cairá em desânimo. Tentarei ser o mais forte possível e a realização disso tudo dependerá apenas de mim, com permissão de Deus.

Feliz 2020 a todas e todos que lê esse artigo. Aos meus amigos e amigas, companheiras e companheiros, leitores e seguidores, estaremos juntos. Felicidades e prosperidade em saúde, alegria e monetárias neste ano.

Entregue sua vida a Ele que sua vida será melhor. Te amo, Rose!

[e-Book] Construindo uma equipe de Campanha Eleitoral

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Contato com a população, gerenciamento de redes sociais, estudos acerca do cenário político atual, administração de recursos, atenção à legislação e outras dezenas de tarefas, são imprescindíveis no momento de organizar uma campanha eleitoral.

O fato é: sozinho, você não conseguirá executar todas as ações necessárias para ser eleito. Por isso, neste conteúdo vamos te contar quais são as peças-chave para compor uma equipe de Campanha Eleitoral, além de algumas dicas para ter o time de sucesso!

Há 88 anos, as mulheres conquistaram o direito ao voto no Brasil

Dia 24 de fevereiro - Dia da Conquista do Voto Feminino no Brasil

24 de fevereiro, Dia da Conquista do Voto Feminino no Brasil.

Depois de uma intensa campanha nacional levada por movimentos feministas, sociais e sindicais, o direito das mulheres de escolher seus representantes foi garantido em 24 de fevereiro de 1932. Hoje, na data, o Brasil comemora 88 anos da conquista do voto feminino.

Este foi um dos passos conquistados pelas mulheres para ocupar seu espaço no cenário político brasileiro.  A República Federativo do Brasil já foi presidida por uma mulher. Dilma Rousseff, foi eleita em 2010 e reeleita para um segundo mandato e desposta por um golpe, através do impeachment orquestrado pelo candidato derrotado nas eleições presidências de 2014. No país, temos apenas uma governadora, Fátima Bezerra do PT, eleita em 2018 para governar o estado do Rio Grande do Norte.

No Senado, sete mulheres foram eleitas em 2018 e bancada feminina que assumiu no dia primeiro de fevereiro de 2019 terá 12 mulher, nenhuma delas é catarinense. Na Câmara dos Deputados, os próximos quatro anos, 15% será ocupada por mulheres. O número ainda está bem abaixo do que a gente gostaria, mas já representa um avanço. Houve um aumento de 51% entre 2014 e 2018 e foram 77 mulheres eleitas na último eleição. Dos 16 catarinenses na Câmara dos Deputados 4 serão mulheres, Caroline de Toni, Geovânia de Sá, Angela Amin e Carmen Zanotto. Em Santa Catarina, o estado nunca teve uma mulher governadora, mas em 2018, elegeu-se Daniela Cristina Reinehr, a primeira vice-governadoranatural que é natural de Maravilha. A Assembleia Legislativa, dos 40 deputados estuais, apenas 4 são mulheres, entre elas, Ada de Luca, Ana Caroline Campagnolo, Marlene Fengler, Luciane Carminatti do PT e Paulinha. Em Ilhota, a prefeitura nunca teve uma mulher prefeita nem vice-prefeita em 60 anos de emancipação política.Já na Câmara de Vereadores, apenas duas mulheres ocuparam o parlamento municipal.

No entanto, a participação da mulher no cenário político ainda está longe de representa-las, especialmente no Legislativo e Executivo. O PT já estabeleceu a paridade de gênero como regra em seu estatuto e nestas eleições e estimula que mais mulheres e jovens participem desse processo tão importante na vida política do país.

Fomos enganados

Bolsonaro rindo

A internet deveria ser uma maneira de conectar toda a humanidade, quebrando barreiras e unindo todos, independente do credo ou cor da pele.

Mas as forças fascistas que mergulharam o mundo na escuridão 80 anos atrás estão de volta, e agora estão implantando vastos exércitos de contas falsas para nos colocar uns contra os outros. Para nos fazer desconfiar, odiar e até matar.

