Anote na agenda (21/02): Dia Internacional dos Livros Vermelhos

Dia Internacional dos Livros Vermelhos

Em 21 de fevereiro de 1848 foi publicado na Inglaterra um pequeno livro que modificou a compreensão da política em todo mundo e estabeleceu as bases para todos/as empenhados/as em construir uma sociedade livre da exploração do ser humano pelo ser humano: o Manifesto do Partido Comunista, redigido por Karl Marx e Friedrich Engels.

Apesar dos seus limites históricos, este pequeno documento ainda hoje é de fundamental importância para a teoria e a prática que busca superar o capitalismo. Diante da ofensiva conservadora que vivemos atualmente, a Assembleia Internacional dos Povos (AIP) definiu, no intuito de manter viva a esperança da transformação, o dia 21 de fevereiro como “Dia Internacional dos Livros Vermelhos”.

A proposta é que neste dia sejam realizadas, em todo o mundo, atividades culturais, musicais recuperando a importância e a necessidade da transformação social e que se faça a leitura de parte do Manifesto do Partido Comunista, bem como de outros livros “vermelhos”.

A Editora Expressão Popular apoia essa iniciativa da AIP e sugere a seus leitores e apoiadores que também se junte a nós nesta ideia. Assim, vamos recuperar a mística do estudo, da leitura e dos livros de pensamento crítico ao capitalismo, e que aponte para a organização e a transformação social.

Por isso, nesta semana, entre 17 e 21 de fevereiro, a Editora Expressão Popular vai dar desconto de 21% em TODOS os seus títulos.  Aproveite!

Código de cupom: livro_vermelho_expressao.

Atenção! Este cupom não poderá ser usado em conjunto com outros cupons e tampouco poderá ser aplicado a itens (livros e kits) que já estão em oferta. Frete não incluído. Promoção válida apenas para compras realizadas no período de 17 até 21/02/2020.

o que fazer fevereiro 2020

[Livro] Conservadorismo – Um convite à grande tradição

[Livro] Conservadorismo - Por Roger Scruton

Novo livro do autor do best-seller Como ser um conservador. Nesta breve e magistral introdução à tradição conservadora, Roger Scruton, um dos maiores intelectuais britânicos da atualidade, oferece aos leitores um convite ao mundo da filosofia política, explicando a história e a evolução do movimento conservador ao longo dos séculos. Com a clareza e a autoridade de um professor habilidoso, discute perspectivas da ideologia na sociedade civil, estado de direito, liberdade, moral, propriedade, direitos e o papel do Estado. Espécie de guia, claro e incisivo, Conservadorismo é leitura essencial para qualquer um que deseje compreender a política ocidental, hoje e nos últimos três séculos.

Abaixo, a íntegra do livro para leitura ou clique neste link para fazer o download sem preocupação de arquivos maldosos que possam danificar seu dispositivo.

 

[Livro] Por que as pessoas mentem

[Livro] Por Que as Pessoas Mentem -  Por Gregory Hartley e Maryann Karinch

Já pegou seu parceiro, sócio, pai ou mãe, chefe ou filho mentindo descaradamente? E se você pudesse saber, apenas ao ouvir e observar, se alguém está mentindo? O interrogador militar condecorado Gregory Hartley vai lhe mostrar como fazer isso.

Por que as pessoas mentem fornece as ferramentas para descobrir o que de fato está acontecendo – para ter vantagem numa negociação salarial, fazer com que um possível cliente se aproxime do resultado que você deseja, ou descobrir por que você precisa terminar uma relação pessoal ou de trabalho. A obra mergulha mais fundo em como e por que as pessoas mentem. Nela, os autores respondem diretamente ao pedido dos leitores em busca de mais detalhes sobre como ler e usar a linguagem do corpo em benefício próprio. Quem precisa de Por que as pessoas mentem? Qualquer um que tenha um parceiro que trai ou um chefe manipulador. Qualquer um que conduza entrevistas de trabalho ou esteja prospectando novos clientes. Qualquer um que tenha adolescentes em casa ou trabalhe na política. Qualquer um cujo sucesso e felicidade dependam da comunicação clara com os outros. E qualquer um que queira se tornar um pouco mais inescrutável, seja nos negócios, na vida ou mesmo na mesa de pôquer.

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[Livro] Como o CEO bilionário da SpaceX e da Tesla está moldando o nosso futuro

[Livro] Elon Musk - ELON MUSK - COMO O CEO BILIONÁRIO DA SPACEXDA TESLA ESTA MOLDANDO NOSSO FUTURO - Por Ashlee Vance

Elon Musk é o empreendedor mais ousado de nosso tempo. Uma mistura de Thomas Edison, Henry Ford, Howard Hughes e Steve Jobs, ele é o homem por trás dos cobiçados esportivos elétricos da Tesla Motors, dos painéis e baterias de energia solar popularizados pela SolarCity e dos foguetes espaciais da SpaceX, construídos do zero com recursos privados e muito mais baratos que qualquer versão já lançada pelas agências governamentais. Entre as próximas metas de Musk está a colonização de Marte.

