Qatar no tempo extra

Qatar 2022

A Copa do Mundo de 2022 ainda é de cinco anos de distância, mas o tempo está passando rápido para o Qatar para fazer alterações para o visto de trabalhador migrante ou sistema ‘Kefala’. No mês passado, a Organização Internacional do Trabalho da ONU (OIT) concedeu Qatar tempo extra para promulgar reformas. [1]

Apenas algumas semanas antes de lançar o nosso c ampaign maio 2016, a OIT deu Qatar por ano para melhorar suas leis trabalhistas. Em dezembro de 2016, as autoridades introduziram nova legislação, que removeu algumas das restrições aos trabalhadores mudando empregadores. No entanto, essas mudanças não vão longe o suficiente como os trabalhadores continuam a exigir permissão de seus empregadores a mudar de emprego ou sair do país, o que significa que continuam vulneráveis à exploração. [2]

Assine nossa petição para pedir a revogação de autorizações de saída para os trabalhadores migrantes.

Em 21 de março, a OIT deu Qatar até novembro deste ano para fornecer mais informações sobre os direitos dos trabalhadores migrantes para entrar e sair do país livremente. Isso ocorre porque a OIT concluiu que as reformas por Qatar não foram suficientes. Aja agora para acabar com o trabalho forçado no Qatar.

Estamos convidando Qatar respeitar os trabalhadores migrantes em tempo para a próxima revisão da OIT. A Copa do Mundo de 2022 não deve ser uma vitória para trabalho forçado.

Em solidariedade,
Joanna, Freedom

Entenda por que o brasileiro Marin foi preso na Suíça a pedido dos EUA

Fifa - Ilustração de Carlos Latuff, Dialison Cleber Vitti, Dialison Cleber, Dialison Vitti, Dialison, Cleber Vitti, Vitti, #DialisonCleberVitti, @dcvitti, dcvitti, #blogdodcvitti, Ilhota, 2015, Newsletter, Feed

Interpol havia solicitado detenção do cartola ao Brasil, mas por não se encontrar no país, detenção ocorreu em Zurique; ele deverá ser extraditado aos EUA.

José Maria Marin, ex-presidente da CBF (Confederação Brasileira de Futebol), foi detido na manhã desta quarta-feira (27) em Zurique, na Suíça, junto om outros oito dirigentes de futebol. O pedido para as prisões foi feito pela Justiça dos Estados Unidos, que investiga uma rede de subornos na escolha das sedes das edições da Copa do Mundo em 2018 e 2022. Ele deverá ser extraditado para os EUA, onde será julgado. A rede de corrupção pode existir há pelo menos 24 anos.

A Justiça dos EUA já havia pedido ao governo brasileiro, há alguns dias, a detenção de Marin. A ordem foi emitida assim que o FBI e a Justiça do país concluíram o indiciamento. O alerta da Interpol chegou a ser emitido, mas o cartola não estava em território brasileiro e, por esse motivo, a prisão foi efetuada na Suíça, que também recebeu o alerta.

As autoridades suíças não têm o histórico de colaborar com investigações e podem, inclusive, recusar a extradição de acusados por crimes fiscais. Mas, por se tratar de um crime comum e pelo fato do Departamento de Justiça da Suíça também estar investigando a Fifa por corrupção e lavagem de dinheiro, o país uniu forças com os Estados Unidos na operação.

A ação da Justiça norte-americana tem como fundamento o fato de que a lei do país dá ao Departamento de Justiça autoridade para investigar estrangeiros que vivem no exterior caso estes tenham alguma ligação com o país. Esta conexão pode ser identificada a partir do uso de serviços de bancos ou até de provedores de internet norte-americano.

No caso da investigação da cúpula da Fifa, as autoridades do país entenderam que foram cometidos e preparados três crimes nos Estados Unidos, com pagamentos realizados por meio de bancos americanos.