Na Índia, homens e mulheres inocentes foram linchados depois que fake news viralizaram no WhatsApp dizendo que eles teriam roubado crianças. Numa cidade alemã, um estudo histórico apontou que quanto mais as pessoas usavam o Facebook, mais ataques contra refugiados eram registrados. Além disso, o novo presidente do Brasil foi eleito depois que mentiras absurdas sobre seu oponente se tornaram virais nas redes sociais — uma pesquisa mostrou que 89% de seus eleitores acreditaram nelas!

Essa é uma guerra de propaganda estilo “vale tudo” que nos alcança em qualquer lugar, a qualquer momento, por meio de nossos telefones!

Mas há um jeito de acabar com isso.

Durante as eleições no Brasil, a Avaaz realizou um experimento e os resultados foram incríveis! Apenas seis pessoas receberam treinamento básico para investigar essas redes de mentiras, e elas conseguiram derrubar verdadeiras fábricas de notícias falsas que alcançaram *16 milhões* de pessoas. Imagine se multiplicássemos isso por dez?!

Com eleições importantíssimas se aproximando no Canadá, União Europeia e Índia, precisamos agir muito rápido. Faça uma doação agora com apenas um clique — se arrecadarmos recursos suficientes, vamos montar equipes com os melhores especialistas no assunto para defender nossas democracias. Nossos pais e avós lutaram por isso e nos ensinaram que ódio só gera mais ódio. Agora, cabe a nós protegermos isso — se não lutarmos para que a verdade prevaleça, ninguém irá.

Resultado de imagem para bolsonaro traidorMedo e raiva evocam o pior de nós. E aqueles que querem dividir a humanidade encontraram uma arma poderosa nas redes sociais, onde blogs falsos têm mais acesso que reportagens de ponta da BBC ou O Globo.

Nossa comunidade tem lutado contra isso desde o começo. Pressionamos os executivos das empresas de redes sociais a agirem, dialogamos com legisladores de Berlim à Brasília e investigamos as maiores redes de desinformação do mundo. Mas não é o suficiente. Até agora, Europa e o Canadá conseguiram resistir à extrema direita, mas tudo pode mudar com as eleições deste ano.

Nosso teste no Brasil mostrou como parar essa tsunami de fake news: detectando as histórias falsas assim que elas viralizem e denunciando quem as publicam e divulgam deliberadamente para desinformar os outros. Mas para que isso funcione, precisamos contratar e treinar muito mais pessoas para investigar, se infiltrar e derrubar essas gigantescas redes de propaganda. E com eleições importantes se aproximando em vários lugares, precisamos agir AGORA!

O movimento da Avaaz é movido pela crença que todos nós temos muito mais em comum do que diferenças. Essa união é o que mais assusta àqueles que querem nos colocar contra uns aos outros — doe agora e vamos juntos lançar esse esforço movido por cidadãos para defender a verdade, antes que seja tarde demais.

Esse é um chamado à luta. Para todos nós. Para lutarmos por um mundo que é lindo demais para ser deixado nas mãos de fascistas e dos intolerantes cheios de ódio. E, já que as redes sociais se tornaram o sistema nervoso central que conecta toda a humanidade, é justamente aí que precisamos agir — e vencer.

Com esperança e determinação, Christoph, Bert, Marigona, Allison, Camille, Jenny, Rosa e Ricken em nome de toda a equipe da Avaaz.

Mais informações

Assista a outros vídeo do documentário que põe em dúvida a facada no mito

A faca do mito

O documentário sobre a facada no mito, deixa claro que se tratou de uma ação grupal e não individual.

A longa, minuciosa e competente análise dos vídeos e fotos  não deixa dúvida nenhuma quanto ao fato de que candidato, agressor, seguranças e pessoal de apoio tinham um único e indisfarçável objetivo: propiciar o atentado.