Nesse livro, o experiente jornalista de tecnologia Ashlee Vance apresenta um olhar inédito sobre a vida e as realizações inacreditáveis do homem mais audacioso do Vale do Silício. Fundamentado em mais de cinquenta horas de conversas com Musk e entrevistas com mais de trezentas pessoas ligadas a ele, Vance investiga em detalhes a trajetória muitas vezes instável e controversa das empresas de Musk e traça um retrato impressionante do personagem complexo que renovou a indústria com uma série de inovações de enorme impacto político e econômico, num vislumbre do que pode vir a ser o futuro encabeçado pelo progresso de seus negócios visionários.

Em uma época como a atual, em que a maioria das empresas prefere o lucro fácil ao risco de desenvolver tecnologias radicalmente novas, Musk se destaca como o único empresário com dinamismo e visão suficientes para comandar — e revolucionar — três indústrias ao mesmo tempo. Se ele é simplesmente um lunático ou a mente mais brilhante a ter posto os pés neste planeta, só o tempo dirá, mas sua biografia, hoje, já é parte relevante da história.

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[Livro] Como detectar mentiras e enganos através da linguagem corporal

Como detectar mentiras e enganos através da linguagem corporal

Imagine que você tem a capacidade de saber quando uma pessoa está mentindo apenas ao olhar para ela… você pode sentir como a sua vida mudaria com este poder? Você esta pronto para descobrir as emoções escondidas nas pessoas ao seu redor?

Com este livro você aprender a detectar mentiras e enganos mediante a leitura da linguagem corporal. Você aprende a ser um detector de mentiras humano. Este livro é baseado em pesquisas científicas sobre a leitura da linguagem não-verbal. Para quem este livro se destina? Este livro e para todos. Seja pai, mãe, marido, esposa, filho, aluno, funcionário ou proprietário de uma empresa, este livro pode mudar a maneira como você interage com as pessoas ao seu redor. Por que é importante saber detectar mentiras? Infelizmente, as pessoas não são naturalmente boas detectando mentiras. Estima-se que só acertamos 54% das vezes.

Nós temos a tendência de esperar o melhor das pessoas, o que pode nos fazer perder tempo, dinheiro, e pode até afetar a nossa própria segurança. Em “Como detectar mentiras e enganos através da linguagem corporal” você vai aprender uma série de técnicas que pode usar imediatamente. Dificilmente alguém poderá voltar a lhe enganar. Será como ter um detector de mentiras sempre a sua disposição.

Pense no poder que sentirá quando, finalmente, for capaz de descobrir quando alguém não está dizendo a verdade.

Abaixo, a íntegra do livro para leitura ou clique neste link para fazer o download sem preocupação de arquivos maldosos que possam danificar seu dispositivo.

Canal Astronomia em Pauta sorteia dois livros e fui o feliz contemplado da promoção

Sorteio do livro do canal Astronomia em Pauta. dcvitti foi o sorteado e faturou os livros

Canal Astronomia em Pauta promoveu uma campanha de divulgação de sua rede  e sorteou dois livro na sua página no Facebook.

Graça a uma ajudinha de meu amigo Volney Rock Casas (a quem dou todo crédito) que é hoje a maior autoridade de Ilhota no assunto, um amante e aficionado pela tecnologia aeroespacial, da galáxia em si e do universo em geral, pela turma do Buguinho da programação (sua profissão) e da senvergonhice [risos], me lincou sem querer para participar de uma promoção de divulgação do recém canal do Astronomia em Pauta, idealizado por Bruno Tavares, hospedado no YouTube. A campanha constituiu em sortear dois livros e eu, claro, fui o sortudo que faturou o prêmio.

Na verdade, como o Volney sempre me chama para assistir os lançamentos de foguetes para o espaço no canal do Space Today, do Serjão e de toda sua turma, eu acabei aceitando o desafio, entrei na campanha como quem não quer nada, por que eu sempre apoio iniciativas dessa natureza e sempre curto todas as páginas que recebo notificação, pois acredito que devemos apoiar iniciativas que surgem debaixo, e não esquecer que esse é o conceito da internet, uma grande rede todos interligados com todos.

Não sou um fã do assunto do universo, mas aprendi a gostar da coisa com o tempo e curti a ideia. Confesso e já disse isso em algum lugar, que a Rússia me fascina muito, principalmente a antiga União Soviética e sempre fui um apaixonado pelo programa espacial da CCCP. Viajava com a questão da Sputnik, que foi o primeiro satélite artificial da terra, o lance da cadela Laika, que foi o primeiro ser vivo a orbitar o nosso planeta e o lendário cosmonauta Yuri Gagarin, primeiro homem a ir para o espaço e já li muito sobre o cara. Esse é o meu pequeno relato sobre a coisa. Tem gente que curte a Nasa, nada contra, mas eu sempre curti o programa espacial da russo.

A promoção

Mas… sobre o sorteio? Então… vamos ao assunto! A campanha iniciou no dia 5 de janeiro e foi promovido na página do canal Astronomia em Pauta no Facebook. A ideia inicial era aumentar o número de seguidores nas duas principais plataformas sociais do Astronomia em Pauta na internet, e como forma de agradecimento, realizou o sorteio desses dois livros. Pra participar, o internauta deveria:

  • Curtir a página “Astronomia em Pauta”.
  • Marcar 3 amigos nos comentários.
  • Compartilhar esse post em modo público.
  • O sorteio será realizado no dia 25 de janeiro.

