[Curso] Por que estamos voltando ao mapa da fome

A FAO (Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação) divulga periodicamente, desde 1990, o Mapa da Fome no mundo, indicando em quais países há parte significativa da população ingerindo uma quantidade diária de calorias inferior ao recomendado.

O Brasil permaneceu acima do índice de 5% até 2013. Em 2014, registrou 3% de população ingerindo menos calorias que o recomendado e saiu pela primeira vez das cores avermelhadas do mapa. No entanto, relatórios recentes sobre o desempenho do Brasil no cumprimento dos 17 objetivos de desenvolvimento sustentável da ONU, traz um alerta: há risco de o país voltar ao próximo Mapa da Fome.

No dia 25 de outubro, às 19h, a Escola Nacional de Formação do PT realizou, em Brasília, o curso temático “Como superamos a fome no Brasil e por que estamos retrocedendo”, com a ex-ministra do Desenvolvimento Social e Combate à Fome, Tereza Campello, para explicar os motivos disso.

No link você encontra a aula além de materiais complementares para leitura e download.

Escola Nacional de Formação do PT

Mapa da comunicação comunitária

Mapa da Comunicação Comunitária

O Mapa da Comunicação Comunitária é uma plataforma de georeferenciamento que reúne veículos de comunicação comunitária do Brasil. Entendemos como veículos de comunicação comunitária aqueles que se caracterizam por processos baseados em princípios públicos, que propiciem a participação ativa da população, que sejam de propriedade coletiva e que não tenham fins lucrativos.

Nesse mapa, escolhemos abranger aqueles veículos já articulados, produzidos, difundidos ou protagonizados por sujeitos, coletivos e organizações de favelas e outros territórios populares. Excluímos os blogs pessoais, veículos que não produzem conteúdo próprio ou só replicam conteúdo de outros e os que estão inativos.

A plataforma é colaborativa e qualquer iniciativa que se encaixe nos critérios estabelecidos pode se inscrever e participar do mapa. Utilizamos como ponto de partida a base de dados produzida pelo projeto Direito à Comunicação e Justiça Racial, realizado em 2014 pelo Observatório de Favelas com o apoio da Fundação Ford. A partir dela entramos em contato com os veículos, a atualizamos e conseguimos iniciar a plataforma com alguns dos principais veículos de comunicação comunitária do Rio de Janeiro.

O projeto é um dos produtos do Data_labe, um laboratório de dados na favela. Acreditamos que o empoderamento da juventude de periferia do Brasil passa, necessariamente, pelo acesso, produção e difusão de informações e hoje a comunicação comunitária é um dos principais responsáveis por garantir esses direitos. Aqui, pretendemos reunir esses veículos, tornar pública a nossa base de dados sobre essas iniciativas e construir um panorama acerca da comunicação comunitária brasileira, contribuindo para a reflexão e elaboração de iniciativas para o setor.

A plataforma foi desenvolvida pela agência de jornalismo de dados Volt Data Lab.

Participe:
Acesse o formulário neste link, adicione seu veículo e participe do mapa.

Acesse os dados:
Formato de tabela no Google Sheets e API em Json.

Conheça o mapa de conflitos fundiários

Mapa de Conflitos Fundiários

A questão fundiária no Brasil sempre esteve permeada pelos conflitos de terra. As comunidades tradicionais, como indígenas, quilombolas e camponeses são a parcela da população que sofre diretamente com a concentração de terra nas mãos de poucos fazendeiros.

Porém, na área urbana, também existem conflitos fundiários. Segundo o Fórum Nacional de Reforma Urbana, os espaços públicos estão se tornando cada vez mais privatizados. Com isso, vão se formando processos de gentrificação e segregação nas cidades. As ocupações, um dos resultados desse processo, são frequentemente embargadas de forma violenta por meio de reintegrações de posse, sem que haja a garantia do acesso à moradia digna, direito garantido em nossa Constituição.

Diante disso, o Fórum Nacional da Reforma Urbana criou o Mapa de Conflitos Fundiários. Trata-se de um mapa colaborativo em que a população pode registrar informações sobre conflitos de terra. O objetivo é sistematizar as ameaças de remoções e as remoções realizadas a nível nacional e expor a situação de disputa por terra.

O projeto foi realizado no âmbito da Campanha pela Função Social da Cidade e da Propriedade, na qual o Direito à Cidade é o ponto de partida. Tal direito compreende “direito da população a cidades radicalmente democráticas, espaços de realização de equidade e de justiça social, providas de infraestrutura e equipamentos públicos que atendam a todos e todas, com espaços de encontro verdadeiramente públicos, sem discriminação de raça, de gênero e em pleno equilíbrio com a natureza”, de acordo com  site da campanha.

>>Clique aqui para acessar o Mapa de Conflitos Fundiários e saber mais<<

Instituto Pólis