Tanto que, de forma até hilária, ao fracassar na primeira tentativa de arremeter contra Bolsonaro, Adélio Bispo de Oliveira derrubou sem querer o boné de um segurança – o qual nem depois de atropelado teria se dado conta de que estava diante de um indivíduo armado e pronto para esfaquear aquele por quem ele deveria zelar! Acredite quem quiser.

E o documentário é igualmente bem sucedido em deixar claro que aquelas pessoas (sempre as mesmas!) circulando ao redor de Adélio nada fizeram para proteger Bolsonaro, mas tudo fizeram para evitar que os admiradores do Mito linchassem o Adélio, não demonstrando o mais remoto receio de serem esfaqueadas pelo suposto agressor descontrolado. Por último, a arma do crime misteriosamente sumiu naquele instante, só sendo encontrada (?) convenientemente depois.

Partes do documentário

Assista ao documentário completo acessando este link!

[Documentário] A faca do mito

Alguns dias antes da posse de Bolsonaro, um documentário viraliza na rede na que coloca em xeque o atentado contra Jair Bolsonaro. O documentário “Facada no Mito” que levanta suspeitas de que o “atentado” contra Bolsonaro seria uma armação, passou das 100 mil visualizações em poucas horas, a dois dias da posse do presidente eleito; audiência continua crescendo em ritmo acelerado.

O documentário foi lançado no dia 22 de dezembro no canal do YouTube True or not (que significa verdadeiro ou não numa tradução literal),  uma conta supostamente fake. O vídeo de 57 minutos contém uma análise minuciosa das imagens e circunstâncias do atentado contra Jair Bolsonaro em setembro do passado, em Juiz de Fora, Minas Gerais.

Cuidadosamente, os autores do documentário, que ainda são anônimos, mostram incoerências na narrativa que envolve e fatídica facada e apresentam recortes impressionantes das imagens que registraram o momento do ataque, como interações estranhas entre o autor do crime, Adélio Bispo, seguranças do presidente eleito e apoiadores.

A faca apresentada pelas autoridades como arma do crime também é colocada em xeque.

O vídeo repercutiu apenas em veículos de mídia alternativa, como a Fórum. Após a divulgação, na manhã do domingo, dia 30 de dezembro de 2018, o documentário tinha pouco mais de 48 mil visualizações. Em pouco mais de 6 horas o número de visualizações saltou para mais de 112 mil.

A posse

Elegemos um grupo do WhatsApp para governar o país!

Elegemos um grupo do WhatsApp para governar o país!

Não irei à sua posse
Porque sou negro cotista
Sou filho da diarista
Daquela cuja empregada
que a carteira assinada
Você queria negar.

Não irei à sua posse
Porque sou homoafetivo
Filho do índio nativo
Dono desse lugar
Cujas terras demarcadas
Você reluta em tomar.

Não irei à sua posse
Porque sou mulher educada
Não nasci de fraquejada
E luto por igualdade
E isso me engrandece
Mas respeito e liberdade
não é coisa pra covarde
Isso você desconhece.

Não irei à sua posse
Porque sou trabalhador
Se sem direitos estou
É porque você contribuiu
Pra reforma trabalhista
Assassinou o sindicato
E o povo pagará o pato
Do modelo escravagista.

Não irei à sua posse
Porque eu sou um retirante
Filho de um imigrante
Imitante de Jesus
Que também por um instante
foi um simples imigrante
Pra cumprir com sua cruz.

Não irei à sua posse
Porque sou deficiente
Sou humano, sou valente
Mas tenho vergonha na cara
Minha cadeira de rodas
Segue outra direção:
A do respeito, inclusão
A direção bem contrária
Dessa farsa anunciada.