Fiz isso, segui os passos, e por isso fui o sortudo! Não sei se as pessoas que linquei, participaram da campanha ou curtiram a página, mas fiz a minha parte. Na próxima, vocês já sabem, né pessoal?

“Boa sorte aos amantes da astronomia, e céus limpos a todos”
Bruno Tavares

Como havia comentado ali encima, topei o desafio e assim foi minha participação:

Sorteio

O sorteio aconteceu ao vivo no canal Astronomia em Pauta no YouTube. Eu cheguei tarde, não deu tempo pra assistir a transmissão ao vivo, mas vi, alguns minutos depois, o vídeo no canal. Abaixo, o vídeo do sorteio.

Como eu não sou bom em nada, tweetei, claro, sobre o assunto feliz da vida por ter ganho alguma coisa nos últimos dias, por que a coisa não está nada fácil por aqui, onde estamos passando o maior perengue.

Canal no YouTube

A missão do canal Astronomia em Pauta é levar a astronomia pra todos os tipos de público. Pra quem está começando, pra quem tem dúvidas, pra quem já conhece astronomia e quer saber mais, ou mesmo pra quem nunca teve contato com a astronomia. “Vamos juntos descobrir o universo nesse canal que leva a ciência a sério, e que tem o compromisso de trazer informações verdadeiras, de qualidade e com toda a base científica”, definiu de forma sublime Bruno Tavares, idealizador do canal. Eu fui o inscrito de número 172 e está no ar dede 18 de setembro de 2018. Acesse este link e inscreva-se no canal!

Os livros

O sorteio da promoção foi dois super os livros. Um era O Livro de Ouro do Universo e o outro Buracos Negros: Palestra da BBC Reith Lectures. Vou aqui entender melhor o que cada um fala e publicar um resuminho deles.

O livro de ouro do universo traz uma síntese desse emocionante percurso; constelações, asteroides, planetas, cometas, meteoros, meteoritos; Big-bang, quarks, buracos negros, estrelas canibais, extraterrestres; Ptolomeu, Copérnico, Kepler, Galileu Galilei, Newton. O conhecimento de muitas civilizações é aqui apresentado de forma límpida e direta pelo astrônomo e escritor Ronaldo Rogério de Freitas Mourão. O homem contemplou sempre com deslumbre o céu estrelado. Admiração que se fez acompanhar, desde épocas remotas, pela sede de melhor conhecer e compreender o Universo. Nesse trajeto fez descobertas fantásticas e realizou conquistas inimagináveis. Para quem tiver interesse, está à venda na Amazon com poucas unidade e poderá ser adquirido, acessando este link!

O livro Buracos Negros: Palestra da BBC Reith Lectures, trás em sua síntese que em 2016 Stephen Hawking participou da série de palestras BBC Reith Lectures, promovida pela rede de televisão britânica BBC e transmitida pela rádio BBC 4. A cada ano uma figura proeminente em sua área é convidada a discorrer sobre temas relevantes. Naqueles meses de janeiro e fevereiro, Hawking falou sobre um assunto que há décadas ocupa lugar de destaque em suas pesquisas: os buracos negros. Em duas exposições memoráveis, um dos maiores gênios da atualidade argumenta que, se pudéssemos compreender como os buracos negros funcionam e como eles desafiam a natureza do espaço e do tempo, seríamos capazes de desvendar os segredos do universo. Insights de toda uma vida são apresentados com a lucidez e a já conhecida verve cômica de Hawking, acrescidos de notas explicativas que situam o leitor nos trechos mais cruciais.Enquanto a maioria dos especialistas se conforma com o fato de trabalhar com temas praticamente ininteligíveis para o público geral, Stephen Hawking tomou para si o papel de grande paladino da divulgação científica ― e nesse pequeno livro, mais uma vez, extrapola todas as expectativas.“Hawking consegue explicar algumas das questões mais complexas da física cósmica com uma combinação perfeita de clareza e sagacidade”. The Observer. Para quem tiver interesse em comprá-lo, também está à venda na Amazon e poderá ser adquirido, acessando este link!

É isso, pessoal! Espero que vocês possam se apaixonar um pouco mais pela política espacial, que você defenda os interesse do setor e incentive as iniciativas que promovam a aproximação entre os povos e nações com a causa e apoie os canais, grupos e fóruns que tentam desmistificar o assunto. Esse tema requer muita dedicação, alguns milhões em investimento e respeito acima de tudo, mas antes de irmos construir bases na lua e colonizar outros planetas, é preciso, primeiramente, matar a fome no mundo.

Um salve a todos!