Quatro pessoas que se declararam culpadas estão colaborando com as investigações, em uma espécie de delação premiada. Entre elas está o empresário brasileiro José Hawilla, dono e fundador do grupo Traffic, um conglomerado de marketing esportivo responsável por diversas negociações de direitos de transmissão. Hawilla também é dono da TV Tem, afiliada da TV Globo.

Embrião da corrupção

Há suspeitas de que o esquema de corrupção funcionou por 24 anos, mas o início das investigações ocorreu por suspeitas de fraude na escolha da sede das copas do mundo de 2018, na Rússia e 2022, no Qatar. Os Estados Unidos eram o principal candidato para sediar o mundial de futebol em 2022.

As suspeitas de corrupção na Concacaf (Confederação de Futebol das Américas Central e do Norte) fizeram com que o FBI entrasse na investigação.

“A acusação alega que a corrupção é desenfreada, sistêmica e profundamente enraizada tanto no exterior como aqui nos Estados Unidos”, disse a procuradora-geral dos Estados Unidos, Loretta Lynch.

Segundo o Departamento de Justiça dos EUA, eventos como os jogos das Eliminatórias da Copa na Concacaf, a Copa Ouro, a Concachampions, a Copa América e a Copa Libertadores teriam participado do esquema de pagamentos de propinas e subornos. Há ainda o indício de irregularidades na escolha da sede da Copa de 2010, na África do Sul.

Brasil

A presidente Dilma Rousseff, que está em visita oficial no México, comentou as prisões: “acredito que toda investigação sobre essa questão é muito importante, acho que ela vai permitir uma maior profissionalização do futebol. Não vejo como isso pode prejudicar o futebol brasileiro, acho que só vai beneficiar o Brasil”.

A mandatária defendeu a investigação de eventuais desvios na Copa do Mundo no Brasil em 2014 e também de outros mundiais. “Acho que se tiver que investigar, investigue todas as Copas, todas as atividades. Isso vale para todos, vale desde a [Operação] Lava Jato até essa prisão, há que investigar, não vejo por que não”.

Fifa

Em comunicado oficial, o presidente da Fifa, Joseph Blatter, afirmou que as investigações começaram por ação da própria entidade. “Enquanto muitos estão frustrados com o ritmo da mudança, eu gostaria de frisar as medidas que tomamos e que continuaremos a tomar. De fato, essas ações tomadas pelo Escritório da Procuradoria Geral da Suíça foram iniciadas depois que nós apresentamos um relatório às autoridades suíças final do ano passado”, explicou.

Fonte: Opera Mundi

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Paraíso perdido, um filme de Paulo Perdigão

Rede de 15 mil quilômetros de fibras ópticas ficará como legado da Copa

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Durante balanço de ações de organização da Copa do Mundo da FIFA 2014, divulgado na segunda-feira (14), o ministro das Comunicações, Paulo Bernardo, destacou que rede de 15 mil quilômetros de fibras ópticas foi instalada pela Telebras e interligou os 12 estádios que receberam jogos do Mundial, além de outros locais oficiais do torneio. Essa infraestrutura suportou um volume de dados circulados de 166 terabytes e fica de legado.

O evento somou, no total, 517 horas de transmissão sem interrupções. Foram 64 jogos, além de treinos e entrevistas de técnicos e jogadores. Paulo Bernardo também lembrou que foram instaladas mais de 15 mil antenas de telefonia móvel. Destas, mais de 3.200 foram colocadas dentro dos estádios, permitindo tráfego de dados de 25 terabytes nas arenas.

De acordo com o Sindicato Nacional das Empresas de Telefonia (SindiTelebrasil), a final da Copa do Mundo de 2014, entre Alemanha e Argentina, no domingo (13.07), no Maracanã, bateu o recorde de envio de fotos pelos torcedores. As redes de telecomunicações instaladas pelas prestadoras registraram um volume de tráfego de dados equivalente a 2,6 milhões de fotos, com tamanho médio de 0,55 MB.