Não irei a sua posse
Porque eu sou a poesia
Sou poeta sou folia
Sou a cantiga de rodas
Sou quilombo, sou favela
Sou a pipa da janela
Voando a favor do vento
Caindo na plantação
De uma reforma agrária
Sou a raça libertária
Sou alegria perene
Por isso não me condene!
Sua graça é temporária.

Recebido no grupo do Comitê pela Democracia
Autor desconhecido.

Por que os evangélicos votaram em Bolsonaro?

Por que os evangélicos votaram em Bolsonaro

Primeiro é importante destacar que, se as aparências costumam enganar, talvez no campo evangélico enganem mais ainda. Um exemplo foi uma pesquisa coordenada por professores da USP e da Unifesp, com participantes da marcha pra Jesus em junho de 2017, organizada pela direita evangélica. Foi observado que “ao contrário do que poderia apontar o senso comum, as opiniões desses fiéis têm mais matizes com respeito à questão de gênero e de direitos das minorias LGBT do que o alinhamento fechado da influente bancada evangélica no Congresso, composta por 75 deputados federais e três senadores”. Na pesquisa durante Marcha para Jesus em 2018, Lula teve 20,09%, seguido pelo deputado federal Jair Bolsonaro (PSL), com 15,6%, a intenção de votos. Talvez nenhum evangélico, mesmo petista, apostasse em um resultado semelhante em função da aparência na conjuntura naquele momento.

De fato nas eleições as pesquisas eleitorais apontam uma votação em Bolsonaro para presidente no segundo turno maior que a média geral o que indica que o voto evangélico ajudou na sua vitória. Destacamos aqui alguns elementos que provavelmente ajudou a conquistar esse resultado.

No inicio de 2013, quando o Deputado Marco Feliciano foi eleito como presidente da Comissão de Direitos Humanos da Câmara dos Deputados, o Deputado Jair Bolsonaro (PP/RJ) se aproximou mais da Bancada Evangélica e da Comissão, fazendo um papel de defesa agressiva e ganhou a simpatia dos deputados evangélicos. Em 2016, deputado federal Jair Bolsonaro, já no PSC, foi batizado no Rio Jordão, em Jerusalém, pelo Pastor Everaldo, presidente do PSC. No mesmo ano foi também lançado com pré-candidato a presidência pelo PSC, começando desde já, sua campanha e fortemente entre os evangélicos.

Enquanto Bolsonaro fazia sua campanha presidencial, a pauta do PT era “Não vai ter golpe” e na sequência o “Lula Livre”. Não havia espaço para uma tentativa de dialogo com os evangélicos, pois todas as energias estavam tomadas por essas pautas.

Outro aspecto a ser analisado melhor foi o número de lideranças representativas que declararam apoio e fizeram uma campanha aguerrida pro Bolsonaro. Um dos aspectos que talvez tenha influenciado foi o fim das doações de empresas que deixou o PT sem recursos para os famosos “projetos eleitorais” entre os evangélicos. Talvez tenha ficado então a identidade ideológica de projeto de poder político dessas lideranças com Bolsonaro. Aqui entraria as narrativas falaciosas de combate ao comunismo, “defesa da família”, LGBTI, Aborto, transferência da embaixada de Israel para Jerusalém, e principalmente a expectativa de participação fisiológica no governo. Não podemos deixar de destacar o fato da esposa de Bolsonaro ser membro de uma igreja Batista, o que talvez tenha ajudado a fortalecer o diálogo.

Para facilitar ainda mais a campanha do Bolsonaro a esquerda entre os evangélicos parece um elefante em uma loja de louças. Seria interessante perguntar quais são os erros da esquerda com os evangélicos, com o objetivo de torna conhecido os momentos em que foi colocado gasolina da fogueira da direita visando apagar o fogo. Citando apenas dois exemplos, temos a reação contra Marcos Feliciano quando foi eleito presidente da comissão de direitos humanos. Entendemos que a esquerda fez dele uma vítima e ajudou a dar visibilidade nacional, enchendo a bola da bancada evangélica.