[Livro] Aconselhamento Cristão – Edição Século 21

[Livro] Aconselhamento Cristão - Edição Século 21

Certa vez um escritor experiente me disse que escrever um livro era mais fácil do que revisá-lo. Por mais de um ano, passei centenas de horas, sentado em frente a um processador de texto, revisando a primeira edição deste livro, reescrevendo frases, atualizando informações, acrescentando capítulos, eliminando redundâncias, conferindo referências bíblicas e reavaliando o que escrevi anteriormente. Tive que enfrentar de novo a disciplina, as longas horas de solidão e o risco de expressar ideias no papel, onde todos podem ler, criticar e (quem sabe?) até aplaudir. Descobri que meu amigo tinha razão: é mais fácil, e muito mais divertido, escrever um livro do que fazer uma revisão.

No entanto, tenho que reconhecer que o processo de revisão foi estimulante. Tive a oportunidade de esclarecer algumas coisas que ficaram meio obscuras na primeira edição, tratar de algumas questões levantadas pelos revisores do primeiro livro e acrescentar sugestões feitas por alunos. Meus colegas da Word enviaram um questionário a milhares de leitores da primeira edição, e os que responderam fizeram várias sugestões interessantes, muitas das quais foram incluídas nesta versão revisada. Cartas de várias partes do mundo chamaram a minha atenção para questões transculturais, e alguns aconselhandos também escreveram dando sua opinião sobre os tópicos abordados.

Assim como fiz na primeira edição, procurei resumir nestas páginas muito do que se conhece sobre a metodologia do aconselhamento e sobre os principais problemas que as pessoas enfrentam hoje em dia. O objetivo deste livro é ser um instrumento útil para pastores e outros conselheiros cristãos, servir como guia de estudo para auxiliares leigos e ser usado como livro-texto em seminários e faculdades. Em tudo o que escrevi, procurei me manter fiel aos ensinamentos da Bíblia e ser sensível aos resultados das muitas pesquisas que estão sendo realizadas no campo do aconselhamento e da psicopatologia clínica. Esta nova edição:

  • É uma revisão completa do livro anterior, que foi totalmente reescrito.
  • Inclui histórias de casos que ilustram os problemas discutidos.
  • Tem novos capítulos sobre aconselhamento comunitário, início da idade adulta, violência (inclusive violência doméstica), gravidez, doença mental, vícios e aconselhamento do próprio conselheiro.
  • Discute tópicos que estão surgindo com força, como transtornos alimentares, maus tratos contra idosos, amargura da alma e aconselhamento de pessoas com AIDS.
  • Procura transmitir as informações de maneira clara, de fácil leitura e relativamente livre de termos do jargão técnico, psicológico ou teológico.

Um projeto desta envergadura não se faz sem a ajuda de muitas pessoas extraordinárias. Algumas delas me ajudaram na primeira edição e depois foram trabalhar em outros lugares, mas eu ainda tenho uma dívida de gratidão pela ajuda inicial de pessoas como Lawrence Tornquist, James Beesley, Charles Romig, Marlene Terbush, Kathy Croop, Marylin Secor, Lenore Scherrer, Sharon Regan, Nancy Fister e Laura Beth Norton. Na versão revisada, contei com o auxílio de Steve Brown, Paul Lightner, Scott Thelander, Sérgio Mijangos, Ted Grove, Jim Thomas, Bill Secor, Tom Jensen, Kiel Cooper, Ron Hawkins, Sylvia Bacon e Pam Lunde, assim como de várias pessoas da editora Word Books, entre as quais Ernie Owen, Joey Paul, Laura Kendail, Ed Curtis, Carey Moore, Nancy Rivers e Ed Stanley. Na Inglaterra, Nõel Halsey e seus colaboradores trabalharam na adaptação do livro para uma edição voltada para a comunidade britânica, e eu agradeço a todos aqueles que se empenharam para que a primeira edição estivesse disponível em coreano e português. Como resultado dessas edições estrangeiras, tive novas ideias, que incorporei à revisão. Mais uma vez, a diretoria da Trinity Evangelical Divinity School, meus colegas do departamento de psicologia e meus alunos demonstraram grande flexibilidade e me incentivaram tremendamente durante a revisão do que ficou conhecido (espero que afetuosamente) como “o livrão amarelo”.

Sem o apoio de minha família, entretanto, talvez eu jamais tivesse completado esta revisão. Minha mãe, cuja vista já cansada nunca permitirá que leia estas páginas, minhas filhas, Lynn e Jan, e minha mulher Julie, que está sempre ao meu lado, foram uma fonte de estímulo constante e aguentaram meus longos períodos trancado no escritório. Sou grato a Deus e a elas, por seu amor e compreensão. Contudo, é preciso ter a humildade de reconhecer que fazemos tudo – escrevemos, revisamos livros e aconselhamos — apenas em razão das habilidades, desejos e oportunidades que Deus nos concede. Mais uma vez, portanto, este livro segue em frente com minha gratidão a Deus, com a oração para que honre a Jesus Cristo, e com a esperança de que o Espírito Santo possa usá-lo para ajudar muitos dedicados conselheiros cristãos a auxiliar melhor seus aconselhandos e outros que estejam precisando de ajuda.