As interações nas redes sociais superaram os três bilhões, transformando a Copa do Mundo no Brasil no maior evento de redes sociais do planeta, de acordo com o ministro das Comunicações. Paulo Bernardo também citou que foram vendidos 16,1 mil chips de celular para estrangeiros durante a Copa e outros 341 mil visitantes usaram o serviço de roaming. Além disso, houve aumento de 60% nas vendas de aparelhos de TV, total de 8 milhões de televisores comercializados no mês de junho.

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Quatro coisas que todos deveriam saber sobre a Copa 2014

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Apesar das controvérsias sobre a realização da Copa do Mundo no Brasil, um fato que é certamente positivo – e pouquíssimo divulgado – é que quatro dos estádios construídos para o evento esportivo somam 5,4 MW de produção de energia elétrica proveniente de células fotovoltaicas.

1. Estádio Mineirão, Belo Horizonte (1,4 MW)

O Estádio Mineirão, localizado na cidade de Belo Horizonte, é o primeiro estádio de futebol do Brasil equipado com painéis fotovoltaicos em sua cobertura, com capacidade de 1,4 MW, operando desde maio de 2013. O Mineirão foi inaugurado em 1965 e submetido a enormes modificações para se adequar às normas da FIFA, tendo atualmente capacidade para 62. 170 torcedores. O novo sistema solar, que custou de 12,5 milhões de euros, direciona a energia produzida para a rede elétrica local, ao invés de abastecer diretamente o estádio, gerando o suficiente para suprir a necessidade de aproximadamente 900 residências por ano.

2. Estádio Nacional Mané Garrincha – Brasília (2,5 MW)

O novo estádio Mané Garrincha, com capacidade para 70.000 torcedores, conta com um sistema de captação de energia solar de 2,5 MW instalado no perímetro de sua cobertura. Outros aspectos importantes quanto à eficiência das instalações desportivas incluem um sistema de captação de água pluvial para sua reutilização e um sistema de iluminação com LEDs. O estádio, que substituiu o antigo Estádio Mané Garrincha de Brasília, foi inaugurado em maio de 2013 e receberá uma série de jogos da Copa deste ano e diversos eventos das Olimpíadas do Rio em 2016.

3. Arena Pernambuco – Recife (1,4 MW)

Como todos os estádios construídos para o mundial, a Arena Pernambuco atende algumas normas de sustentabilidade ambiental como a captação de energia solar e água da chuva, ventilação natural e gestão de resíduos sólidos. Após servir aos jogos da Copa, será um equipamento multiuso destinado também a outros esportes, shows, feiras e convenções.

4. Maracanã – Rio de Janeiro (500 kW)

O projeto de remodelação, que respeita sua concepção original, incluiu a demolição completa do anel inferior para a construção de uma nova arquibancada com melhor visibilidade, a melhoria das monumentais rampas e a substituição de todos os assentos, além da instalação de uma nova cobertura que captará a água da chuva para reutilização. A fachada tombada pelo IPHAN permaneceu intacta.

Apesar dos avanços do Brasil em energia solar, há competidores da Copa do Mundo que não têm tanta sorte nesse aspecto. Uma ONG britânica informou que 11 dos países competidores produzem apenas o equivalente ou menos que o estádio de Brasília, destacando os desafios da pobreza energética.

Texto originalmente publicado no site upsocl.com com o título “Aqui hay 4 cosas del Mundial de Brasil que pocos saben y que todo el mundo deberias saber y tiene poco que ver com futebol” e chupado do blog Pragmatismo Político.

“A Fifa tem a estrutura de uma máfia!”

Andrew Jennings, Dialison Cleber Vitti, Dialison Cleber, Dialison Vitti, Dialison, Cleber Vitti, Vitti, #DialisonCleberVitti, @dcvitti, dcvitti, #blogdodcvitti, Ilhota, 2014

Conheça um pouco da história de Andrew Jennings, um dos autores do livro Brasil em jogo O que fica da Copa e das Olimpíadas? que ainda quero ter, e vou comprá-lo.