Outro exemplo foi a declaração de Haddad: “Sabe o que é o Bolsonaro? Ele é o casamento do neoliberalismo desalmado, representado pelo Paulo Guedes, […] com o fundamentalismo charlatão do Edir Macedo. Isso é o Bolsonaro”. Talvez se equipare a Haddad pedir para os evangélicos não votar nele. Não sei se a esquerda sabe que é preciso dizer de forma muito clara que, chegando ao poder, vai respeitar a liberdade religiosa dos fundamentalistas. Não são raras as vezes que políticos de esquerda usam a palavra “fundamentalistas”, de forma inapropriada expressando exatamente o contrário. Precisamos nos lembrar de que até poucos anos atrás não havia liberdade religiosa na União Soviética.

Além desses dois exemplos podemos falar de muitos outros que, em minha opinião, fazem com que a esquerda termine criando uma falsa imagem de si mesma perante os evangélicos e, consequentemente, empurrando-os para a direita. Compartilho o texto do EPJ – Evangélicos Pelo Justiça, “O cristão e a Esquerda”. Nele se mostra o erro de se falar que é “a favor de aborto” e trata um pouco da questão LGBT.

Aparentemente a distância entre o “mundo da esquerda” e o “mundo evangélico” tem aumentado cada vez e está mais difícil fazer pontes. Para piorar ainda mais a situação temos mudanças conjunturais gigantes que ainda não foram suficientemente compreendidas. O lado bom é que a esquerda com um todo tem percebido a necessidade de dialogar com esse campo. Enfim, a luta continua!

Felizes os que têm fome e sede de justiça!

Geter Borges de Sousa.

Copie e cole e passe adiante…

Keep Calm and Ctrl+C Ctrl+V

Quem me conhece, sabe que:

  1. Sou a favor das políticas sociais.
  2. Bandido bom é bandido ressocializado; e lugar de criança é na escola.
  3. Criminosos de colarinho branco também são bandidos.
  4. Apologia à tortura é crime.
  5. Sou pró-família (independente de sua constituição).
  6. Sou contra a erotização de crianças, mas a favor de uma educação sexual.
  7. Sou a favor de acabar com todo e qualquer privilégio da classe política.
  8. Cotas devem existir para pessoas de classes sociais menos favorecidas, para negros, índios e pessoas com deficiência.
  9. Direitos humanos é direito de todos e, se não fosse por eles, não seríamos uma sociedade.
  10. Policiais, Professores e Profissionais da Saúde deveriam ganhar mais do que deputados e senadores.
  11. O Brasil é laico e todas as religiões merecem respeito, inclusive quem não tem religião nenhuma.
  12. O feminismo protege a mulher contra todos os tipos de violência a qual está submetida e luta por direitos iguais, nem mais, nem menos.
  13. Racismo é abominável.
  14. Somos todos iguais, porém é notório o preconceito ainda enraizado na nossa sociedade.
  15. Sou a favor de políticas públicas que beneficiem as minorias.
  16. Sou contra quem prega violência de qualquer tipo. A solução de problemas sociais não passa pela militarização.
  17. Sou contra a liberação do porte de arma e a caça “esportiva”.
  18. Sou contra educação básica à distância e defendo a educação integral.
  19. Sou contra a censura.
  20. Sou contra autoritarismo.
  21. Sou a favor da preservação ambiental, da democracia, da existência do Ministério do Meio Ambiente, do Pacto de Paris, da demarcação das terras indígenas.
  22. Sou a favor do amor, diversidade, respeito, igualdade social, união, desenvolvimento humano e digo não à violência!

Copiei grupo do Comitê pela Democracia, que alguém do grupo copiou de uma outra pessoa que também copiou de outra e estamos e repassamos pra frente. Fico feliz de ter amigas e amigos que são assim, como a gente. Não estamos sozinho! Temos esses mesmos valores e não consideramos algo negociável.