Gary Collins

Como usar este livro

O livro Aconselhamento Cristão foi escrito para auxiliar líderes cristãos em seu trabalho de aconselhamento. Os cinco primeiros capítulos traçam um panorama da atividade de aconselhamento, e seria bom que fossem lidos em sequência. Os capítulos restantes (exceto, talvez, o último) tratam de problemas específicos. Como cada capítulo é independente dos demais, os capítulos podem ser lidos em qualquer ordem. Cada um deles começa com o exemplo de um caso e uma introdução, seguidos de uma análise do que a Bíblia diz sobre o assunto e um exame das causas, efeitos e considerações sobre o aconselhamento, bem como sugestões a respeito de como prevenir o problema. O objetivo de tudo isso é fornecer informações relevantes e atualizadas que possam ser úteis no aconselhamento.

A experiência tem mostrado que o livro é usado como manual para conselheiros, inclusive por pastores, como livro-texto para alunos e professores, como material de treinamento para conselheiros leigos e como fonte de informação para os que desejam compreender melhor o comportamento humano, ter uma perspectiva mais clara da base bíblica do aconselhamento e aperfeiçoar as habilidades necessárias a um terapeuta.

Se você for usar este livro como parte de um programa de estudo pessoal ou para um grupo de alunos, é recomendável que comece lendo os cinco primeiros capítulos em sequência. No caso de estudos em grupo, o professor pode fazer uma breve exposição ou comentário sobre o assunto a ser estudado. Seria interessante que os membros do grupo apresentassem uma dramatização baseada na história que abre cada capítulo. Escolha um dos membros do grupo para atuar como conselheiro e selecione outros para fazerem o papel da pessoa, ou das pessoas, cujos problemas são descritos. Depois de dez ou quinze minutos, encerre a dramatização e discuta o que foi feito. O que foi bom no exemplo de aconselhamento? Como o aconselhando e o conselheiro se sentiram na representação? O que pode ser melhorado? O que a turma aprendeu sobre o aconselhamento e sobre aquele tipo de problema durante o exercício?

Quer você faça a dramatização, quer não, a discussão das questões abaixo pode ajudar. Você pode escrever as respostas, para avaliar sua compreensão do capítulo, ou pode discutir as questões com o grupo. Estas perguntas foram elaboradas para serem usadas com os capítulos 6-38, embora talvez seja necessário fazer uma alteração ou outra para adaptá-las a algum dos capítulos.

  1. Quais são suas dúvidas a respeito deste capítulo?
  2. Você poderia resumir os ensinamentos bíblicos sobre o problema discutido neste capítulo?
  3. Faça um resumo das causas e efeitos desse problema.
  4. O que você aprendeu sobre o aconselhamento de pessoas que têm esse problema?
  5. Alguém poderia dar exemplos de pessoas que tiveram esse problema? (Cuidado para não revelar os nomes das pessoas envolvidas nem detalhes que possam permitir sua identificação).
  6. Faça um esboço de um programa para evitar o surgimento desse problema.
  7. Faça um resumo do que você aprendeu neste capítulo, incluindo a leitura e a dramatização.
  8. Quais as perguntas que você acha que ainda não foram respondidas?

Nem sempre é possível para um autor ou editor manter uma correspondência minuciosa com os leitores, mas gostaríamos de saber se este livro foi útil no seu trabalho de aconselhamento. Se uma terceira edição for produzida, você teria alguma sugestão para torná-la melhor? O autor e o editor gostariam de saber sua opinião. Por favor, escreva para Dr. Gary Collins, c/o W Publishing Group, Editorial Division, 501 Nelson Place, Nashville, TN 37214, EUA, ou Department of Psychology, Trinity Evangelical Divinity School, 2065 Half Day Road, Deerfield, 111. 60015. Toda correspondência deverá logicamente ser redigida em inglês.

[Livro] Militares e a política no Brasil

Militares e a política no Brasil

O livro Militares e a política no Brasil (Jefferson Rodrigues Barbosa, Leandro Pereira Gonçalves, Marly de Almeida Vianna e Paulo Ribeiro da Cunha – orgs.) reúne textos de pesquisadores sobre o tema, trazendo um panorama histórico desde a constituição das Forças Armadas até seu papel na atualidade, enfatizando essa relação intrínseca entre esse setor e a vida política nacional. Com isso, busca-se demonstrar as diferentes correntes de pensamento e de posicionamento político que permeia as Forças Armadas.

De lá para cá, ela pôde ser observada tanto no interior dos partidos políticos – a esquerda e a direita – quanto nas práticas ilegais cometidas por militares alinhados com a ditadura, como, por exemplo, no atentado ao Riocentro no início da década de 1980. Além disso, a participação dos militares é patente também no desenvolvimento da pesquisa e da ciência e na efetivação de missões no campo humanitário ou da segurança, em âmbito nacional e internacional.

Tal como as demais forças sociais, esse setor também toma parte e é influenciado pela dinâmica da luta de classes, se posicionando também politicamente seja agindo para garantir as liberdades democráticas, seja para cumprirem a Garantia de Lei e Ordem (GLO).