Premiado jornalista investigativo escocês, mundialmente conhecido pelo seu trabalho sobre o Comitê Olímpico Internacional e a Fifa, que ele chama da “máfia dos esportes” globais. É autor de Jogo sujo, o mundo secreto da Fifa (Panda Books, 2011), entre outros. Até hoje é o único repórter do mundo banido das coletivas de imprensa da Fifa.

Nascido em 1946, na Escócia. Mudou-se para Londres, na Inglaterra, ainda criança. Nos anos 1960, começou a carreira trabalhando para o jornal The Sunday Times. Passou por outras publicações britânicas até chegar à rádio BBC Four e, depois, à BBC TV, onde se destacou como repórter investigativo. Preparou reportagem sobre corrupção na New Scotland Yard, quartel-general da Polícia Metropolitana de Londres, que a emissora recusou-se a exibir. Demitiu-se, escreveu um livro sobre o tema – Scotland Yard’s Cocaine Connection (Jonathan Cape, 1990), com Paul Lashmar e Vyv Simon – , refez a matéria com Paul Greengrass (diretor de O ultimato Bourne) e a exibiu pelo programa World in Action, da TV Granada, do Reino Unido, em 1986.

Passou a atuar como colaborador do programa, para o qual realizou várias reportagens e documentários. Sua investigação sobre o envolvimento britânico no caso Irã-Contras ganhou a Medalha de Ouro 1989 do New York TV Festival. Em 1992, revelou o passado fascista do então presidente do Comitê Olímpico Internacional (COI), Juan Antonio Samaranch, e a corrupção dentro da organização. A denúncia lhe valeu uma sentença de prisão por cinco dias, algo que ele considera o maior prêmio que já ganhou na carreira.

Liderou, em 1993, a equipe que tornou-se a primeira da televisão ocidental a gravar imagens da Chechênia, para uma matéria sobre a atividade mafiosa no Cáucaso, transmitida pela Carlton TV. No mesmo ano, apresentou o programa Bus Stop na BBC Four. Na televisão, voltou a destacar-se ainda pelo trabalho investigativo sobre Hamilton Bland, técnico de esportes aquáticos do Comitê Olímpico Britânico, em 1997, e sobre a privatização ferroviária no Reino Unido, em 1998, para o World in Action.

Depois de 20 anos, voltou para a BBC TV, onde participa do programa de documentários Panorama. Começou investigando várias alegações de corrupção dentro da Federação Internacional de Futebol Association (Fifa), atribuidos a Jack Warner, presidente da Confederação de Futebol da América do Norte, Central e Caribe (Concacaf), que incluiam milhões de dólares em suborno para garantir os direitos de comercialização para a ISL, empresa suíça de marketing esportivo. No mesmo programa, mostrou ainda como funciona a prática da compra de votos para garantir a posição de Sepp Blatter, presidente da Fifa.

Continuou a explorar o tema em outras reportagens. Em uma delas explorou a relação entre o político e ex-atleta olímpico Sebastian Coe e o Comitê de Ética da Fifa. Em outra, de grande repercussão no Brasil, apresentou a denúncia de corrupção de alguns membros da Fifa e do Comitê Executivo que votou na escolha da sede da Copa do Mundo de Futebol 2018, envolvendo Ricardo Teixeira, presidente da Confederação Brasileira de Futebol e, então, do Comitê Organizador da Copa do Mundo de Futebol Brasil 2014, Nicolás Leoz, presidente da Confederação Sul-Americana de Futebol (Conmebol), e Hayatou Issa, presidente da Confederação Africana de Futebol (CAF). Eles teriam recebido suborno da ISL, então detentora dos direitos de transmissão de televisão do evento e que foi à falência no início de 2011. Desde março de 2003, seu nome é o único proscrito das entrevistas coletivas promovidas pela Fifa, por ordem expressa de Blatter.