Este livro é organizado com o intuito de colaborar para uma maior compreensão dos embates, dinâmicas e articulações entre os militares e a política no Brasil. Ele vem para instrumentalizar novas pesquisas e informar os leitores interessados em uma apreensão mais múltipla e polifônica das dimensões entre os integrantes das Forças Armadas como atores políticos e sociais e as instituições militares, como aparelhos políticos de hegemonia, nos contextos das lutas de classes e projetos de nação que permeiam a história brasileira contemporânea.

Autor: 
Jefferson Rodrigues Barbosa, Leandro Pereira Gonçalves, Marly de Almeida Vianna e Paulo Ribeiro da Cunha (orgs.)

  • Número de páginas: 500
  • ISBN: 9788577433254
  • Editora: Expressão Popular
  • Peso: 0.544 kg
  • Categoria: 
  • Para comprar, acesse esse link!

 

Confira 10 livros que o jornalista não pode deixar de ler

Livro A Arte da Composição da editor iPhoto

Faz parte da profissão do jornalista ler, ler e ler. Mas sempre há livros que não podem deixar de constar na nossa biblioteca de conhecimento pessoal. Ainda que a relação renove de tempos em tempos, alguns livros constam em muitas delas. “A Sangue Frio”, de Truman Capote, e “Chatô, o Rei do Brasil” são dois exemplos que podemos citar.

Aqui vai a lista de 10 livros indicados pela jornalista Paula Cunha, que também é palestrante e especialista em cinema, a pedido do Portal Imprensa.

A Sangue Frio – Truman Capote

 

Polêmico trabalho jornalístico do autor, que ao ler sobre os assassinatos que dois jovens, Richard Hickcock e Perry Smith, cometeram na cidade norte-americana de Holcomb, os entrevistou e acompanhou do julgamento até a condenação à morte dos dois por enforcamento. O relato da origem das vítimas e dos réus é minucioso, bem como dos vizinhos e da vida na pequena cidade do Oeste do Kansas.

A frieza da narração é assustadora e as reações que provocaram foram igualmente devastadoras, pois Capote ultrapassou todos os limites éticos ao se envolver emocionalmente com um dos acusados, Smith. Transformado em livro, marcou o início do movimento New Journalism nos Estados Unidos e a criação do gênero romance reportagem.

Chatô, O Rei do Brasil – Fernando Morais

Fernando Morais traça um perfil brilhante de Assis Chateaubriand, considerado o imperador da mídia brasileira. Conta, sem endeusar o empresário, a criação do maior conglomerado de comunicação, com os Diários Associados à frente do grupo.

São muito bem lembradas as jogadas políticas, a rivalidade com outros jornalistas, principalmente com Samuel Wainer, os detalhes da fundação do Museu de Arte de São Paulo (Masp) e a iniciativa de trazer a televisão para o Brasil em 1950, com a inauguração da Rede Tupi.

 

Minha Razão de Viver – Samuel Wainer

Samuel Wainer conta com sinceridade o início da carreira, o apoio explícito a Getúlio Vargas, a fundação do jornal Última Hora, que revolucionou o jornalismo nos anos 1950 e como isso atraiu a ira de concorrentes como as famílias Marinho (O Globo) e Mesquita (O Estado de S.Paulo) e Assis Chateaubriand (Diários Associados), a rivalidade política com Carlos Lacerda, seu inimigo.

O livro é um retrato importante da consolidação da imprensa brasileira, seu envolvimento com a política e o golpe militar de 1964.

 

A Regra do Jogo – Cláudio Abramo

O jornalista Cláudio Abramo volta ao início de sua carreira e narra como contribuiu para a modernização dos principais jornais do País. Seu relacionamento com os proprietários dessas empresas e colegas é descrito com sinceridade.

Como bônus, há uma coletânea de artigos que analisam diversas fases da política brasileira até a sua morte em 1987.

 

 

 

Os Sertões – Euclides da Cunha

Euclides da Cunha publicou o livro sobre a Guerra de Canudos em 1902. Ele é o resultado do trabalho do autor como correspondente do jornal “O Estado de S. Paulo” durante o conflito e se encaixa na categoria de livro-reportagem, que se utiliza ao mesmo tempo das prosas científica e artística.

Pertence à fase do pré-modernismo da literatura brasileira e, por isso, apresenta características de diversas escolas literárias como o Realismo e técnicas que antecipam o Modernismo. Pode ser considerada também uma obra de estudo sociológico, geográfico e histórico. Apresenta forte crítica social ao retratar as dificuldades dos sertanejos (“O sertanejo é, antes de tudo, um forte”) e a já histórica indiferença das elites brasileiras.

Todos os Homens do Presidente – Carl Bernstein e Bob Woodward 

Os repórteres Carl Bernstein e Bob Woodward narram todo o processo de investigação e apuração de informações da invasão do edifício Watergate, sede do Partido Democrata em Washington, capital dos Estados Unidos. O jornal onde trabalhavam, o Washington Post, liderou a corrida da elucidação do escândalo até a renúncia do presidente republicano Richard Nixon em agosto de 1974.

Repleto de fatos importantes que envolviam o contexto político da época e a respeito da busca pelas informações, a recusa de algumas fontes a oferecer informações e o envolvimento com o famoso informante do governo apelidado de Garganta Profunda (famoso filme pornográfico lançado no início da década de 1970), o livro também é recheado de histórias saborosas sobre as tentativas canhestras de Bernstein de falar espanhol com uma possível fonte do México, que provocavam a paralisação do trabalho na redação, já que todos os colegas queriam se divertir às custas dele.

A adaptação para o cinema omite esse clima, mas contribuiu para que um público maior conhecesse os detalhes dessa importante fase da vida política norte-americana.

Décadas Púrpuras – Tom Wolfe

Tom Wolfe, um dos fundadores do New Journalism nos Estados Unidos, aplica nesse livro todas as técnicas desse novo estilo jornalístico como a descrição literária de fatos apurados e dos diálogos com as fontes.

Apresenta um painel da cultura entre 1964 e 1981, com relatos instigantes dos mais variados grupos como surfistas, artistas e intelectuais do bairro novaiorquino do Village, empresários, estrelas de cinema e da música, entre outros.

 

 

Sem Lugar para se Esconder – Glenn Greenwal 

O ex-advogado e jornalista do The Guardian, Glenn Greenwald, publicou uma série de reportagens que relatava os métodos que a Agência de Segurança Nacional (NSA, na sigla em inglês) utilizava para espionar não apenas os cidadãos e empresas dos Estados Unidos, mas também líderes políticos e habitantes de outros países, aliados ou não. Sua principal fonte foi Edward Snowden, ex-prestador de serviços à NSA.

O livro não se restringe a relatar os fatos e os detalhes dos contatos entre Greenwald e Snowden mas também analisa as consequências da invasão de privacidade em escala mundial para a democracia.

O Sequestro da América – Charles Ferguson

O escritor e diretor de documentários Charles Ferguson analisa com profundidade, obtida por meio de uma pesquisa exaustiva de dados, a lama em que o sistema financeiro dos Estados Unidos afundou e o vale-tudo desonesto em que se transformou após todas as medidas tomadas por sucessivos governos, republicanos e democratas, para desregulamentar e afrouxar o setor até eliminar todas as regras de atuação com o objetivo de beneficiar as elites do país. Todos esses desmandos resultaram na crise financeira de setembro de 2008.

O conteúdo do livro é um aprofundamento do documentário “Inside job”, que Ferguson lançou em 2010 e que recebeu o Oscar de melhor trabalho deste gênero.

As Ilusões Perdidas – Honoré de Balzac

Um dos romances mais famosos do autor francês, Honoré de Balzac, narra a vida e as decepções de Lucien de Rubempré, jovem aspirante a escritor, bem como de sua família durante a Revolução Francesa.

As críticas não se restringem à hipocrisia e dualidade da sociedade em geral e apresenta também uma visão sarcástica e demolidora do jornalismo praticado na época, descrito pelo autor como “a mais perversa forma de prostituição intelectual”. Não é preciso acrescentar mais nada sobre a sua importância.

 

Portal Imprensa

[Livro] A Elite do Atraso – Da escravidão a lava-jato de Jessé Souza

Um livro que analisa o pacto dos donos do poder para perpetuar uma sociedade cruel forjada na escravidão. Clique neste link ou na imagem do livro e faça o download do livro.

Prefácio do livro

Este livro foi pensado para ser uma leitura historicamente informada da conjuntura recente brasileira. A crise brasileira atual é também e antes de tudo uma crise de ideias. Existem ideias velhas que nos legaram o tema da corrupção na política como nosso grande problema nacional. Isso é falso, embora, como em toda mentira e em toda fraude, tenha seu pequeno grão de verdade. Nossa corrupção real, a grande fraude que impossibilita o resgate do Brasil esquecido e humilhado, está em outro lugar e é construída por outras forças. São essas forças, tornadas invisíveis para melhor exercerem o poder real, que o livro pretende desvelar. Essa é a nossa elite do atraso.

Para melhor cumprir meu objetivo, construí este livro sob a forma de uma resposta crítica ao clássico Raízes do Brasil, de Sérgio Buarque de Holanda, publicado em 1936. Como veremos, o livro de Sérgio Buarque é, ainda hoje, a leitura dominante do Brasil, seja na sua modernização em seus epígonos mais famosos, como Raymundo Faoro, Fernando Henrique Cardoso ou Roberto DaMatta, seja na sua influência ampla e difusa nos intelectuais de direita e de esquerda do Brasil de hoje em dia. É a influência continuada dessa leitura na cabeça das pessoas que nos faz de tolos.

O sucesso da empreitada de Sérgio Buarque se deve ao fato de ele ter logrado, ao modo dos profetas das grandes religiões mundiais, responder às três grandes questões que desafiam indivíduos e sociedades: De onde viemos? Quem somos? Para onde (provavelmente) vamos? Articular essas três questões centrais de modo convincente permitiu que sua visão se tornasse a interpretação oficial do Brasil sobre si mesmo. Como iremos ver, a Lava Jato se legitima com Sérgio Buarque e seus epígonos; a Rede Globo legitima sua violência simbólica do mesmo modo; ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) se legitimam a partir de suas ideias; e intelectuais importantes da esquerda continuam reproduzindo suas supostas evidências e as de seus discípulos.