Escreveu para os jornais Financial TimesThe Sunday TimesThe TimesThe GuardianThe ObserverThe Daily TelegraphPrivate Eye e New Statesman, com matérias republicadas no mundo inteiro. No rádio, atua em vários canais da BBC, incluindo os transmitidos internacionalmente. Na BBC Radio Five apresentou o programa On The Line, sobre Esportes, e o Seven Brides for One Brother, sobre poligamia no estado americano de Utha. No ano 2000, montou um programa dividido em quatro partes sobre seu livro de escândalos olímpicos.

Em outubro de 2011, esteve em Brasília (DF), onde depôs em audiência pública da Comissão de Educação, Esporte e Cultura do Senado Brasileiro sobre o envolvimento de Blatter, João Havelange, ex-presidente da Fifa, e Ricardo Teixeira em irregularidades.

Mantém, na Internet, o site www.transparencyinsport.org, onde divulga suas ideias e publicações.

Ganhou muitos prêmios na Europa e na América, além do de 1989, entre eles o Prêmio Gerlev 1998, por sua “contribuição para a liberdade de expressão democrática no esporte”;  o Prêmio Integridade em Jornalismo 1999, atribuído pela OATH, um grupo formado por atletas olímpicos, e o Prêmio da Royal Television Society 2000, por sua investigação de corrupção nos Jogos Olímpicos. É membro honorário vitalício da Associação Americana de Treinadores de Natação, cargo concedido por seu trabalho de investigação sobre os escândalos de doping e de manipulação de resultados na natação olímpica.

Participa de conferências acadêmicas em diversos países de todos os continentes, inclusive no Brasil, onde mostrou-se favorável à abertura de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) sobre a administração de Ricardo Teixeira na CBF, conforme proposta pelo ex-jogador Romário de Souza Faria, campeão mundial de 1994.

Além de Scotland Yard’s Cocaine Connection, escreveu Os Senhores dos Anéis: Poder Dinheiro e Drogas Nas Olimpíadas Modernas (Best Seller, 1992), Jogo sujo: o mundo secreto da Fifa (Panda Books, 2011) e, mais recentemente, Um jogo cada vez mais sujo: o padrão Fifa de fazer negócios e manter tudo em silêncio (Panda Books, 2014).

Confira alguns vídeos disponibilizado na rede:

Onde estavam os covardes?

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Onde estavam ontem os políticos que festejaram a escolha do Brasil como sede da Copa do Mundo de 2014? Onde estavam: Lula, Sérgio Cabral, Eduardo Campos, Aécio Neves, José Serra, Jaques Wagner, Yeda Crusius, Cid Gomes, Carlos Eduardo de Sousa Braga, Wilma de Faria, Roberto Requião, José Roberto Arruda, Blairo Maggi? Onde estava Marina Silva que queria uma sede no Estado dela, o Acre? Onde estavam os prefeitos, senadores, deputados, ancoras de televisão e rádio que queriam tanto a Copa do Mundo? Onde estavam os prefeitos e governadores responsáveis pelas obras exigidas pela Fifa? Ontem, (12/06) coube a uma única mulher receber toda a agressão de uma torcida rica e privilegiada que conseguiu ingressos para o jogo de abertura em São Paulo. Uma elite raivosa que não perde a chance de destilar seu ódio de classe, seus preconceitos e sua falta de educação. Parabéns, presidenta Dilma, você não se escondeu nos palácios da República como fizeram os governadores, inclusive o senhor Geraldo Alckmin.

Artigo de Florestan Fernandes Jr. Publicado na fanpage Histórias da Esquerda

Abertura da copa também é o dia internacional contra o trabalho infantil

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Nesta quinta-feira (12), além da abertura da Copa do Mundo, também é importante lembrar do Dia Internacional contra o Trabalho Infantil. A Organização Internacional do Trabalho (OIT) aproveita a data para lançar mundialmente mais uma edição da campanha “Cartão vermelho para o trabalho infantil”. Vale lembrar, que entre as muitas críticas ao megaevento da FIFA, está o possível aumento da exploração e do trabalho infantil.

Segundo a OIT, cerca de 168 milhões de crianças são vítimas deste problema no mundo. São meninos e meninas sem o direito a uma vida de criança, que são impedidos de crescerem em um ambiente onde recebam carinho, educação e, mais importante, passando para a fase adulta da vida no momento certo. A campanha convoca todas as pessoas a lutarem pelos direitos destas crianças.

De acordo com o Programa Internacional para a Eliminação do Trabalho Infantil (IPEC), da OIT, mais da metade das crianças vítimas da exploração do trabalho infantil são muito jovens para qualquer tipo de trabalho, o que coloca em risco sua integridade física. Além disso, cerca de 85 milhões de jovens entre cinco e 17 anos trabalham em locais que põem em risco suas vidas, como é o caso de fábricas e minas. Outras mais de 5 milhões de crianças são vítimas da escravidão moderna, sendo recrutadas contra sua vontade como soldados de exércitos governamentais ou em milícias.

Fonte Pulsar/Adital

Depois da Copa das Confederações agora são os R$ 120 milhões pro Papa

Papa Francisco

Disso eu não esperava, R$ 120 milhões pro Papa? R$ 120 milhões é o custo do orçamento público pra custear a visitinha do novo Papa ao país? Não acreditei quando li a notícia em destaque que recebi da newslatter via e-mail do blog Coluna Online. A cada dia aumenta minha indignação com a atual conjuntura nacional, em todos os setores e segmentos. De fato, não temos mais controle com os orçamentos públicos. O Papa não me representa! Jesus Cristo é o meu único salvador. E porque gastar tanto com a visita desse fulano? Estou cheio dessas baboseiras do catolicismo e que ainda continuam a zombar dos representantes e políticos evangélicos pentecostais. Sou evangélico sim e não me envergonho de louvar e glorificar a Deus todos os dias.

Mas vamos ao que nos interessa…

O governo foi devidamente avisado que as principais igrejas evangélicas preparam uma grande manifestação no Rio de Janeiro para o fim de semana de 20/21 de julho, véspera da chegada do papa Francisco à cidade. O objetivo dos religiosos é reunir mais de 1 milhão de pessoas contra os gastos públicos com a visita do líder católico, estimados em R$ 120 milhões. Não temos segurança, os hospitais continuam caindo pela tabelas, as escolas caindo pelo chão, mas temos copa, estádios e até o papa, nada contra ele, muito pelo contrário, mas de onde vem e para onde vai toda esta grana? Seria padrão FIFA ou padrão papa? Ou seria papa-tudo governamental?

Neste domingo, qual será a sua escolha?

Neste domingo, qual será a sua escolha... culto ou futebol?

Eu me decidi. Minha escolha é a igreja, louvar e agradecer a Deus por tudo o que ele está fazendo em minha vida. A questão não é ir na igreja no sábado ou no domingo, a questão é não ser manipulado pela grande mídia golpista que faz do Futebol a sua igreja e a Fifa o seu profeta. A final de um torneio ou um simples jogo qualquer é iludir o povo. Temos que vigiar irmãos, pois isso faz muito mau pra nossa obra. Sabemos que esse esporte elitista e burguês não representa toda massa. Tenho meu time de coração, o Vasco da Gama mas não assisto os jogos de futebol há um bom tempo. O futebol é pra mim é só isso! Sei que esse esporte pode e é manipulado para que o resultado seja favorável a atual conjuntura em que o país está passando e pelo que já li nas entrelinhas da Copa das Confederações e a política podre do seu profeta, o resultado será sim manipulado. Por fim, o que iremos ganhar com o jogo? Digo meu irmão que é apenas uma alegria passageira. No culto, uma alegria eterna. Neste domingo os pastores vão saber quem é quem na igreja…