Minha tese é que tamanho sucesso e ubiquidade é resultado da ação combinada de dois fatores: o primeiro é o fato de Sérgio Buarque haver construído uma narrativa totalizadora – como a das religiões que não podem deixar margem a lacunas e dúvidas – do Brasil e de sua história; e o segundo ponto é o de ter criado a legitimação perfeita para uma dominação oligárquica e antipopular com a aparência de estar fazendo crítica social. É isso que o faz tão amado pela direita e pela esquerda.

Tamanha influência ubíqua e convergente me motivou a reconstruir, neste livro, uma contraposição a suas ideias, ponto a ponto, nas três questões seminais que todo indivíduo ou sociedade são desafiados a responder. Como não somos formigas que repetem uma informação genética, nosso comportamento é determinado por uma visão do mundo e das coisas que é “construída”. Essa construção do sentido do mundo era trabalho de religiosos no passado e de intelectuais nos últimos duzentos anos de história. Esse “sentido do mundo” nos parece, então, “natural”, dado que nascemos sob a influência dele, e são pessoas  amadas e admiradas, em casa, na escola ou na televisão, que nos apresentam a ele. De tal modo que nos aparece como algo “confiável”. É essa confiabilidade que torna tão fácil a reprodução dos privilégios legitimados por esse sentido, sempre muito específico, e, ao mesmo tempo, torna a sua crítica tão difícil.

Épocas de crise como a brasileira atual são, nesse sentido, uma oportunidade única. Na crise, toda legitimação perde sua “naturalidade” e pode ser desconstruída. Mas é necessário que se reconstrua um novo sentido que explique e convença melhor que o anterior. Sem isso, a explicação anterior tende a se perpetuar. É esse esforço que pretendo fazer aqui. A ideia é criticar a interpretação dominante não apenas nas suas falhas conceituais, como já fiz antes em diversas ocasiões,1 mas também sua interpretação histórica e factual da realidade brasileira. Essa nova reconstrução histórica, por sua vez, permitirá um diagnóstico, a meu ver, muito mais acurado e convincente da própria realidade atual.

Assim, persegui três eixos temáticos bem definidos. O primeiro é tomar a experiência da escravidão, e não a suposta e abstrata continuidade com Portugal e seu “patrimonialismo”, onde não existia a escravidão, como a semente de toda a sociabilidade brasileira. Muitos falaram de escravidão como se fosse um mero “nome”, sem eficácia social e sem consequências duradouras, inclusive Sérgio Buarque e seus seguidores. Compreender a escravidão como conceito é muito diferente. É perceber como ela cria uma singularidade excludente e perversa. Uma sociabilidade que tendeu a se perpetuar no tempo, precisamente porque nunca foi efetivamente compreendida nem criticada.

O segundo foi perceber como a luta das classes por privilégios e distinções logrou construir alianças e preconceitos que esclarecem, melhor que qualquer outra coisa, o padrão histórico que se repete nas lutas políticas do Brasil moderno. O principal aqui é evitar compreender as classes de modo superficial e economicista, como o fazem tanto o liberalismo quanto o marxismo. Ao perceber as classes sociais como construção sociocultural, desde a influência emocional e afetiva da socialização familiar, abrimosum caminho que esclarece nosso comportamento real e prático no dia a dia como nenhuma outra variável. Essa é uma promessa que faço ao leitor sem medo de fracassar: é possível reconstruir as razões de nossa própria conduta cotidiana, assim como a conduta dos outros que conosco partilham o mundo social, de modo preciso e convincente a partir da reconstrução da herança de classe de cada um.

A tradição inaugurada por Sérgio Buarque e arrasadoramente influente até hoje não percebe a ação das classes sociais, daí que tenham criado o “brasileiro genérico”, o homem cordial de Sérgio Buarque ou o homem do “jeitinho brasileiro” para um DaMatta. O conflito entre as classes também é distorcido e tornado irreconhecível, sendo substituído por um falso conflito entre Estado corrupto e patrimonial e mercado virtuoso. Ainda que todo o noticiário atual milite contra essa percepção, sem uma desconstrução do sentido velho e de uma reconstrução explícita de um sentido novo, seremos feitos de tolos indefinidamente. É por conta dessa inércia provocada pela força de concepções passadas que pensamos os problemas brasileiros sob a chave do patrimonialismo e do populismo, dois espantalhos criados para tornar possível a aliança antipopular que caracteriza o Brasil moderno desde 1930.

Por fim, o terceiro ponto é o diagnóstico acurado do momento atual. Se os dois pontos anteriores são importantes, sua eficácia deve ser comprovada por um diagnóstico do momento atual mais profundo e mais veraz que o do “racismo culturalista”, como podemos definir o paradigma que estamos criticando. Esse é o convite que faço ao leitor. Adentrar o espaço de uma aventura do espírito que visa libertá-lo das amarras invisíveis das falsas interpretações críticas. Esse é, afinal, o primeiro passo para que, enfim, não mais repitamos a nossa triste história da exclusão recorrente e golpes de Estado, mas que juntos possamos construir algo verdadeiramente novo.

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